domingo, 14 de setembro de 2008

Do homem, do mundo e do amor*

Asas de seda em homens-dragões
que cospem fogo e perguntas,
sempre as mesmas.
Asas de seda derretendo
ante o calor do fogo ininterrupto.
Homem-dragão, acabando consigo mesmo
no desespero da busca
pelas mesmas respostas,
que estão a um palmo do seu nariz,
mas que ele não vê,
entretido que está
com a própria guerra.
As respostas?
Estão nas perguntas.
Estão nas perguntas,
derretidas entre as asas de seda
dos dragões que se pensam
INVENCÍVEIS,
mas que rumam à própria extinção.
Falta de amor...
12.09.2008 - 13h15min
*Comentário para o poema
DO HOMEM, DO MUNDO E DO AMOR,
do incrível Jorge Fernandes

3 comentários:

Jorginho disse...

Oi, caríssima; gostei da poesia, dos homens-dragões e suas asas derretendo...das respostas nas perguntas... sobre a foto, foi tirada anteontem (sábado, 12-08)Não gostei muito, tá meio estilo "young man" demais, de óculos escuros, etc. bjs.

Daniel disse...

Minha caríssima Siça,

Não sei porque, mas realmente acho ser um homem-dragão, pois minhas asas estão minguando...

Beijos

MARTHA THORMAN VON MADERS disse...

Minha amiga poeta, você flutua nas palavras, e eu sorrio.
beijos.