sábado, 19 de janeiro de 2008

Descolorido


Em branco e preto, a flor.

Em preto e branco,

o dia que não foi teu.






(No primeiro minuto do dia 19.01.2008)

sexta-feira, 18 de janeiro de 2008

Diálogo

O poeta diz: Poesía... A poesia responde: Eu te amo, meu poeta. E ele:
Tu amas la poesía. Ela, transbordante: Sim, eu amo. Ele, banhado de ternura: Yo también te amo.
(18.01.2008 - 04h11min)
Roberto Amezquita e Simone Aver

quinta-feira, 17 de janeiro de 2008

Alegria II

Que más se puede decir de unos ojos
que no he dicho ya de esa mirada infinita
de los contornos que circundan ese mar
no me queda ni el silencio por que en él
también tu nombre también tu faz lunar
entre un suspiro que nunca atardece
una mirada
indecifrable lectura
maravilloso abismo.
Alegría.
Início e fim do meu poema primeiro...
17.01.2008-04h35min - Roberto Amezquita e Simone Aver
(A mesma alegria que provocas em mim, Roberto)

Alegria

Faço festa ao te ver perfumo o vento, o dia, o sonho. Espero o próximo verso que prescinde da palavra. Só me importam agora esses teus olhos profanos, que dançam em mim. 17.01.2008 - 15h54min

Roberto



Antes da cortina, janela.


Antes de hoje, outrora.


Antes do verão, primavera.


Antes do amor, espera.


Antes de ti, rumores.




Depois, ninguém.






17.01.2008 - 15h21min


(Eu te amo!)

Quando...

Se perceberes que se ilumina teu dia.
Se não couberes mais em ti.
Se se alargarem teus sorrisos
sem prévio consentimento teu.
Se te parecer mais quente
o teu próprio suor.
Se tuas mãos não souberem
mais andar sozinhas
e teus olhos ficarem, de repente,
mais castanhamente profundos.
Se tuas preces soarem mais familiares.
Se qualquer distância parecer pequena.
Se tiveres consciência de ti mesmo
e, de uma hora pra outra,
o só imaginado for possível.
Se o cansaço for motivo
pra maior energia
e, mesmo sozinho,
sentires A companhia.
Se o presente estiver embrulhado
em papel transparente
e o conteúdo transbordar
pelo invólucro, iluminado.
Se não importarem as outras gentes
ou as faltas ou as corridas ou as ausências.
Se escolheres uma certa canção
ouvindo-a sempre nova
n o v a m e n t e
inda que depois de 69 mil vezes,
aquele número cabalístico brilhar.
Se o banho lavar o desejo.
Se o ensejo levar tua voz
e tu, assim, mudo mesmo,
fores capaz de dizer,
então não tem jeito.
Fisgou-te o beijo.
O outro tem já o teu peito.
E o riso,
o sol,
a chuva,
a lágrima,
o céu,
a lua,
o verso,
a prosa,
o santo,
o profano,
o inocente,
o sonho,
é de vocês.
17.01.2008 - 15h51min
(Para Roberto Amezquita)

Grafia

Escrevo versos soltos que é pra ver se descrevo sem rimas ou soluções banais esse teu poder sobre mim. Escrevo linhas loucas que enlaçam, ilimitadas e limam as arestas do tempo desse tempo que há em mim. Escrevo flores e ais que pendem dos galhos das laranjeiras, nos quintais desses mesmos quintais que estão em mim. Escrevo sustos e abraços no espaço em branco em que estamos sós e os assombros da lembrança me bastam. Escrevo sorrisos e pincéis enquanto disfarço a energia que plantas nos meus nervos e a fervura do sangue pelas portas de entrada da minha alma já quente. Escrevo olhos castanhos: os teus olhos postos em mim... 17.01.2008 - 15h31min

A despeito de...

...que maldigam as más línguas; que os profetas das desgraças gritem que não há futuro; que os covardes não creiam; que os corvos (des)esperem alimento... Eu te amo. 17.01.2008 - 13h46min

Declaração

... solo estoy meditando al nivel del polvo solo estoy soñando de ojos abiertos de poros abiertos soñando no me despertarás no te preocupes la única dulzura posible en en mi oído tus labios en EU TE AMO. Acordada, eu, contigo, nesse beijo, como se fora o primeiro verso do poema que sempre sonhei escrever o verso sonhado a acariciar tua pele que eu sonhei ter como se fora o primeiro sonho desse primeiro verso da primeira carícia a transformar tal sonhar no primeiro querer. O beijo sempre como se fosse o primeiro como se fora tan solo como si fuera e depois esses teus olhos se desbordan esas tus pupilas por ti danzan su antiguo vuelo sobre ti circundan tempestades imposibles e pousam tranqüilas em ti início e fim do meu poema primeiro pousado no beijo que os teus olhos capturam e querem voltar a me mostrar... Otra vez navegarte a toda vela... (17.01.2008 - 04h20min - Simone Aver e Roberto Amezquita ... amor haverá sempre de ser apenas e tão somente: amor...)

Poetas são loucos

"...sangre maldita de poeta..." Roberto Amezquita

Poetas são loucos de pedra! Façamos ruas e avenidas com essa matéria, pedras de poetas cujos corações, longe de ser endurecidos, são macios e ternos transbordantes de paixões. E como sofrem os poetas mergulham fundo na dor nasce dela uma estrela pra alimentar, da beleza, a flor. Poetas são loucos de pedra! Valha-me Deus! Abençoadas pedras loucas! Abençoados poetas doridos que emprestam à vida e aos outros um tantinho a mais de colorido... Poetas são loucos de pedra... Pedras bem-vindas. Bem-vindos, poetas! 16.01.2008 - 13h23min

Replanteamiento


Se han roto los espejos
Años de mala suerte?

Se ha roto el espejo
Ese el objetivo, ese el alcance primero

Los reflejos quebradizos fragmentos
No somos espejo
somos luz

El espejo es un vítreo engaño
Un oscuro cristal de plata

Lo hicimos fragmentos
En ellos la luz no el reflejo
Un abrir de alas
Otra luna nueva otra: luz

En sus últimos latidos falsos
En su último cantar de otro rostro
Confundido con el nuestro
Confundiendo el nosotros
Hemos roto en mil pedazos
El laberinto de su engaño

El espejo esta roto
Nosotros iluminados

Si somos dos, si,
Dos y uno y el ninguno
“El autentico camino es
el que no puede ser andado”

Ya no somos más espejo
Nunca lo fuimos
Somos luz fractal
Dispersión en versos
Un asomo de luciérnagas
El espejo esta roto
Al fin aparecemos
Camaleones de la luz
Eterno resplandor
Eterno replantearse.



