São caules, raízes e limos
tortos troncos de escolhas
ou suspeitas sombras
de assuntos supostos.
Fantoches de borboletas brancas
espetados em mostruários fantasmas.
Texturas adivinhadas
na compra de horas
ou na cadeira de rodas
quiçá no balanço vazio
que corta o espaço pleno de desertos.
As correntes arrastam os pés
o mundo carrega as costas
os descontos desdenham do amanhã.
Esculpo sentimentos
expresso alusões
iludo o tempo escorregadio,
que um dia me haverá de tecer.
Devoro o cheiro do livro
d'onde escorre o que não sei.
Bato a poeira dos pés
povoo meu ventre
de novos intentos.
Invento.
19.02.2009 - 16h32min
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