segunda-feira, 17 de novembro de 2008

Amorais

Entrelaçadas teias laços virtuais trançados em fios de uma realidade absurda. Sinuosas combinações morais. Amorais são as velas que circundam os caminhos talhados de verbos e vírgulas no espaço comum. Ah! Essas nossas pretensas morais nossos ais amores a mais nossas febres e fomes nossos amores nossos ais. Ah... morais... Nossos amores reais? 17.11.08 - 10h

sábado, 15 de novembro de 2008

Alegria

Minh'alma tem sede
de pisar alegria
ritual diário
ao qual me atenho
com indisfarçável prazer.
Construo meus vínculos.
Costuro de flores os laços
que abraçam essa tua vinda.
Meus vasos são rios...
Minhas águas, perfumes...
Meus amores, ventania...
15.11.2008 - 15h15min

Pontos de vista

Arte é lixo para alguns.
Lixo é arte para outros.
15.11.2008 - 13h48min

Extremos

Trago no riso um rasgo de lágrima. No dia, madrugada gelada. Na noite, uma réstia de sol. Trago no gosto do suor um toque de doce magia. No auge do prazer uma ponta de agonia. Em pleno Oceano a luz de um farol. "Trago em mim todos os sonhos do mundo"* e estou vazia... 15.11.08 - 13h15min *Verso de Álvaro de Campos

Razões

O que me prende também é o que me perde: emoção... 15.11.2008 - 13h39min

Segunda vida

Quantas vidas ainda terei? Se gata, teria sete mas, de gata, já passei... 15.11.2008 - 13h20min
(Foto: Eu, no Second Life - Poesy Rhiadra)

Amar é...

A maré assovia a canção: amar é assolar a partida Ah! O mar respira um adeus talvez um cumprimento distante perdido num Oceano de persistentes ilusões. Ir ao mar diminuir distâncias destrancar a dor. Amizade e paixão num só aperto; se perto é longe se o pouco é medo se a tarde é fruta se a lua, tormento, então desminto o eco e sufoco a perda. Amar é ir perder-se na imensidão do fluxo salgado in-ter-mi-ten-te. Amar é es va IR se. Amar é ir... 15.11.08. - 12h50min (Para AKAI PARX)

terça-feira, 4 de novembro de 2008

Saliva

Escolho a gota
que pinga de ti
pra misturar a mim
feito saliva exposta.
Te(n)são...
04.11.2008 - 04h46min

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

Tricotar

Com minhas próprias mãos
tricoto meus caminhos.
Às vezes encontro pontos
frouxos
outras vezes encontro pontos
com nós
preferiria encontrar conosco...
03.11.08 - 03h45min

quinta-feira, 30 de outubro de 2008

Condição

Se danças, inda que só,
danças.
E teu corpo é só energia.
Se cantas, inda que mudo,
cantas.
E tua canção é pura magia.
Se amas, inda que em sonho,
amas.
E teu peito é
só...
30.10.2008 - 18h22min

Quietude

Compenso tua ausência buscando teu rosto na minha própria voz. Excluo qualquer suposto que me impeça as vírgulas, necessárias esperas, té que teu riso me alcance. Sopro as espumas das letras que lacrimejam tua verdade. Brindo, enfim, à certeza de tua presença, inda que distante de mim. Saudade.... 30.10.2008 - 18h15min

Olhar

Eu não tenho olhos azuis.
Eu não tenho olhos castanhos.
Eu não tenho olhos de cor alguma
que se perceba à claridade
de um olhar qualquer.
Eu não tenho sonhos azuis.
Eu não tenho sonhos castanhos.
Eu não tenho sonhos de cor alguma
que se perceba à claridade
de um olhar qualquer.
Eu não tenho caminhos azuis
muito menos caminhos de rosas brancas
ou de espinhos, sequer, eu tenho.
Eu não tenho caminhos.
O que me há
é um tal gemido constante
que pinta meus olhos
de cores berrantes,
nem um pouco sutis.
O que me tem
é um estado de alerta distante
um tremor de dentro
um desejo ardente, persistente,
de imperiosa meretriz.
O que me leva
é a força de um tudo
dissolvido nas partículas
de minha particular esfera.
Eu não tenho um olhar.
Eu SOU.
30.10.2008 - 18h05min

Lembrança

Das janelas fechadas do velho casarão de minhas pretensas memórias curtas desprende-se o salgado gosto da pele que eu não lambi... 30.10.2008 - 17h53min

Peso

O vento não beija cortinas de crochê... 30.10.2008 - 17h51min

Relance

Escorre a luz
entre as frestas
das janelas desses teus olhos
que resgatam
as fronteiras dos meus.
Nenhum Império
comporta teus braços
nenhuma sombra
cobre-te os passos.
És asa e tatuagem no vento;
és presa da liberdade
breve delírio viajante.
Passagem....
30.10.2008 - 17h48min

terça-feira, 28 de outubro de 2008

... e a vida segue...

28.10.2008 - 03h23min

In Memorian

A vida?
Eu seria redundante se dissesse que ela é breve.
Eu seria infantil se dissesse que é longa.
Eu seria cega se dissesse que é perfeita.
E, finalmente,
eu seria hipócrita se dissesse que não vale a pena.
A vida?
Vale todas as penas
de todos os seres.
Essa vida mesma, que dura sempre a medida exata
da nossa falta de medida.
Essa vida mesma, que brilha no brilho dos olhos
ainda que cerrados pelo sono dos justos, dos injustos,
dos vivos.
Essa vida mesma, que acompanha-nos os sonhos,
ainda que eles se transformem em pesadelos.
A vida?
Vale cada segundo,
mesmo o mais doído,
mesmo o mais doido,
mesmo o mais torto,
mesmo o mais sofrido.
Não importa.
A vida vale.
E o peso da vida haverá de ser peso de ouro.
A vida,
no vale da vida.
A vida,
no vale da sombra da morte.
A vida
vencendo, nem que seja a saudade.
28.10.2008 - 03h03min
Para Silvia, amiga querida, sepultada no dia de ontem.
A vida que havia em ti, permanecerá.
Saudade...

Eu sou

Sou de tudo um pouco
tenho uma alma louca
e aflito coração.
Sou procura, espera
e intenção.
Sou quimera,
aprendiz de vida
alegria e cansaço.
Sou santa e guerreira,
nas horas vagas, rameira;
nas horas inteiras, solidão.
Sou o teu NÃO.
SIM?
28.10.2008- 02h30min