(Roberto Amezquita - 16.01.2008)

quarta-feira, 16 de janeiro de 2008

Doçura

Estás dentro de mim na minha respiração nos meus olhos no meu sorriso. Tu me acompanhas durante o dia e à noite, é no teu peito que eu durmo são tuas mãos que seguram as minhas, na rua e andamos assim de mãos dadas, pelas calçadas da cidade. Porque estás comigo o tempo todo sobre o que vejo, falo contigo se me admiro, é pra ti que digo e se acho engraçado rimos juntos... Loca y profunda, inmensamente, luminosamente, eu te amo. Eu te amo, louca, profunda e luminosamente. Yo diría que hicieras mi más profundo deseo eso mismo: amarme.
16.01.2008 - 02h55min
(Roberto Amezquita e Simone Aver)

"La caja toráxica es un mismo vecindario"

"Esses teus olhos castanhos entram em mim como se de mim fizessem parte" "e as palavras que me roubas, são tuas, na minha boca" "como se de mim fizessem parte las frenéticas aguas de sombra" "las extendidas gotas de algodón-aliento de nuve encantada" "a nuvem sobre a qual caminhas, com passos largos de poesia" "con tántricas alas de tu nombre" "e cânticos de louvor aos teus versos" "esa voz tuya que nos pertenece" "ese sutil trinar de relámpagos" "esses teus braços que nos enlaçam" "una garganta compartida un silencio de ambos" "um silêncio de verbos iguais" "que devuelven los fragmentos de vida a su iluminado andar de esporas" "a su única dispersión que nos conforma" "entonces un beso de indistinguibles labios" "un compartir de costillas" "e não somos mais dois" "nunca o fomos" "nunca o fimos"...
16.01.2008 - 02h11min
(Simone Aver e Roberto Amezquita
Nossas palavras...)

Sintonia

Estou acostumada a dizer as coisas que pensas a pensar as coisas que dizes aliás, nem precisaríamos falar para quê? se pensas meus pensamentos se eu falo tuas palavras? Si el pasajero andamio el escalón primero de las noches nos entiende para que hacer crujir el verbo para que aprisionar la sílaba no vale la pensa más que mirarse mirarse sin estos ojos puestos saberse el uno al otro sin uno y sin otro saberse e no mais nada e no mais nada y el principio de todo no vale la pena mas que mirarse mirarse sin estos ojos puestos...
16.01.2008 - 01h07min
(Simone Aver e Roberto Amezquita)

terça-feira, 15 de janeiro de 2008

El lenguaje es un misterio

el misterio es un lenguaje qye habitualmente se expresa por la piel se decodifica al tacto...
15.01.2008
De Roberto Amezquita, para Simone Aver
(... como dizer?...)

Nossos versos

somos en esos versos
o solo mejor silencio
siento el sonido
en ellos me veo y al verme te veo
Eu te sonhava
eu te chamei
yo te soñaba y en ese soñarte me soñaba
e voltamos al propio ojo
mirame bien los OJOS !!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
ao fechares os olhos, verás os meus
porque eles estão dentro dos teus
me veo entonces con los tuyos
y asi al soñarte me sueño...
15.01.2008 - 19h15min
(Roberto Amezquita e Simone Aver
...somos, em todos os nossos versos...
esses, os de antes e todos os que estão por vir...)
E o susto veio o assombro dos que, de repente, se percebem invadidos por uma presença contente. Tu, em mim... 15.01.2008 - 14h14min
No teu peito adormeci e os sonhos todos foram letras embaralhadas que nos dissemos antes de dormir t o m e a u e. Nenhum longo discurso nada complicado pra fazer a intensidade é forte e simples, e eu te quero, meu bem-querer... 15.01.2008 - 13h10min

Incomensurável

Nenhuma medida para a beleza do que o abraço abarcou do que o beijo calou do que o amor engoliu... E que agora faz parte de nós... Tu e eu... 15.01.2008 - 13h53min

Pergunto-te

Como poetizar o silêncio? Como mostrar o que vai dentro, nos minutos silentes em que nossos olhos são um? Como expressar em palavras o que nunca foi dito? Que palavra nova inventar? Qual o valor dos minutos em que nos olhamos e nenhum verbo teve a ousadia de nos interromper? Quantos sonhos no beijo que houve, no arrepio, no sono que me pegou no teu peito? De que é feita essa minha pele... da tua, talvez? De que é feita essa minha boca... da tua saliva? De que é feita minha poesia... do teu ar? Como expressar em palavras o que não tem como ser dito? De que te tamanho foi aquele abraço? Qual é a medida do teu corpo no meu? Quantos dias cabem em nós? Pergunto-te... 15.01.2008 - 12h47min

Tranqüilidade

Com a cabeça descansando sobre o teu peito, adormeci...
15.01.2008 - 10h50min

O beijo...

...é um beijo
é um beijo
é um beijo
é um...
O pensamento dá voltas, saia cigana na lente opaca O sentimento dá voltas, sonho certeiro na madrugada O sofrimento dá voltas, cântico leve de serenata Mas um beijo...
... é um beijo
é um beijo
é um beijo
é um...
O eco distante ressoa, absurdamente próximo
O eco distante ressoa, tranqüilamente próximo
O eco distante ressoa, saborosamente próximo
Mas um beijo...
... é um beijo
é um beijo
é um beijo
é um...
O arrepio na nuca percorre o território inteiro
O arrepio na nuca explora o território inteiro
O arrepio na nuca desvenda o território inteiro
Mas o beijo...
... é o beijo
é o beijo
é o beijo
é O...
Duas línguas distintas, diferentes lampejos
iguais desejos distintos, diferentes línguas
línguas e desejos e silêncios indistintos, diferentes bocas.
Tua língua lambe o beijo
Meu beijo lambe a língua
Porque o beijo
é o beijo
é o beijo
é o beijo
é teu...
15.01.2008 - 02h59min
(...depois de muitos beijos, que dizer, além do silêncio?
só um poema tem o poder de descrever Os beijos...)

segunda-feira, 14 de janeiro de 2008

Do primeiro beijo


Tantas voltas,

tantos risos,

tantas amostras

de que era preciso.

Té que ele veio

de longe, meio que arisco,

no rosto primeiro

correndo o risco

de, de repente, a boca alcançar.

E foi bem assim

que elas se encontraram

o corpo todo

sentindo pulsar.


Tantas voltas,

tantos risos,

tantas amostras

de que era preciso.

Té que ele veio...

ele, de muitos,

o primeiro...



14.01.2008 - 18h46min
(Imagem: obra de Victor Hugo Porto, artista plástico
de Caxias do Sul - Rio Grande do Sul - Brasil.)


Só uma frase...




Ainda que para alguns seja boa tarde, para mim sempre será bom dia, até que o dia acabe...






14.01.2008 - 13h15min

domingo, 13 de janeiro de 2008

Trago em mim...


Trago nas mãos o desejo do risco na folha em branco...
na tela em branco...
na testa em branco...
no suor...


Trago na boca o gosto do beijo dado...
da palavra doada...
do suspiro contido...


Trago no corpo a energia da descoberta contínua...
da correria do dia...
do teu sal...


Trago nos olhos a luz da alegria...
nas pernas, a força da folia...
no ventre, a gravidez da magia...







"...tenho em mim todos os sonhos do mundo"*








13.01.2008 - 23h55min

(*Excerto do poema Tabacaria, de Fernando Pessoa, In: PESSOA, Fernando.Mensagem.São Paulo: Martin Claret, 1998, p.139)

Constatação


Eu sou o espaço que permanece em branco

entre a medida exata

e o erro...






13.01.2008 - 23h37min

Riscos e traços

Dos traços que risco de mim

sou sempre centelha de fumaça

foto em preto e branco

sépia e suprema graça.

Dos traços que arrisco de mim

sou sempre fio de esperança

desenho gravado na lembrança

sonho e poesia esparsa.

Dos traços que esperas de mim

som sensível que te abraça

gravidez de verso e prosa

sou assim...





13.01.2008 - 21h46min

Espaço-tempo


Não há tempo.

