E sou tomada de assalto por uma tempestade de areia, que me impede a visão noturna.
Os calafrios, as alegrias, os asfaltos, rangem debaixo dos meus pés,
terremotos em dia bravo, guerras intermináveis, sustos insuspeitos, medos inenarráveis.
O bebedouro da fonte da saudade é meu companheiro nessa viagem.
Soam-me familiares os ais das gentes perdidas nos campos,
nas cidades, nos parreirais. Não sou mais eu.
Sou uma voz que canta em mim...
23.01.2008 - 14h32min
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