S2
A vantagem de ser livre
é a escolha de ocupada estar
liberdade que independe
do quanto se agitam ao lado
de quando é possível ficar.
Por mais que terceiros dancem
as canções que gostas de ouvir
a que a ti pertence
só pode ser cantada
por uma única voz
aquela que escolheu te sentir.
25.05.2011 - 23h53min
(...ciúme bonitinho...rs)
quarta-feira, 25 de maio de 2011
Tenho dito
S2
O dito é o exposto
O dito é o exposto
acima do intento
ao largo do previsto
a despeito do suposto.
O dito fica pelo não-dito
se o outro tem argumento
e o elemento do fato
é carta de baralho
dentro do jogo da vida.
O dito acompanha
a roda da hora
o momento do grito
o calo na garganta
de tantas vezes dito
o começo do vivido
e a continuação do bendito.
Bem dito o fermento
do que ferve
na pressão do alimento
que corre ao encontro
do outro lado
do dito
do não-dito
do exposto
do alargado
peito.
Nos primeiros 3 segundos do dia 25.05.2011
terça-feira, 24 de maio de 2011
Selo
Desafios nas ranhuras das folhas virgens
palavras pescadas no sangue
rangidos dentes selados
ganas de tudo perder
desfiados rolos de linhas azuis
nos teares abertos pelo vento
fiapos suspensos
surpresas vendadas
sal de raça
arrancado verniz.
24.05.2011 - 22h
Mais do mesmo
Tateiam nas lisuras do mesmo
arrumam motivos
empilham razões
perpetuam o que já é
serpenteiam entre senões
escondem os dedos
dão o tapa
respondem nãos
e as mãos...
as mãos
enconcham medos...
24.05.2011 - 21h
arrumam motivos
empilham razões
perpetuam o que já é
serpenteiam entre senões
escondem os dedos
dão o tapa
respondem nãos
e as mãos...
as mãos
enconcham medos...
24.05.2011 - 21h
Poder
S2
Instante castrado
retorno no galho distribuído
contornos indeléveis
laços de luzes criadas.
Abertura da janela confiada
no baú das mesmas tintas difusas.
Felpa na quina da hora.
Fora
os campos cobertos de flores.
Dentro
um sono não obtido.
24.05.2011 - 20h17min
Instante castrado
retorno no galho distribuído
contornos indeléveis
laços de luzes criadas.
Abertura da janela confiada
no baú das mesmas tintas difusas.
Felpa na quina da hora.
Fora
os campos cobertos de flores.
Dentro
um sono não obtido.
24.05.2011 - 20h17min
Slow motion
Lento, lento
cai o dia.
Despenca do alto da estrada
lento
dia lento
desalento.
Lento, lento
descortina o dia
a próxima vitrina
a varanda vazia.
24.05.2011 - 20h
cai o dia.
Despenca do alto da estrada
lento
dia lento
desalento.
Lento, lento
descortina o dia
a próxima vitrina
a varanda vazia.
24.05.2011 - 20h
sexta-feira, 13 de maio de 2011
Arte
Nada como a Arte
pra fazer nascer o belo
no meio da madrugada fria.
No coração do escuro.
Nada como o escuro
pra fazer nascer a Arte
no meio do coração frio.
Na madrugada do belo.
Nada como o belo
pra fazer nascer o coração
no meio da Arte.
Na bela madrugada do coração da Arte...
Faz frio
e daí?
Madrugada de 13.05.2011
pra fazer nascer o belo
no meio da madrugada fria.
No coração do escuro.
Nada como o escuro
pra fazer nascer a Arte
no meio do coração frio.
Na madrugada do belo.
Nada como o belo
pra fazer nascer o coração
no meio da Arte.
Na bela madrugada do coração da Arte...
Faz frio
e daí?
Madrugada de 13.05.2011
quinta-feira, 12 de maio de 2011
Nulo
Dor de cabeça
a nula visão
de aneis estreitos
e alusões
iludidas pontas
de estacas
extras
de estorvos
plásticos.