O espaço não existe.

Só tua luz difusa.



Norte.




13.01.2008 - 21h31min
(Imagem: Vincent Van Gogh

Andança


Meus versos criaram asas
sobrevoaram mundos
pousaram nos telhados das casas;
outros, fizeram-se loucos
confundidos com leprosos
fizeram-se surdos.
Meus versos criaram raízes
nas roupas de 400 meretrizes
viraram atores de falas felizes
andaram em boléias de caminhões
e descartaram todos os senões.
Meus versos encalharam na praia
e dançaram flamenco na areia
eles, e toda uma hoste de escravos
da palavra, travestida de sereia.



13.01.2008 - 21h09min

Riscos e rabiscos


Risco teu nome na pedra

rabisco no vidro quebrado

teu signo, teu estado

chamusco tuas vestes

com línguas de fogo

calor das preces

que impede o malogro.

Risco teu nome na cela

que prende o intento

de ver-te.

Sombrero na estrada.

Obreiro e palavra.

Canção a bendizer-te.

Risco teu nome na tela

rabisco a luz que te guarda

rascunho o poema estrelado

retrato a conversa na mesa.

Risco teu nome na vela

rabisco a madrugada

interrompo o sono que não veio

e sonho com o que de ti já tenho.



13.01.2008 - 16h57min

(Para Roberto Amezquita - nesse ritmo, o "esperado" não tarda...)

400 vozes

Um verso, uma prosa, um pingo de vodca e a vida dentro e em volta com suas dores, seus amores, suas reviravoltas. São sucos, fumaças, equívocos delírios etílicos e beleza de graça sem fazer força nem pirraça que a garça voa pra quem quiser ver... A garça voa e traz no bico a canção de vencer. Escuta e voa também Voa e escuta as quatrocentas vozes dos que não têm papas na língua nem dão a cara aos tapas de quem só anda na linha... 13.01.2008 - 16h13min

Quem, eu?

Não sou humana
sou uma palavra
perdida no meio da frase...
13.01.2008 - antes que o dia amanhecesse

Quetzal

Surpresa!
O beijo que veio
correu pelas veias
pôs fogo na palha.
Suspiro!
O verso que escrevo
venceu a batalha
ditou teus cabelos
pintou de vermelho
meus lábios
teu beijo.
Saudade!
O pássaro canta
com mais de 100 vozes
afina o lamento
e voa pra casa.
Desfecho.
13.01.2008 - 15h28min
(Para Roberto Amezquita - eu sempre disse que
papo de poeta vira poesia...)

Sísifo

Pedra rola
rola pedra
morro abaixo
morro acima.
Pedra rola
empedra o tempo
tempo amola
pedra medo.
Pedra rola
rola pedra
morro abaixo
morro acima.
Pedra de corte
pedra sabão
pedra do norte
pedra no chão.
Pedra rola
rola pedra
morro abaixo
morro acima...
Ah, se Sísifo tivesse conhecido Drummond...
Essa pedra
esse rolo
esse morro
todos motes
de poesia
todos versos
de Drummond...
Ah, se Sísifo tivesse conhecido Drummond...
13.01.2008 - 15h19min

___________________


Não há pressa na perfeição

nem medo na investida que atesta

ser essa a caminhada satisfeita da razão

são delírios tontos

por cursos de águas ligeiras

que enveredam por montes

e viajam em letreiros

apontando o caminho

nunca percorrido dantes .

São versos que te fiz, que te faço, que te aponto

na folha que não rasga

na caneta que não gasta

no lençol que não sua.

São canções entoadas juntos

são teus graves, são meus agudos

são esses teus olhos castanhos

dementes de tamanha ternura

que não se esgota jamais.



13.01.2008 - 15h13min
(Imagem: Salvador Dali... perfeito... eterno...

tus ojos de la espalda

...mi interioridad esta inmutable mis oídos contigo mis ojos aunque sean en la espalda en tu movimiento unas lágrimas unos pájaros tras del sol el cono sur que me da vueltas en la cabeza y esa sonrisa siempre esa sonrisa
n Roberto Amezquita, em 13.01.2008 -às 03h42min

sábado, 12 de janeiro de 2008

Sempre gosteí mais das luciérnagas

A escuridão tem muitos mistérios el misterio de los ojos que le miran como principio y final de un túnel como el horizonte en que se recorre la mirada por dentro um mistério de eternidade um misterio de agua intranquila pero paz de lenta, clara innombrarble serenidad um misterio de tinta transparente insondável, porém ao alcance das mãos, dos olhos, da mente, do coração uma negra dança selvagem que convida à permanência queriendo o sinquererlo las manos se adentran el tacto enloquece en su búsqueda de saeta una negra salvaje rotunda vorágine de movimientos en la oscuridad a tientas las extensiones de la piel nos buscan los nervios nocturnos crecen flores en su íntimo palpitar una negra danza salvaje dessa dança nascem libélulas azuis vermelhas, verdes, lilases que se prendem ao manto da negra e dançam com ela, a dança selvagem depois se soltam, satisfeitas nas alturas, as vemos como estrelas aureas voces contornos quebradizos los encendidios ojos las entregadas alas un parpadéo de libélulas desbocadas una espuma prendida de la luna e uma canção distante o sussurrar de uma pomba errante um olhar de coruja insone o farfalhar de um vestido de um anjo qualquer que se perdeu dos sonhos de um menino um olhar centrífugo inconstante una grieta durante el sueño un sueño coartando la grieta el menino siempre ha sido luciérnaga la oscuridad su casa la infinitud un asomo de sus sueños e o anjo bendito a rondar-lhe os espaços eu sempre gostei mais das noites eu sempre gostei mais das luciérnagas... Aos 48 minutos do dia 12.01.2008, Simone Aver e Roberto Amezquita. Parceria bendita...

sexta-feira, 11 de janeiro de 2008

d o i s



Obrero de la palabra


de fragmentos de conversas


de fragmentos de sombras


pedaços das vidas alheias


pedazos de muertes de otros
de interminables arenas un viento


partes de nós, nesses outros
gotas de orvalho perdidas entre as gentes


e colhidas com nossas canetas


viran lentas las ajenas palabras
abren en un retorno los ojos de la luz


el puente gira las manos se detienen a la contemplación
una mirada basta y el tornar de garzas es cielo naranjado
otra vez se recorren las palabras se deslizan los geranios


un gato trepa el tejado una mano hace lo propio en el teclado


e todos, na verdade, são um
ou os dois serão um
unidos pela força dos outros
que se somam a eles?


la otra mano, el otro labio es tan solo
una extensión de sí mismo


un fragmento de la propia voz va en el aliento
se confunden de pieles de retinas se mezclan con la tierra hilvanan sus
poros



e se tornam outro



dentro y fuera de la espiral el viento, el mar el otro que deja de ser otro
e se tornam outro...



Simone Aver e Roberto Amezquita

11.01.2008 - 23h16min

(Obrigada, poeta!)
(Ilustração de Remedios Varo - http://www.squidoo.com/remediosvaro)

O monstro

Ela tem a boca enorme. E pontiagudos dentes brancos.
Ela tem um rugir estrondoso e passos firmes, marcantes.
Ela tem um cheiro característico, provoca tremor, medo e frio.
Ela arrasta correntes e símbolos horripilantes. É capaz de derrubar qualquer um, inclusive você!
Ela, a insegurança.
Mas olha, até ela tem um ponto fraco. Seus olhos a denunciam. Se a enfrentares, mergulhando profundamente no oceano azul dos olhos dela, descobrirás que ela, a temida insegurança, não passa de uma criança esperta, que também tem medo... de ti...
Deixa pra trás essa corrente e corre ao encontro do teu sonho. Ele te espera, logo ali... Vai!
11.01.2008 - 18h07min
(Pra quem tem medo... Como eu...)

