Escrevo.
Sou torrente de nervos.
Sou aço, sou algodão.
Sou pena firme
de tinta azul
ou vermelha
depende o time
depende a ocasião.
Lê o que desenho
no verso sem rima
que te proponho agora.
Não assustes as andorinhas
no quintal da casa ao lado
que elas trazem bom presságio
de um amor que vem virando
a esquina e
traz acordes vários
no acordo assinado em branco
que antevi e cantei durante o sono.
O sino toca ao longe.
Escrevo.
23.12.2007 - 02h42min
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