Dor de ser
leve
pluma
desvio de coluna
conduta
que vaga em círculos
e
in
cen
deia
o balanço de agora.
12.05.2011 - 01h50min
a nula visão
de aneis estreitos
e alusões
iludidas pontas
de estacas
extras
de estorvos
plásticos.
Dor de ser
leve
pluma
desvio de coluna
conduta
que vaga em círculos
e
in
cen
deia
o balanço de agora.
12.05.2011 - 01h50min
Macramê
Sopra um vento inquieto
nas folhas de um outono vivo
subjetivamente interno
de encontro estético
insone
quase satânico
ou santo.
Um sopro de tecido rasgado
de inquieta liberdade
de constante descoberta.
Sopro de íntima realidade
assunto de ventania
no sangue que corre
pura pressa
de saber.
Um sopro trançado de linha
língua de revoltos versos
sem ação ou exercício outro
que não a influência da resposta não-tida
o dito visual absurdo
abundantemente reconhecido
na linha da palma da mão
do artista.
Um sopro flui no começo de tudo
o toldo cobre a falta da luz
que absorve o campo sem relva
rasgados restos de pesos
pastos coloridos na selva.
Macia vantagem
no fundo da garganta
onde o sopro
alimenta a palavra
que não cospe
atormenta.
12.05.2011 - 01h40min
nas folhas de um outono vivo
subjetivamente interno
de encontro estético
insone
quase satânico
ou santo.
Um sopro de tecido rasgado
de inquieta liberdade
de constante descoberta.
Sopro de íntima realidade
assunto de ventania
no sangue que corre
pura pressa
de saber.
Um sopro trançado de linha
língua de revoltos versos
sem ação ou exercício outro
que não a influência da resposta não-tida
o dito visual absurdo
abundantemente reconhecido
na linha da palma da mão
do artista.
Um sopro flui no começo de tudo
o toldo cobre a falta da luz
que absorve o campo sem relva
rasgados restos de pesos
pastos coloridos na selva.
Macia vantagem
no fundo da garganta
onde o sopro
alimenta a palavra
que não cospe
atormenta.
12.05.2011 - 01h40min
domingo, 1 de maio de 2011
Palavra
Pintada no verso
a palavra dita
com barulho de papel de presente
pressentimento de esqueleto
configurado em ausência.
Plantada no verso
a larva maldita
com intuito de língua doente
partícipe de lamento
deflagrado em anuências.
Pranteado no verso
o reverso da medalha
tateado às cegas...
01.05.2001 - 21h23min
a palavra dita
com barulho de papel de presente
pressentimento de esqueleto
configurado em ausência.
Plantada no verso
a larva maldita
com intuito de língua doente
partícipe de lamento
deflagrado em anuências.
Pranteado no verso
o reverso da medalha
tateado às cegas...
01.05.2001 - 21h23min
quinta-feira, 28 de abril de 2011
Óculos
A vista embaça.
A força atrasa a luz
que não trança o rumo certo.
A lista arrasta a imagem
na transparência da lente
que a figura abraça
sem pressa de ser permitida
sem pauta ou pinta ou pente
que exprima o sentido.
O único sentido silente.
O mesmo do exato instante
em que os óculos descansam
na ponta da prateleira do absurdo.
Aos 42 minutos do dia 28.04.2011
quarta-feira, 13 de abril de 2011
Suposto
Nas fibras dos laços
os pedaços da luz absorvida
silentes
os segredos assumem cores
de fotografia antiga
sinal de limite obtido
enquanto
o sol pinta um céu de manhãzinha.
Os sangues estão prenhes de expectativas...
Aos 38 minutos do dia 13.04.2011
os pedaços da luz absorvida
silentes
os segredos assumem cores
de fotografia antiga
sinal de limite obtido
enquanto
o sol pinta um céu de manhãzinha.