Promessa

Um dia ainda vou experimentar a sanidade mental.
Só pra ver se me agüento ou se encontro, nela, um pouco de descanso
dessa minha vontade constante de saber mais
desse meu entender que sou muito pequena
diante das coisas que ignoro.
Só pra ver se encontro um pouco de sossego.
Mas isso haverá de ser... um dia...
Agora não.
Por hora, ainda suporto esse desassossego.
Por hora, ainda suporto essa necessidade de aprender.
Por hora...
11.01.2008 - 16h30min

Rega


(Para Roberto Amezquita - obrigada, poeta,

por me ensinares o que ainda não sei...)




Regar

versos


regar verbos


regar sonhos


paraísos


provérbios.


Regar loucuras


loucas madrugadas maduras


inquietudes


insônias


inatos talentos


trabalhados com suor


afinco


e fermento.


Regar fantasias


discursos


canções


bilhetes.


Regar os lembretes


das horas investidas


no aprender consistente.


Regar a gente


o brinde


a noite


e a distância até.


O tempo


o espaço


o laço


o teatro


o braço


a dança


a presença


o pretexto


a diferença


a mudança.


Regar




a esperança...








11.01.2008 - 6h




(A imagem foi retirada de http://squidoo.com/remediosvaro -
Remedios Varo foi-me apresentada por Roberto Amezquita
e apaixonei-me por ela. Esse, o primeiro poema de muitos,
em que usarei as pinturas dessa excepcional artista)






Louca poesia

Trapos atrapalhados embebidos em álcool, tabaco e poesia.
Todos nós, pedaços de buscas
da beleza e do lirismo da fantasia.
Maltrapilhos, palhaços, marginais
que se aventuram nas madrugadas frias
a colorir e enfeitar os recitais
das nossas linhas curvas
das linhas retas dos gerais.
Loucos, nós?
Poetas.
11.01.208 - 12h52min

Para Alina e Simone

No conozco tus ojos Pero puedo mirar en ellos una danza de luces Un camino de sombras y fantasmas No conozco tus manos Pero puedo sentir como llevan el agua a la boca Sentir girar tus pupilas entre espejos y duendes transparentes No conozco tus ojos Pero puedo mirar en ellos la luna Un cuarto menguante que crece Entonces un pájaro se detiene, abre sus alas Y en sus ojos tus ojos y en su canto tu voz No conozco tus ojos Pero puedo mirarte en ellos con muito carinho Roberto Amezquita
janeiro de 2008
(Não poderia deixar de publicar esse poema,
escrito pelo poeta mexicano Roberto Amezquita,
para minha filha e para mim. Obrigada, Roberto,
por tão belas letras, e por me ensinares tanto em
tão pouco espaço de tempo. Ah, mas tempo
e espaço não existem, não é mesmo?...)

quinta-feira, 10 de janeiro de 2008

Memória, declaração e confissão


Lembro bem dos meus amores,
declaro que sou uma eterna apaixonada pela vida
e confesso:

meu tempo é hoje!
10.01.2008 - 23h54min

Pedido


A alegria, sem pedir permissão, resolveu morar em mim.


Fica aqui, a dar gostosas gargalhadas no meu dia.


Não desata, mas ata-se à minha boca e me arranca sorrisos

no decorrer das horas, como se dona minha fosse.


Ah, alegria, fica mesmo aqui,

que a magia de tão preciosa companhia

é bem-vinda. Fica aqui...



10.01.2008 - 23h17min




Lembrança

Eu? Poeira na estrada... 10.01.2008 - 23h13min

Insônia

O sono saiu de férias ou terá pedido demissão? 10.01.2008 - 21h23min

Embriaguez


Ando bêbada de poesia

cambaleante, entre versos e prosas

escorrego nas curvas das letras

caio entre vírgulas, títulos e rosas.

Leio e escrevo sofregadamente

morta de fome e vontade de beleza

enfeito essas linhas

com riso e sílaba amorosa.

O sucesso é o que eu digo

da estrofe que desato agora.

O desperdício do tempo gasto

com quimeras e esperas enganosas

me arrancaram do mundo perfeito

onde encontro meu poeta e seu peito

de "sonetos" e canções carinhosas.



Ando bêbada da poesia da vida.



Ah, vida, embriaga-me com teus versos!



Embriaga-me, vida, com teus diversos

acordes lendários, lentos goles vários

de pura beleza, de pura alegria...



Embriaga-me, vida! Com teu sopro e teu delíro

com teu cheiro, tua loucura, teu improviso...



Ando embriagada de vida!!!!!!!!!!!!!!





10.01.2008 - 21h12min

Partida


Sem medos andei por tuas trilhas

nos descaminhos, descobri partes de mim

desvendei meus próprios mistérios

e parti...


Teu caminho já não coube em mim

quanto mais me encontrei, menos me dei

te agigantaste, e eu...

fugi.


Teu lar é o mundo.

Minhas raízes,

eu não sei...

´

Pra não apagar esse teu rastro

compus silenciosa canção de acalanto.


É leve minh'alma

bordadas de versos minhas horas

coroada de letras minha bênção

a ti...


Não chorei.


E parti...



10.01.2008 - 14h11min

Confissão


Confesso que são os meus medos que me fazem andar.


Sem eles, eu não daria nem um passo sequer.



É pra fugir, que eu caminho... Só pra fugir...







10.01.2008 - 18h04min

Visão

Um ponto distante da vista. A vista fixa num ponto distante. Talvez tão distante que já nem exista... 10.01.2008 - 16h58min (Grazzie, Gianluca, te voglio bene, ragazzo)

quarta-feira, 9 de janeiro de 2008

Não sei poetar


Não sei poetar.

O que sei é despir-me dos meus medos.

Sei chorar.

Sei traduzir em sorrisos minhas dores

e em doces versos, meus amores

(repetindo, como tantos antes de mim,

e outros tantos que virão depois,

a mesma rima antiga: amor/dor).

Não sei poetar.

O que sei é lançar mão de uma palavra

desfiá-la, novelo de lã, e deixá-la livre

sobre a folha branca.

Não sei poetar.

Sei cumprir o papel sempre novo

de costurar frases, umas às outras,

e distribuí-las em versos.

Verbos cortados na diagonal

vírgulas nos inícios das linhas:

sem pontos, sem pontas, sem ponteiros

indicando a hora exata do corte final.

Não sei poetar.

O que sei é expôr corpo e alma

verso e reverso do que há em mim

nas linhas tortas

do que os outros

chamam de poesia.

Sei pintar de carmesim meus dias,

e a letra que escrevo agora.

Sei rir alto e balbuciar bobagens,

apreciar a natureza

e sentir o belo e o frágil.

Mas

não sou poeta.

Não sei.

Não sou.



Poetar?
Eu?


09.01.2007 - 21h03min

Reflexões


É-me aprazível estar contigo porque endossas o que eu digo ou porque me fazes/obrigas a crescer?

