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terça-feira, 28 de agosto de 2012

O mores!

Não sei viver de horas vagas
d'instantes roubados
de frestas nas portas.
Não sei viver de restos
ou rostos distantes
talvez libertos
mas pouco dispostos.
Não sei colar quebraduras
inventar conjecturas
e fingir que está tudo certo.
Eu não sei ser só metade
nem só parte da parte
da décima parte ter.

Eu sou de extremos
de todos os tudos ou nadas
de entregas mais que totais.


Mas quando meu laço se rompe...

... também voo inteira

os nós não existem mais...

2 comentários:

  1. Adorei sua poesia, consegui me ver muito bem nela e me tocou. É tão gostoso esse momento de auto reflexão que a poesia nos traz.

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