Esculpo versos numa folha virtual
que só toco através de um teclado.
Proponho imagens co'a imagem que faço de mim.
Exponho meu peito à crítica alheia
e enveredo por um caminho claro
de duas concepções: a minha e a de quem me lê.
Mas eu não conto.
Uma vez escrita, sou letra e impressão.
Uma vez escrita, transporto-me ao universo
único e plural das vozes múltiplas
dos conhecimentos diversos
das várias interpretações.
Meu corpo aberto e nu.
A alma sobre a mesa.
E olhos famintos a engolir
o interior do interior do interior
do que ainda virei a ser...
Aos 54 minutos do dia 02.03.2008
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