Talvez os opostos não se distraiam (apenas e tão-somente), mas também provoquem reflexões que antes um e outro não tinham.

E se os dispostos se atraem, não será apenas por pensarem da mesma forma, mas porque se dispõem a ouvir, a considerar o que o outro tem a dizer.

As diferenças, então, bem-vindas!

Que tudo sirva, sempre e sempre, para fazer do SER mais HUMANO.Não será isso, afinal, o que falta no mundo, pra que TODOS NÓS, finalmente, vivamos em PAZ?



09.01.2008 - 13h20min

Responda, se puder...

Razão e loucura. Barulho e silêncio absoluto. Movimento e inércia. Esses extremos serão extremos mesmo ou apenas outra faceta de uma mesma coisa? 08.01.2008 - 02h12min

terça-feira, 8 de janeiro de 2008

Verbalizar


...as palavras se emaranham entre meus dedos,

e faço tricô com elas...

Casacos, que me aquecem nas noites frias...









08.01.2008 - 23h31min

Poder


Tem gente que faz do traço poesia.

Tem gente que nem precisa poetar

basta olhar...


Só olhar...





08.01.2008 - 22h41min

Ei, poeta


Pinta de azul essa linha que traças

entre as linhas pretas do caderno de notas

que as traças, um dia, haverão de comer.

Pinta de rosa os caminhos que atravessas

pois que são teus passos nele

que haverão de revelar quem és.

Pinta de vermelho as paixões que abraças

entre os braços quentes de vida e prazer

que a passagem dos anos haverá de conservar

entre as tuas mais sagradas lembranças.

Pinta, com todas as cores que conheces

e as que ainda estás por conhecer

teus dias, tuas noites, tuas companhias.

Pinta a cara, a rua, a madrugada,

pinta a parada de sucessos antigos

que guardas nos discos,

nos velhos discos de vinil.

E sonha com o tom de um mundo azul anil.

Onde as vestes e as aparências

serão reflexos das cores e das canções

de dentro do teu ser, das profundezas...


Pinta hoje.

Cria.

Transborda.


Ei, poeta,

pinta

hoje!




08.01.2008 - 22h29min

Lembrança

Há momentos, há ilusões, que ficam pra sempre, tatuagens na alma da gente. Há momentos, há ilusões, permanentemente presentes nos nossos passos, nos nossos olhos. Olha os meus: estás neles... 08.01.2008 -21h11min

Do que eu amo


Arte.
Dicionário.
Canetas.
Sorrisos.
Risadas gostosas.
Gargalhadas sonoras.
Música. Sem preconceito.
Agendas (tenho muitas, todos os anos...
saio arrecadando..rs... não anoto compromissos nelas, só coisinhas:
excertos de livros, poemas, rabiscos, desenhos...
Tudo, menos compromissos.
Agendas, pra mim, foram feitas pra isso...).
Adesivos de bichinhos, pra colar nas agendas.
Andar de mãos dadas
(com minha filha, com minha família, com o homem que amo, com amigas/os).
Mãos dadas têm um significado muito forte na minha vida.
Bibliotecas - absolutamente todas.
Papelarias em geral.
Caderno com cheirinho de novo.

Abraço apertado (bem demorado - frouxo não vale).
Beijo na boca (bem demorado - selinho não vale).



(2007 - Imagem feita por Alina, para me retratar...rs... Perfeita!)

Resposta


Como recebi mais de um mail com a mesma pergunta, imaginei que outras pessoas teriam a mesma dúvida; então resolvi postar a resposta, para todos os que, por acaso, levantarem a questão.


Tudo o que está aqui foi feito por mim. Os poemas, os desenhos, as fotos. Absolutamente tudo.


Não está bom? Bem, ainda estou aprendendo...rs... Está bom? Fico contente que algumas pessoas tenham gostado. Minha produção abrange não apenas os versos. Estes são a veia principal por onde corre minha vontade de "dizer". Mas não são únicos. Estão de mãos dadas com a minha vontade de "riscar" e com a minha vontade de "eternizar o visto".


Além disso, tem a minha vontade de "aprender". Daí os links, de alguns dos lugares onde não deixo de ir, nem morta...rs...


E quero compartilhar com vocês isso tudo... Essa minha caminhada, em direção ao conhecimento. Essa construção de alguma coisa que eu ainda não sei exatamente o que é, mas que eu tenho certeza de que fará de mim alguém melhor. É só por isso que permaneço. Porque acredito.


Obrigada pelos comentários, pelos mails, pela companhia, pela torcida, pela divulgação, pelo retorno, sempre tão carinhoso.


Abraços a todos.


Obrigada pela visita.


Sirvam-se de alegria. As taças estão ao alcance dos olhos.


Fiquem bem.
08.01.2008 - 03h09min


Constâncias


Faço minhas as estrelas distantes

Distâncias minhas, estrelas errantes

Esferas de astros brilhantes

Soluços constantes...



Faço minhas as palavras dementes

Demências minhas, palavras cortantes

Esperas de versos galopantes

Soluços constantes...



Faço minhas as lágrimas dormentes

Dormências minhas, lágrimas amantes

Escoras de amores indolentes

Soluços constantes...





08.01.2008 -02h31min




segunda-feira, 7 de janeiro de 2008

Toda poesia diz SIM


Poesia é letra bailarina
nos sentidos da gente.
Poesia é orvalho, despedida, solidão.
Gargalhada noturna,
inverno e verão,
alimento bem feito,
beleza que dispensa definição
ou unanimidade
sequer perdão...
Poesia é consolo,
calor nas mãos frias,
abraço que não se teve,
loucura e razão.
Poesia é cansaço declarado
e descanso merecido.
Banho de lua ou sal grosso,
brilho, susto, previsão.
É provisão da alma
e profusão de símbolos.

Atende, então, e inspira,
quando toda poesia disser
baixinho, como quem sorri
ou suspira: SIM!


07.01.2008 - 15h18min
(Os pés de sapatilhas de minha filha; a foto feita por ela mesma; inclusive tratada por ela... Orgulho meu... Meu verso mais importante... A poesia que, sempre, sempre, me diz SIM!)

Do tempo


O tempo é o senhor da razão.
É ele quem guarda,
na misteriosa passagem sua,
todos os mistérios e respostas,
que talvez nunca se nos revelem,
que talvez nunca se nos apresentem.

O tempo é o senhor da evasão:
evadem de nós os nossos sonhos,
nossos brios, devaneios, soluções,
que pensávamos já alcançadas,
que pensávamos já resolvidas.

O tempo é o senhor da paixão
é ele quem assegura ou destrói,
quem nos enfeita de flores na primavera
de um interesse, que até pode não vingar,
mas que desejávamos forte e duradouro
que desejávamos sem começo, fim ou morte.

O tempo é o senhor da mansidão
faz-nos sábios, espertos, malditos talvez
querendo nós, ou não, mancos ou perfeitos.
Tanto faz!

O tempo somos nós!



07.01.2008 - 13h12min

Questões


Já te aconteceu acreditar que seria possível?
Contra todas as leis da natureza,
contra todos os costumes dos teus pares,
contra tudo o que tu mesmo acreditaste até então...
Já te aconteceu de, mesmo assim,
acreditar que seria possível?

Já te aconteceu de investir no impossível
por acreditares que poderia ser?

Já te aconteceu de permitires
uma alegria indizível
por acreditares
que poderia ser?


Comigo já aconteceu.

E valeu.

