
o tempo parou nesse instante
conversa interna pela eternidade afora
que dirão eles? quantos versos farão juntos?
que diremos nós de nossos humanos poemas
cheios de imperfeitos dizeres
de sensações de futuro inexistente
de pretensão de rima que não aflora?
que diremos nós diante dos deuses
quando nos oferecerem um banco e um livro
e uma caneta de material reluzente?
que diremos, pois, ao dar de cara com eles?
oi, Drummond, meu velho...
oi, Quintana, meu bem...
12.04.2008 - 23h57min