sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

No sexto dia, poetou

No sexto dia
amanhecido de vapores e sonolências
bate à porta um não-sei-que
que desmente o dito e o não-dito.
No sexto dia
há vestígios de clemência
suicidados logo ali, onde as colheres tem açúcar
e onde as línguas dizem o que a ninguém atinge.
No sexto dia
as campanhas compram pirulitos e hortelãs
os comportamentos saem das peles,
cobras trituradas em gaiolas frias
pra virar delírio e maçã.


As amarras se soltam
no sexto dia
e eu acordo pra vida:
um punhado de letras
na mão esquerda
na direita, uma palma vazia.







04.02.2011 - 05h

Um comentário:

edvaldo.p.campos disse...

...no sétimo dia descansou...

Belo poema.