
Quando tu vens, todos as sombras se dissipam
todos os medos emaranham-se em abstratos rolos irreais
todos os segredos são castanhos
todos os muros são transpostos
e nada interfere em nada
nem nos umbrais das portas fechadas
nem nas distâncias materiais
ou nas impossibilidades físicas
talvez inexatas
talvez oníricas
talvez banais.
Quando tu vens, tremem dos meus cabelos os cachos
e todos os sábados
e todos os domingos
e todos os feriados
são teus olhos,
são teu brilho,
são teu riso solto
que ecoa nos ninhos
que eu queria pra nós.
Quando tu vens, nenhum soluço permanece
e o próprio silêncio já é prece
ou insistente desejo de que a vida
assim
de repente
pare ou passe sem pressa
de
va
gar
como merece
tudo o que realmente vale
na minha vida
ou na tua
ou quem sabe
na vida dela
que tu sabes
que se enternece
só de ouvir falar em TI.
Quando tu vens...
30.03.2009 - 22h44min
Foto: datada de 30.03.2009 -EU