Reivindico o direito de ficar muda
de não ver nascer a inspiração
de sobreviver ereta e tranquila
sem sobressaltos ou ilusões.
Reivindico um quarto de lua
e uma dose de coragem na veia de rum
pra nunca mais sacrificar o espelho
na imagem que não vi se formar.
Reivindico a vontade de sol e calor
a moldura do dia e o brilho da madrugada
a canção sofrida
e a voz do fantasma desnudo.
Reivindico a claridade
a clareza
a clarividência
a verve
a virtude
o vento
o vento...
25.09.09 - 22h
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