Ainda que tenha sido impossível...




07.01.2008 - 04h59min
(Valeu...)

Sal da terra



(Beto Guedes e Ronaldo Bastos)

Anda, quero te dizer nenhum segredo
Falo desse chão, da nossa casa,
vem que tá na hora de arrumar
Tempo, quero viver mais duzentos anos
Quero não ferir meu semelhante,
nem por isso quero me ferir
Vamos precisar de todo mundo
prá banir do mundo a opressão
Para construir a vida nova
vamos precisar de muito amor
A felicidade mora ao lado
e quem não é tolo pode ver
A paz na Terra, amor, o pé na terra
A paz na Terra, amor, o sal da...

Terra, és o mais bonito dos planetas
Tão te maltratando por dinheiro,
tu que és a nave nossa irmã
Canta, leva tua vida em harmonia
E nos alimenta com teus frutos,
tu que és do homem a maçã
Vamos precisar de todo mundo,
um mais um é sempre mais que dois
Prá melhor juntar as nossas forças
é só repartir melhor o pão
Recriar o paraíso agora para merecer
quem vem depois

Deixa nascer o amor
Deixa fluir o amor
Deixa crescer o amor
Deixa viver o amor


07.01.2008 - 02h11min
(encontrei essa letra aqui: http://www.orkut.com/CommMsgs.aspx?cmm=42836441&tid=2571411426371602233&na=2&nst=15
E fiquei emocionada, pq não ouço essa canção há muito tempo, e sempre gostei dela.
Desejei compartilhar com quem passa por aqui, essa jóia muito especial. )

Da lágrima

Haverá poesia numa lágrima? Haverá poesia na dor, saudade, paixão? Na imagem da gota salgada que carrega consigo o sabor da ilusão? O sal de sentir-se pulsante! Sim! A poética lágrima da felicidade... 07.01.2008 - 01h46min (Para Regiane e sua irmã. Re, ouviste o coração dela. E o teu? Não o ouviste, pq os dois pulsavam juntos. Abraços, querida. Fique sempre bem.)

Confissão

Alimento (de propósito) muitas ilusões. Sofro demais. E tranqüilidade é uma palavra que jamais encontrei, no dicionário da minha vida. 07.01.2008 - 01h32min

Inversão

Eu tentei te atingir eu tentei te alcançar tu, porém, rápido e rasteiro, me tocaste primeiro. E agora olha eu aqui derretida entregue disposta a me entregar. Aos 55 minutos do dia 07.01.2008

Gente

Tem gente que desiste. Tem gente que insiste. Tem gente que destaca. Tem gente que empaca. Tem gente que suporta. Tem gente que sufoca. Tem gente que esperneia. Tem gente que falseia. Tem gente que desfoca. Tem gente que disfarça. Tem gente que convoca. Tem gente que desata. Tem gente que escapa. Tem gente que ataca. Mas isso tudo é gente e como tal deve ser tratada. Inda que alguns mereçam um cascudo na moleira pra deixarem de bestices, tchê! Nos primeiros 42 minutos do dia 07.01.2008

domingo, 6 de janeiro de 2008

Intenção

Meus pontos têm nós. Meus passos têm direção. Minhas palavras, objetivo. Meus gestos, opinião. É o contrário? Ah, não é não! Abre os olhos e vê! Cuida, que tudo o que faço me leva para onde sempre pretendi chegar. Se te dou trela desatrelo as tramelas das portas e te deixo entrar - nunca à toa... - atenta, que só faço o que quero, inda que a ti pareça que só te quero agradar. Egoísmo? Nem de longe já que te deleito co'a delícia de saber-te bem-vindo ao meu lado direito. Fica. Fala das tuas coisas. Ri comigo. Ensina-me a ver mais. O que quero mesmo, absolutamente sempre, é aprender... Apreender... Contigo. 06.01.2008 - 23h42min

Ponderada, eu? Ai, ai...

Ano passado alguém me descreveu como uma pessoa "ponderada". Das três, uma: ou a pessoa não me conhecia de fato, ou não sabia o significado da palavra, ou estava sendo irônica... Vai saber... rs... 06.01.2008 - 20h54min

Quem? Não sei. Não vi. Não conheço.

A discrição enlouqueceu, ao sermos apresentadas. Tresloucada, deu três loucas gargalhadas, em alto e bom som, pra quem quisesse ouvir. Correu três voltas em volta da praça alta, aquela mesma que tem um silencioso monumento. Depois voou pra longe. Nunca mais a vi. Sequer mandou notícias, a danada. Eu? Fiquei aqui... 06.01.2008 - 20h51min (Por onde andará essa tal de discrição?)

___________________

Transcrever um olhar é desenhar a loucura desdenhar a razão que ronda as casas dos homens de passos tortos mortos de tédio abandono e medo. Descrever um amar é amordaçar o fato que, no ato, exige a voz. É desperdiçar palavra melhor empregada nas interjeições monossilábicas dos atores dois: nós. 06.01.2008 - 18h26min

Premonição (Um conto minimalista)

Antes que o dia acabasse, não soubera acender uma única vela que iluminasse o olhar um pouco mais adiante. Uma vela apenas, e o próximo passo não seria de escuridão completa. Mas não conseguira. Covardia ou confusão? Convalescença do medo, companheiro constante. Na correria do dia, a calmaria de dentro não sofreria arranhões. Mas o precipício estava ali e a correnteza logo abaixo. Precipitou-se... e foi levada, acorrentada à coerência do acordo firmado bem antes. Ele, com as flores nas mãos, ficou na saudade. 06.01.2008 - 17h20min

sábado, 5 de janeiro de 2008

O encontro - Só mais um conto

Sobre a mesinha de cabeceira, a agenda amarelada pelo tempo. Muito tempo se passara, desde a última conversa. Riram muito, os dois, então. Uma noite inteira. Ela lembrava de cada vírgula, cada fuga dele, cada tentativa que ela fizera para se aproximar mais. Lembrava da vontade de ficar mais, da vontade de dizer mais, da vontade de... E também lembrava da voz, do poema, da chuva. Chovera forte aquela noite. Relâmpagos riscavam a tela negra. Escreviam o nome dele. Com luz. A chuva é uma espécie de choro. Lágrimas que vertem do céu e molham as raízes da vida. "Roubei teu tempo", dissera ele. Ah, que coisa boba pra se dizer, depois de tantas risadas e de tão agradável companhia. Ele sempre dizia essa besteira. Ducaralho, pensara ela (ah, não costumava usar palavras tão toscas, mas essa era uma brincadeira deles, a partir de uma história que envolvia um poeta admirado por ambos). Roubara muito mais que o tempo dela. Roubara-lhe a respiração. E a promessa. A mesma promessa escrita naquela folha que o tempo amarelara. Era chegada a hora. Muita coisa tinha acontecido, com a passagem dos anos. Ela, nascida muito antes dele, sentira mais depressa o peso dos anos. Ele... ela não sabia. A última conversa fora há muito, muito tempo. Finalmente, a hora. Contara os minutos. Pensava jamais conseguir esperar tanto. Mas resistiu. E lá estava ela. Ele? ... ela não sabia. Mas ela cumpriria a promessa. Quando conseguisse sair da cama. Não podia mover as pernas. Os olhos pesavam. Mas virou a cabeça e conseguiu lançar um olhar meio embaçado por uma lágrima que teimava em escorrer, para a agenda. Depois disso... "A chuva é como eu. Às vezes está tranqüila, outras vezes é forte demais". Um vento suave acompanhou o suspiro derradeiro e levou a lembrança da sincronia que uniu os dois aquela noite. Também virou as páginas da agenda vazia, até chegar na única escrita: 2089. Lasagna com Tiago. Sem falta! A chuva caiu, como uma espécie de choro. Chegou muito forte, assim, de repente, e foi ficando tranqüila, tranqüila, até cessar por completo. E molhou as raízes da vida. 05.01.2008 - 05h47min

