segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Parabólica

Rumino perguntas
destilo respostas prontas.
O que vês é meu corpo
instrumento de sopro
das vozes que me rondam
e que inventam a poesia que lês
assinada pelos nós dos meus dedos
mas não por mim
posto ser de fora de mim
que me nascem os versos feitos.
Feitio de esporádicos espasmos
minhas formas ensinam
insinuam teus membros
nas minhas curvas expostas.
Janelas de vidro fosco
sem freios temperados
futuros escalpos dos dias
que não foram de ninguém
para além dos limites estabelecidos.
Proposta tua.





15.11.2010 - 17h47min

2 comentários:

edvaldo.p.campos disse...

SONHO III
Derrapando em corpo sinuoso
Acelerando na decolagem
Foguete rumo à Marte
A força da tração do velho e bom trem à lenha
Como se estivesse mirando
– cara a cara –
Com a lua
– olhos nos olhos –
Eu imagino você nesta estrada
No caminho
Percurso rumo ao pódio.
Mas à frente está o muro
O buraco negro
O precipício
O abismo
O fim
– Acordo no meio da noite, soado, ainda sentindo o vento nos meus cabelos
[e o peso do seu amor sobre a minha alma.

Anônimo disse...

Naturalmente exuberante como a flor que na primavera enfeita os jardins da vida.
Orlando Reis