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Experimento o sopro
do que não existe
nem disfarça o frio corrente
nas bandeiras desfraldadas
que balançam ao vento
de um outono vazio.
As velocidades limitam os olhos
e o espetáculo é fio de seda partido
na boca da borboleta tonta
que a pedra escorregadia incendeia.
Dependo do orvalho nas folhas frescas
e do atropelo dos minutos
- que pingam -
dos incansáveis ponteiros da vida
- que dançam -
em redemoinhos de poeira
linha
e
argumento.
Na calmaria
- sedento -
meu coração
expira...
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parte a gente
ao meio
é dor de morte
insistente.
Se há alegria na dor
eu não vejo
só quando ela passa
e reabilita o pensamento
é que a morte
desistente
foge
ao primeiro choro
do novo vivente.
E a dor?
Que dor houve?
Houve algo de dor?
*Obrigada, Carlos, por tão bons olhos de me ver...
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