sexta-feira, 4 de janeiro de 2008

Fantasmas

Meus fantasmas brincam de esconder entre os véus do tempo que me circula e insiste em me mostrar, no espelho, que passou.... Meus fantasmas buscam as brechas entre os tijolos dos muros que construí e que insistem em me mostrar, no espelho, que não adiantou... Meus fantasmas viram piruetas, fazem caretas, arrancam as cortinas de tule do quarto todo branco, sem dores, e insistem em me mostrar, no espelho, que as dores vêm, elas vêm vêm... Meus fantasmas me acompanham são brancos, negros, azuis, vermelhos, são bonitos, são astutos, são vários, são livros, são, eles próprios, espelhos, que me espreitam e revelam, a cada olhadela minha, inda que de soslaio, que não sou a mesma, que já fui, que não voltei, que não sei, que não há lei, que sonhei... Acorda, Simone! Olha o sol! 04.01.2008 - 21h34min

Sobre quem sou

Alguém que tem sonhos. Muitos. De todas as cores, tamanhos, formatos, texturas. Alguém que sonha mais acordada que dormindo. Alguém que acredita que poetar seja sinônimo de sonhar, e que o contrário também seja verdadeiro. Alguém que ainda acredita no outro. Apesar e acima de... Alguém que faz os próprios fantasmas dançarem, de mãos dadas com os sonhos, esses últimos bem alimentados e fortes. Alguém que não tem medo de dizer EU TE AMO. Que não tem medo de dar o primeiro passo ainda que ele seja em direção à rua e exija que dê as costas para o que penso ser passado. Que não tem medo de deixar cair a primeira lágrima e de aceitar o ombro que lhe é oferecido. Alguém com erros e virtudes, que tenta acertar, que treme de emoção, que crê na amizade e que, sobretudo, reconhece que ainda há muito por fazer. Descrição melhor, só minha poesia é capaz de. 04.01.2008 - 20h26min

Dentro de mim

Lá fora, um canarinho canta. Cantigas que desconheço. Cânticos de louvor, suponho. Canções... Lá fora, um bem-te-vi avisa ter me visto. Mas como, se eu mesma não o vejo, entre as árvores? Lá fora, o vento dança na paisagem e me prova que movimento é vida. Lá fora há verde, rosa, vermelho, lilás e branco, nas flores plantadas no meu jardim. Lá fora, muito distante, um sino toca. Lá fora há poesia, alegria errante, procurando um canto, pra fazer morada. Cá dentro, um ninho vazio espera por ela. Enquanto ouço o canarinho, o bem-te-vi, o vento, o sino... Enquanto espero que a poesia encontre comigo... 04.01.2008 - 17h55min

Bálsamos

Bíblia. Família. Poesia. Amizade. Companhia. Amor. 04.01.2008 - 17h47min

quarta-feira, 2 de janeiro de 2008

Maduro

Vede! O fruto da vide ainda está verde. Verde! É sempre verde o fruto da vida. 02.01.2008- 06h10min

Eu

Notívaga. Insone. Insana? (como queira!). Sou azul, sou vermelha, voz, imagem, pele, solidão. Sou fogo. Realidade. Ilusão. Atingível. Inalcançável. Desejo. Laço. Beijo. Extremidade. A ponta da agulha. Sinceridade. Desequilíbrio. Paixão. Meu caminho é fora da estrada. E sou saudade. Também ternura. Poesia. Toda coração. 02.01.2008 - 14h37min

Exagero?

Porque a vida exagera? O exagero terá vida? A vida, anjo de asas compridas, amplia sobremaneira as possibilidades do bom, do belo, do preciso. Olhos incautos não percebem. Dos excessos se descuidam; exaustos, ficam cegos, de tanto ver... E se o destino prega a peça de exagerar na alegria guardada para teus dias, de quem será essa razão? Nenhum exagero será permitido à vida? À minha? À tua? Às nossas, juntas? Ou à de qualquer um? Mas, afinal, o que é a vida? O que é exagero? Quem terá a chave desse dia? Quantas respostas por viver? Talvez (apenas talvez) a chave, o dia, a vida, sejam, eles mesmos, o grande mistério a ser, poética e e-xa-ge-ra-da-men-te assumido por nós... 02.01.2008 - 02h40min (O primeiro poema de 2008 dedicado a ti, Pequeno Príncipe, - sob encomenda...rs...)

terça-feira, 1 de janeiro de 2008

Quanto vale um sonho?

Talvez teu sonho valha uma vida. Talvez tua vida valha um sonho. Talvez a via por onde teu sonho ganha vida, valha um níquel. Talvez uma vida de sonhos valha mais que uma vida sem vias, ou cujas vias levem a vertentes de nadas e de ilusões tacanhas. Talvez tua valia esteja no sonho de fazer valer a vida seja lá por que via for. Talvez tua vida esteja no meio da via em que um sonho descansa esperando a carona da paixão. Talvez a paixão pela vida exploda no teu sonho bem no meio dessa mesma via. Teu sonho terá o valor que deres a ele. Que valha a vida! 01.01.2008 - 23h53min (Meu sonho tem o valor ideal...)

Dos milagres

Acredite. Eles existem. A vida é um milagre. O riso do teu filho, milagre. O sono, o suor, uma cereja, milagres. Pôr do sol, no Guaíba ou onde for, milagre. Um milagre, a descoberta do amor. Uma flor, um carinho, um olhar diferente ou igual, não importa pra onde, não importa pra quem; uma canção, um poema, um coração desenhado na folha esquecida sobre a lareira -acesa-, que não queimou: milagre! A voz de longe que se ouviu. O pulso que não parou. Milagres. Milagres aos milhares. Milhares de pequenos milagres. Pequenos? Extraordinários milagres. Milagres aos extraordinários milhares de olhares que sabem ver milagres... Abra os olhos. Veja milagres. E agradeça. 01.01.2008 - 23h37min (Obrigada, meu Deus, pela minha mãe)

Companhia

Café sem açúcar. Amargor poético. Queda que fragiliza. Cristal. Recuperação possível? Cachoeira. 01.01.2008-02h11min (Adrebal,obrigada pela companhia alegre, nessa noite difícil pra mim)

segunda-feira, 31 de dezembro de 2007

Festa? Só no coração.

