
Risco teu nome na pedra
rabisco no vidro quebrado
teu signo, teu estado
chamusco tuas vestes
com línguas de fogo
calor das preces
que impede o malogro.
Risco teu nome na cela
que prende o intento
de ver-te.
Sombrero na estrada.
Obreiro e palavra.
Canção a bendizer-te.
Risco teu nome na tela
rabisco a luz que te guarda
rascunho o poema estrelado
retrato a conversa na mesa.
Risco teu nome na vela
rabisco a madrugada
interrompo o sono que não veio
e sonho com o que de ti já tenho.
13.01.2008 - 16h57min
(Para Roberto Amezquita - nesse ritmo, o "esperado" não tarda...)
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