segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Plurais

Os passos sobre as madeiras gastas
desligam fumaças
transportam pastas de esforços vastos
avançam deslizes
suspiram soluços
provocam olhares
soam obtusos
nas rodadas de metros de orgulhos
nas dobras das toalhas esverdeadas
nas censuras dos beijos outonais.
Os pastos sobre os lastros
dizem de mundos
cobrem impostores
anseiam por flores plásticas

verdadeiras.






30.08.2010 - 1h02min

2 comentários:

Fabricio Martines Alves disse...

Acredito que tudo são flores plásticas nesta vida...mas é como minha avó diz, prefiro as de plástico porque não estragam nada. Será que amizades sntéticas são eternas?rs... Guria...voce e suas poesias que nos fazem pensar, mesmo que pensemos o contrário do que ela representa pra ti...beijos.

Marcello disse...

As madeiras gastas, sobre as quais todos pisamos, mas que fazem parte da história de cada um e, por isso mesmo, são especiais. Vc é especial. Suas madeiras não estão no meu chão. Não poderia pisar a lembrança que tenho de vc. Suas madeiras estão no meu teto. Tenho que olhar pra cima pra encontrar vc. Sempre olhar pra cima. Vc está além e acima de todas.

E as flores de plástico? Disseram os Titãs que elas não morrem. Mas eles não me fizeram, então, pensar tanto quanto você, numa verdade de plástico. Verdade de plástico?



Beijos


Cello