terça-feira, 13 de abril de 2010

Maria Fumaça

Os caminhos por onde os passos soam
pintam obras de arte underground
ecoam esferas de brilhantes raros
e avisos de um horizonte surreal.
Na ponta do dia, a saliva
estendida na pele branca macia.
São urgências os acúmulos dos fatos
as somas das reticências
uma a uma empilhadas nos cílios das
madrugadas atropeladas de estrelas com
encontros de dançarinos, fantasmas e luas.
A vida corre nos trilhos
e os assuntos assumem a ponta da linha.

Do trem...





13.04.2010 - 23h08min

2 comentários:

Brunno Soares disse...

Oi Simone, eu tava meio sumido entre viagens e afins, mas voltei a ativa.
esse poema eh a minha cara!
eh um poema em movimento
e isso me atrai
ele eh real
palpável

adoro poemas assim.
bjo

Ricardo Kersting disse...

Gosto muito de trens e seus caminhos sem fim..ainda mais os que carregam nossos sonhos e dançarinos, fantasmas e luas.
Beijo