
Ando bêbada de poesia
cambaleante, entre versos e prosas
escorrego nas curvas das letras
caio entre vírgulas, títulos e rosas.
Leio e escrevo sofregadamente
morta de fome e vontade de beleza
enfeito essas linhas
com riso e sílaba amorosa.
O sucesso é o que eu digo
da estrofe que desato agora.
O desperdício do tempo gasto
com quimeras e esperas enganosas
me arrancaram do mundo perfeito
onde encontro meu poeta e seu peito
de "sonetos" e canções carinhosas.
Ando bêbada da poesia da vida.
Ah, vida, embriaga-me com teus versos!
Embriaga-me, vida, com teus diversos
acordes lendários, lentos goles vários
de pura beleza, de pura alegria...
Embriaga-me, vida! Com teu sopro e teu delíro
com teu cheiro, tua loucura, teu improviso...
Ando embriagada de vida!!!!!!!!!!!!!!
10.01.2008 - 21h12min