Perdida a trena
perco a mão da medida
des
medida
a mente experimenta
um toque de alcaçuz
na ponta da língua
e o elemento que falta
pr'alcançar a medida exata
é o verso
sem vírgula
ou ponto final
talvez só a desistência
do que foi aclamado
no vão da hora pedida
nas cartas molhadas
de suco de manga
de camisa
marcadas de riso
lapelas vermelhas
de batom abatido
pontuação devidamente
tida
campanha no grafite
grifado de centímetros
por metro quadrado
no armário oferecido
onde ninguém dorme
impunemente



parte a gente
ao meio
é dor de morte
insistente.
Se há alegria na dor
eu não vejo
só quando ela passa
e reabilita o pensamento
é que a morte
desistente
foge
ao primeiro choro
do novo vivente.
E a dor?
Que dor houve?
Houve algo de dor?
*Obrigada, Carlos, por tão bons olhos de me ver...
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