Aprendi a evitar os planos
os curtos nem pensar
os longos nem em sonho.
Aprendi a evitar as letras mortas
os fantasmas do futuro que nem sei
se de fato encontrarei um dia.
Aprendi a evitar aquelas perguntas
cujas respostas evitam a sonoridade
da voz ou a indiscreta necessidade de dizer
o que o outro nem sonhava ouvir
pelo bem ou pelo mal
(vai saber).
Aprendi a evitar acentos e incrementos
exceto por uma absoluta força maior
- e eu nem sei se ela existe!-
Aprendi a evitar escolher o que farei
do meu ano no primeiro dia
ou no decorrer dele.
Aprendi a evitar.
Levito...
06.01.2010 - 03h14min
quarta-feira, 6 de janeiro de 2010
Obscura
Escapo pelas vielas escuras do desconhecido
arremesso minhas teias no breu dos medos
despedaço a simplicidade no absurdo.
Cuidado comigo.
Eu mordo.
06.01.2010 - 02h56min
sábado, 2 de janeiro de 2010
sábado, 26 de dezembro de 2009
Até a volta!!!!!!
Saí de férias, queridos leitores.
Qualquer hora dessas, volto...rs
Muita poesia
sol
música
e tudo o que tivermos direito!!!!!!!
26.12.09 - 21h
Qualquer hora dessas, volto...rs
Muita poesia
sol
música
e tudo o que tivermos direito!!!!!!!
26.12.09 - 21h
O tempo me guardou você
http://www.youtube.com/watch?v=cURJ1G-WZsQ
Composição de Ivan Lins ----------------- LINDAAAAA!!!!!!!!!
26.12.09 - 20h13min
*Como diria meu amigo Brunno, 'hoje eu sou essa canção'...rs
Composição de Ivan Lins ----------------- LINDAAAAA!!!!!!!!!
26.12.09 - 20h13min
*Como diria meu amigo Brunno, 'hoje eu sou essa canção'...rs
Vida... nova?
Ano Novo
vida velha
diferente só a época
nem sequer o estado de espírito
esse descobriu não sem tempo
que o Ano só muda no número
e que as novidades não vêm com ele
nós é que as fazemos
ou não
depende de como se deseja viver.
Sem receitas
e sem grandes expectativas
só o desejo de ter ao menos uma chance
de crescer...
26.12.09 - 2h59min
vida velha
diferente só a época
nem sequer o estado de espírito
esse descobriu não sem tempo
que o Ano só muda no número
e que as novidades não vêm com ele
nós é que as fazemos
ou não
depende de como se deseja viver.
Sem receitas
e sem grandes expectativas
só o desejo de ter ao menos uma chance
de crescer...
26.12.09 - 2h59min
Ano Novo
E lá vamos nós
de novo tudo começar
como se n'algum momento
por escolha ou encantamento
tivéssemos terminado ou dado por findo
qualquer acontecido de nosso fado.
Ano Novo é todo dia
hoje amanhã e depois
por isso feliz agora
feliz futuro
feliz sonho de viver.
26.12.09 - 2h42min
sexta-feira, 25 de dezembro de 2009
Aparência
O que haverá por trás de um sorriso?
Se não for poesia
quantas pedras poderão ser?
25.12.09 - oh48min
Se não for poesia
quantas pedras poderão ser?
25.12.09 - oh48min
Razão
Alina.
O presente que vem salvando meus Natais
nos últimos oito anos
e pelos próximos duzentos.
25.12.09 - 0h37min
quarta-feira, 23 de dezembro de 2009
Açúcar
Canto o galo da manhã partida.
Confesso minhas culpas.
Nunca fui tão doce...
(nem jamais serei).
Aos 5 segundos do dia 23.12.09
Confesso minhas culpas.
Nunca fui tão doce...
(nem jamais serei).
Aos 5 segundos do dia 23.12.09
Arte
Pinto minha sombra
pra ver se revelo a alma
disfarçada nas cores
das maçãs do meu rosto.
Desvio a atenção da consciência
invado os princípios e os reinos
de seres impensados
e pontos inconclusos
de engodos tantos.
Recomendo descanso das águas
mergulhadas até o pescoço
da minh'alma resta apenas
escuro e borrado esboço.
No primeiro segundo do dia 23.12.09
pra ver se revelo a alma
disfarçada nas cores
das maçãs do meu rosto.
Desvio a atenção da consciência
invado os princípios e os reinos
de seres impensados
e pontos inconclusos
de engodos tantos.
Recomendo descanso das águas
mergulhadas até o pescoço
da minh'alma resta apenas
escuro e borrado esboço.
No primeiro segundo do dia 23.12.09
terça-feira, 22 de dezembro de 2009
Outras páginas
Solto frases ao vento
escondo meus sentimentos
invento uma outra canção.