Os sangues estão prenhes de expectativas...
Aos 38 minutos do dia 13.04.2011
sexta-feira, 18 de março de 2011
quinta-feira, 17 de março de 2011
domingo, 13 de março de 2011
Arte
Teu desenho explode versos
cala-me os verbos
silencia-me a boca.
Só meus olhos dançam no papel
por onde teu lápis cantou teus sentimentos.
13.03.2011 - 21h
quarta-feira, 9 de março de 2011
Araucárias
Nas tuas pastas
insones pontos de fusão
de pretéritos mais que perfeitos
alcançados por presentes indicativos
sem outra causa
além da descoberta
do que sempre esteve ali
camuflado de leve afeição.
Esses teus olhos
colibris ligeiros
diluem-me as pálpebras escuras
e pintam nelas retornos bem-vindos
de conversas e longas silhuetas
debaixo dos pinheiros
que ainda estão lá
como tudo o que ontem esteve
e permanece.
Traços de nós dois
araucárias...
09.03.2011 - 18h30min
Araucárias - desenho "dele"
domingo, 6 de março de 2011
Rutilar
Imagens pintadas a tinta
alusão à proximidade
que desenha teus traços
misturados aos meus.
Riscas perfumes
soprados por virgens
aves presentes
voejantes suspiros
teus olhos,
minhas mãos,
nossas sementes.
06.03.2011 - 01h25min
*Enquanto voltavas pra casa,
depois de estarmos juntos...
sábado, 5 de março de 2011
Vênus ama Marte
De bandeja, o mote planetário...
Diferenças à parte
os passos de dança enchem o espaço
pontilhado de estilhaços e fibras
regeneram os cortes
aproximam os nervos
enrijecem os membros
destroem saudades
Vênus desnuda
músculos à mostra
encosta em Marte vermelho
encouraça.
Se os astros enxergam
fazem olhos cegos
ouvidos surdos
disfarçam
Vênus ama Marte
e ele corresponde.
05.03.2011 - 03h21min
*Ilustração: "Não sei" dele, pra mim
** O neto de Marte pincela o mote na tela branca da mais insana das Vênus insones...
5 coisas...
I
Capaz de amar à distância
sustento meus laços
nas mãos da lembrança
dos calores, dos afetos tidos
afeitos às festas das almas
a minha e a tua
juntas, desenhadas e assumidas.
II
As maiores fantasias
que me povoam a mente
dizem de amor feito
em laço estreito
o meu
o teu
juntos, desenhados e assumidos.
III
Assombra minhas noites
o temor da solidão extrema
o medo da falta de coragem
de solitária andar
eu só.
IV
Blefadora profissional
é bem possível que nunca descubram
que de nada eu entendo perfeitamente
mas meto a cara
arrisco palpite
e finjo saber.
Engano bem
no fim.
V
Meu silêncio completo preocupa
matuta minha mente
um jeito, uma forma, um bordão
de cair fora de repente
de quem não me deu
a justa valorização.
05.03.2011 - 02h39min
*Resultado de um desafio, proposto pelo meu amigo e irmão virtual, Fabrício.
Taí, Fabi. Não ficou grande coisa, mas saiu....hehe
**Nesta primeira noite de carnaval, enquanto eu ouço barbaridades
acontecendo na rua, bebedeiras, "viagens", gritarias, cá dentro poeto
com minhas companhias virtuais de hoje: Fabrício e Stênio. De cara limpa
e versos n'alma. Saudavelmente divertido. A poesia pede verbos.
Nós os criamos.
**Nesta primeira noite de carnaval, enquanto eu ouço barbaridades
acontecendo na rua, bebedeiras, "viagens", gritarias, cá dentro poeto
com minhas companhias virtuais de hoje: Fabrício e Stênio. De cara limpa
e versos n'alma. Saudavelmente divertido. A poesia pede verbos.
Nós os criamos.
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