Este ano, aqui em casa, não faremos ceia festiva. Não haverá fogos na virada. Nem abraços. Nem canção alguma. Não faz sentido rejubilar-se, se minha mãe não está presente. Mesmo assim, vamos agradecer. O milagre foi feito. Ela sobreviveu, mais uma vez. Com seqüelas ou não, tanto faz. Ela ainda está. Independente dos fogos, dos abraços, da ceia, do espumante, das canções, a vida se renova. Outra vez temos a chance de dizer o que não foi dito. Outra vez temos a chance de fazer o que não foi feito. Outra chance. Se for a última, que seja. Se não for, tomara que não seja. Mas é uma chance. E merece ser agradecida. Não deixa de dizer, em 2008, em nenhum momento, o quanto tu amas alguém. O quanto alguém é importante pra ti. Não tenha medo de arrependimentos. A gente se arrepende de NÃO ter dito, não de dizer. Não deixa de fazer tudo o que puderes pelas pessoas que amas. Por aqueles que te são caros. Por aqueles que estão próximos. Fica com eles. Tem paciência. Oferece amor e companhia. Quando eles se forem, saberás que deste o melhor. E teu coração sentirá alívio, na dor da despedida. Feliz 2008 pra todos nós. Os próximos, os distantes, os que estão por vir. Deus nos abençoe. Que haja festa em nossos corações. 31.12.2007 - 16h01min

Feliz 2008!!!!!!!!!!!!!!

Luz e saúde pra todos nós. O resto vem junto ou a gente constrói. Na boa ou na marra. A alegria é uma escolha possível. Com ou sem dor. Que venha 2008. Estamos prontos pra viver. 31.12.2007 - 15h14min

sexta-feira, 28 de dezembro de 2007

Ele

Firme. Incisivo. Direto. Seguro. Forte. Presente. Paciente. Sério. Suficiente. Ele. 28.12.2007 - 15h16min (...o Pequeno Príncipe...)

Vôo

Louca alada abro as asas diviso as funduras esqueço o perigo. A palavra me nutre. Arranca-me os olhos. Cega, vôo. O vento na face. A imensidão na pele. Liberdade. Sonho. Possibilidade. E agora, Drummond? 28.12.2007 - 15h03min

A quem interessar possa:

RESOLVI. VOU REALIZAR UM SONHO! 28.12.2007 - 05h28min

Soltura

Frases soltas. Significantes preciosos. Chance de compreensão. A minha. Tuas frases soltas em mim. História que o mundo dispensa. Mas que a gente já começou. Escrevemos nossa história. 28.12.2007 - 05h27min (Escrevemos juntos, Pequeno Príncipe)

Perguntas são mais?

Serão os sonhos que fazem girar o mundo ou o mundo é que gira os sonhos? Foram tuas mãos que giraram meus sonhos, ou meus sonhos é que te trouxeram a mim e giraram as madrugadas, os ventos, os tempos; coragem na descoberta do desconhecido que espera por mim, por cada um de nós? O giro dos meus sonhos entre teus dedos movendo o meu mundo particular como se teus fôssemos, eu e meus grãos de areia. As dunas, as brumas, os castelos, as fadas, as redomas, os embrulhos, as esperas, alegrias, disfarces, cansaços, medos e afins, todos entre os teus dedos, entregues. Perguntas são respostas ao contrário? Respostas são perguntas não feitas? Sonhos viram realidade? É possível tentar? Sozinha não consigo. Preciso das tuas mãos. 28.12.2007 - 05h23min (Se me deres a mão, Pequeno Príncipe, terei mais coragem...)

quinta-feira, 27 de dezembro de 2007

Preconceito?

Um dia, uma professora que amo muito e que admiro de montão disse: "A ignorância é a mãe do preconceito". Nunca mais esqueci essa frase. Faço-a minha, diariamente. Quantas vezes, por absoluta ignorância, deixamos de viver, movidos por um preconceito qualquer, arraigado em nós, chaga oculta que nos apodrece, por dentro e por fora? E nos faz menos dignos. De tudo. Eu tenho os meus. E luto contra eles diariamente. Provocam em mim, os meus, uma espécie de enjôo. Fazem mal à minha alma. À parte de dentro de mim. Por isso o cuidado pra que eles não criem raízes tão profundas a ponto de não me permitirem mais viver. Nem deixar que os outros, à minha volta, vivam. Para evitar os meus, esclareço-me. Consigo matar alguns. Um dia, haverei de me livrar de todos, inclusive do preconceito contra quem sofre desse mal: o preconceito mesmo. Sinto muito, esse é forte demais, ainda não consegui vencê-lo. Um dia eu chego lá. 27.12.2007 - 23h12min

VIVA!

Entre, sente, sirva-se de alegria e arte. A vida é o grande espetáculo. Aplauda! 27.12.2007 - 19h21min

Resolução de Ano Novo

Não vou prometer nada, este ano, nem fazer listinha que será esquecida logo no dia dois. Recuso-me a pegar minhas imperfeições todas, meus erros e desacertos (inúmeros, aliás), colocá-los numa caixa e dizer que eles não sairão mais dali - a dita caixa sempre tem um buraquinho por onde eles fogem; e olha que meu nome nem é Pandora! -. Olharei para o espelho e direi: QUE SEJA! Porque, afinal, sempre é o que tem de ser. O balanço do ano que passou, já fiz. Fui feliz. Mais do que o previsto. Amei. Fui amada. Ri muito, coisa que gosto de fazer, todos sabem. Aprendi mais coisas do que ensinei. Chorei. As lágrimas secaram. Tudo passou. Tudo, agora, passa mais rápido. Ah, sim,minha percepção da passagem do tempo mudou. Não disse que foi pra melhor. Disse que mudou. Minha pele mudou também. Meu cabelo. Minhas unhas e até meus gostos mudaram. E minha alma. E minha paciência. E minha vontade de viver. Hoje mais forte que nunca. Logo, nada de resoluções este ano. Que venha o que tiver de vir. Estarei pronta. FELIZ 2008 pra todos nós!!!!!!!!!!!!!! 27.12.2007 - 14h13min

Longevidade

Quero viver 125 anos. E ser feliz em todos eles. 27.12.2007 - 12h11min

quarta-feira, 26 de dezembro de 2007

Constatação

Descansa a cabeça no ombro de quem te é importante. As horas gravam a alegria de saber-te amada. É o que basta. 26.12.2007-20h48min

Um bem-fazer

Desvestir as roupagens que te escondem em mim. Desfilar sobre suspiros repetidos sem culpa. Desbravar horizontes desconhecidos. Desentender o entendido. E começar tudo de novo. Amaciar camisas de times opostos. Rir das distâncias descabidas. Ensurdecer os amigos. Assustar os cães. Perder a noção. Bem-fazer. 26.12.2007 - 03h34min (... é bom estar-bem contigo...)

terça-feira, 25 de dezembro de 2007

Inspiração

Expiras rima perfeita tem o ar dos teus pulmões. Inspiras sorvedouro de minh'alma condição primeira de riso e vida. Riso É Vida. Perco o foco foge-me a imagem que não vejo. Um terreno e um pé de laranja nele, suficientes de manter a branda luz o fogo da vela lenta que arde diante do espelho que reflete teu desejo. Inspiras a poesia que faço na madrugada de depois da festa. Encomendo a melodia da voz. A vez me chama e não obedeço. Transgrido a regra de ouro de ser quieta e cordata postura esperada da condição esta. Salto o portão. Não me prendem os muros. Regresso descalça e exausta sandálias nas mãos nas mãos teu abraço. Tudo é música. Tudo é poesia. Inspiração. Expiração. Tuas. 25.12.2007 - 05h57min (Inspira-me, Pequeno Príncipe, inspira-me...)

Risco?

Não valide. Não vele. Não revele o que há depois do vale, onde as videiras florescem. Não fale que a extensão da voz quebra a magia. Não sufoque o desejo da uva. Colha. A colheita não fere. 25.12.2007 - 18h