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terça-feira, 8 de junho de 2010

Mil de mim

Duas de mim, conheço bem.


Uma me diz que não cresci

a outra me leva a crer que já morri.

Enquanto uma me alimenta de sonhos

a outra rouba-me a comida

e me quer emagrecer.

Se esta me puxa o tapete

a outra arranja um vermelho-chamativo-brilhante

pr'eu nua desfilar, sem platéia

mas também sem nenhum limite.

Uma me arrepende e culpa

a outra me liberta, arremeda o medo,

desafia o que me prende.

Esta é indecente

aquela é solidão.

Se uma ri solta e devassa

a outra sorri, e tapa a boca com a mão.

Quando aquela acredita

em contos de fadas

a outra planta bem firme os pés no chão.



Sendo duas já ando às voltas

com remédios sossega-leão,

imagine se eu, casa delas,

permitisse a descoberta

- pecado capital! -

de que dentro destas

existem outras mil...






Aos 8 segundos do dia 08.06.2010

4 comentários:

  1. Pois se mil Simones existem, mil Simones eu amo !

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  2. Sou obrigado a parafrasear o poeta, e dizer que seria muito bom viver se todas fossem, no mundo, iguais a você.


    Beijos


    Cello

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  3. Para mim que já não conheço as duas mais frequentes, 998 é lucro!!!
    Beijo..

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  4. Vam'lá: mil Simones seria pecado capital mesmo, pra decaptá o cara, só que o cara mesmo pediria pra sê decaptado - pra quem não sabe, decaptá é cortá a cabeça, o que é diferente de capá, mas isso eu acho que não preciso explicá pra ninguém o que que é.
    Duas Simones até dá pra encará. Amarra uma no pé da cama. Solta a outra só pra vê o que que ela faz.


    E gostei do nome que seu marido me deu. Vô dexá esse mesmo daqui pra frente, já que ele também usa pseudomo,né?

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