Se te escolho entre todos os mortais
e a ti dedico atenção e cuidados
é que tens um não-sei-quê
nesse teu olhar alado de poeta enternecido.
Se te acolho entre meus membros
num abraço quase embrionário
é que tens um sei-bem-o-quê
nesse teu andar enluarado de poeta anoitecido.
Se te recolho entre as palavras
que escrevo e que bem domino
é que tens um bem-querer
nesse teu falar enfeitiçado de poeta amanhecido
que me escolhe,
que me acolhe,
que recolhe os meus cacos todos
que, enfim,
me alucina...
08.04.2008 - 23h29min
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