Ateio o fogo das horas
jogo fora minhas limitações
acendo as velas dos santos
assumo minhas condições.
Não vesti a fantasia
nem pesei a contradição.
Ouvi as crendices
contrapus as luminárias
e as chances várias
que talvez eu tenha tido
mas que não vivi.
Meu tempo é manco
meu tampo é surdo
meu mundo é gago
meu sal é lodo
meu rudimento é a aversão...
22.12.09 - 22h13min
escondo meus sentimentos
invento uma outra canção.
Ateio o fogo das horas
jogo fora minhas limitações
acendo as velas dos santos
assumo minhas condições.
Não vesti a fantasia
nem pesei a contradição.
Ouvi as crendices
contrapus as luminárias
e as chances várias
que talvez eu tenha tido
mas que não vivi.
Meu tempo é manco
meu tampo é surdo
meu mundo é gago
meu sal é lodo
meu rudimento é a aversão...
22.12.09 - 22h13min
Conotação
No conta-gotas
palavras medidas
desmerecida espera
desmentida opção.
São favas contadas
a estranheza tida
a contagem regressiva
a livre escolha da razão.
22.12.09 - 21h32min
palavras medidas
desmerecida espera
desmentida opção.
São favas contadas
a estranheza tida
a contagem regressiva
a livre escolha da razão.
22.12.09 - 21h32min
Brunete
Até onde a liberdade?
Se me atrelo a um trabalho
sou escrava ou sobrevivo?
Se sou escrava e me rebelo
quem garantirá meu pão
(e os PCs, e os CDs e os DVDs
e os vestidos, as sandálias, a TV)?
Se sobrevivo e me rebelo
quem garantirá o prazer das férias
os fins de semana, o merecido descanso?
Nem um
nem outro
talvez os dois
talvez nem tanto.
Até onde a licença?
22.12.09 - 18h55min
Se me atrelo a um trabalho
sou escrava ou sobrevivo?
Se sou escrava e me rebelo
quem garantirá meu pão
(e os PCs, e os CDs e os DVDs
e os vestidos, as sandálias, a TV)?
Se sobrevivo e me rebelo
quem garantirá o prazer das férias
os fins de semana, o merecido descanso?
Nem um
nem outro
talvez os dois
talvez nem tanto.
Até onde a licença?
22.12.09 - 18h55min
Surpresa!
E eu
que tanto prezo a mudança
considero mais que deliciosa
a descoberta fantástica da segurança.
22.12.09 - 18h
que tanto prezo a mudança
considero mais que deliciosa
a descoberta fantástica da segurança.
22.12.09 - 18h
Envelhecer
O tempo é amigo das linhas de trem
que cortam os cantos dos olhos
o espaço entre as sobrancelhas
e os cantos da boca.
Só não cortam as línguas de trapo
que insistem em dizer que
depois de passado um tempo
não se pode mais fugir.
Quase sempre é possível evitar
quase sempre é possível impedir
quase sempre é possível poupar-se.
Resta saber
é isso que se quer
ou é isso que é mais fácil cumprir?
Prefiro encarar.
Espinha ereta
força no olhar.
Que as linhas de trem me perspassem
que atravessem minha tez
que contem nos riscos minhas luas todas
e todas as minhas primaveras.
Quem sabe, lá adiante, elas se cruzem
e formem, no derradeiro dia,
o molde perfeito de uma pálida margarida.
22.12.09 - 01h47min
que cortam os cantos dos olhos
o espaço entre as sobrancelhas
e os cantos da boca.
Só não cortam as línguas de trapo
que insistem em dizer que
depois de passado um tempo
não se pode mais fugir.
Quase sempre é possível evitar
quase sempre é possível impedir
quase sempre é possível poupar-se.
Resta saber
é isso que se quer
ou é isso que é mais fácil cumprir?
Prefiro encarar.
Espinha ereta
força no olhar.
Que as linhas de trem me perspassem
que atravessem minha tez
que contem nos riscos minhas luas todas
e todas as minhas primaveras.
Quem sabe, lá adiante, elas se cruzem
e formem, no derradeiro dia,
o molde perfeito de uma pálida margarida.
22.12.09 - 01h47min
Nuvem
Perguntas são respostas
ou provocações
são nós nas telhas de mim
ou o caos total
instalado nas minhas lenhas.
Luz
na escuridão da tarde
nos limites da lucidez
nas imperfeições do sal
sobre a alma nua.
Na primeira meia hora do dia 22.12.09
*Obrigada, Adrebal...rs
ou provocações
são nós nas telhas de mim
ou o caos total
instalado nas minhas lenhas.
Luz
na escuridão da tarde
nos limites da lucidez
nas imperfeições do sal
sobre a alma nua.
Na primeira meia hora do dia 22.12.09
*Obrigada, Adrebal...rs
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