quarta-feira, 23 de janeiro de 2008

S A U D A D E . . .

Presença na ausência Ausência sentida no presente, no passado, no futuro que abençoa o abraço tido que aventura todos os sentidos e te sopra ao ouvido bem baixinho, como quem perdoa: S A U D A D E... 23.01.2008 - 14h24min

Rotina

Tracei meus contornos no lápis preto sobre a branca folha vazia. Trancei meus cabelos no trabalho de sempre, nas ondas do dia. Tracei os meus planos baseada em erros e acertos já gastos. Trancei os meus pés sentada à escrivaninha de sempre. Tranquei no armário a fadiga. Transpus a covardia, o delírio, a insônia. Transfigurei-me.... 23.01.2008 - 22h38min

Subir, subir...

Insistente sonho de Ícaro ir além imaginar interromper os limites todos:
Voar...
23.01.2008 - 22h32min

Energia

Eles estavam ali. Transitavam livres entre os moradores da casa. Eles. Andavam atrás dos rumores das tintas de muitos senhores dos sonhos de mais de mil versos. Eles. Sem pressa, sem confusão, sem desgaste, caminhavam entre as tábuas, ou não. Eram muitos, presentes, ausentes, mas ali. Não usavam disfarces por não serem vistos. Não usavam gestos por não serem lidos. Não suavam enfeites, não eram invadidos. Eles. Entre os moradores da casa. Livres, transitavam eles. Sem disfarces ou versos ou corpos. Eles. Os outros.... 23.01.2008 - 22h11min

Transcendental

Vozes sopram-me versos. Vozes ensinam-me a andar. Vozes poetam pelos meus dedos. Vozes insinuam-se no meu falar. Escrevo vozes. Vozes transpiram de mim. Vozes cantam por mim. Vozes desfazem meus erros. Vozes suspiram em mim. Versejo vozes. Vozes apontam caminhos. Vozes desenham meus traços. Vozes escolhem as linhas. Vozes transcendem espaços. Eu vejo vozes.... 23.01.2008 - 22h04min

Cenas

Os deuses guardavam as chaves das dores, das mortes, da sabedoria. Os anjos andavam sem pressa nas flores, nos beijos, nos sonhos profundos. Espelhos refletiam as labaredas dos fogos de diante dos corpos, por detrás das cortinas. Os sons espalhavam-se intactos cacos de vidro esfumaçado nas vidraças vazias. Os dedos entrelaçavam-se desesperados entre sofridos e exaustos entre confusos e nús. Os sonhos faziam-se verbos sem nexo sem propósito algum definido só o sol que se fazia nascer entre nuvens de um céu de profundo azul... 23.01.2008 - 21h59min

O que importa é a poesia

Bem-vindas todas as canções os versos semi tonantes os suspiros os senões. Bem-vindos os poetas cantores as poetisas, os atores, os embalos, as rimas, os amados que escrevem descrevem subescrevem seus amores. Sejam versos remédios sonhos outros ou afins. O que importa é o encontro que acontece o desencontro que amanhece o reencontro que enriquece... O que importa é a poesia isso sim... 23.01.2008 - 19h11min

69 E S T U L T Í C I A 69

69 beijos e queijos 69 xícaras de café 69 mil quilômetros 69 dias de fé 69 mensagens válidas 69 presenças em pé 69 ventos uivantes 69 poemas saudosos 69 folhas em branco 69 suores insanos... 23.01.2008 - 18h02min

Desabafo

E sou tomada de assalto por uma tempestade de areia, que me impede a visão noturna. Os calafrios, as alegrias, os asfaltos, rangem debaixo dos meus pés, terremotos em dia bravo, guerras intermináveis, sustos insuspeitos, medos inenarráveis. O bebedouro da fonte da saudade é meu companheiro nessa viagem. Soam-me familiares os ais das gentes perdidas nos campos, nas cidades, nos parreirais. Não sou mais eu. Sou uma voz que canta em mim... 23.01.2008 - 14h32min

terça-feira, 22 de janeiro de 2008

Queimadura

Queimou a mão enquanto preparava o almoço da família. A bolha, em forma de coração. 22.01.2008 - 18h19min (Um microconto 'verídico')

Dúvidas

Quem tem a chave do futuro? Onde o significado exato do verbo? Ganha a corrida quem chega antes? Qual é, exatamente, o valor do ouro? Com quantos pratos de feijão se é feliz? Qual é o limite entre a humildade e a arrogância? Corre mais riscos quem se expõe mais? O que vale a pena: viver feliz ou proteger-se da dor? O acerto independe dos erros? As carências são tuas mesmo, ou será mais fácil colocar a culpa nelas? A distância limita ou é uma âncora da covardia? Ver apenas o bom x ruim, o bonito x feio, o certo x errado é mais inteligente ou é mais fácil? Onde o lugar do desejo? Onde nasce o teu dia? Foi Deus quem quis assim ou tuas mãos é que construíram as pontes? Se a ciência é exata, o que dizer da arte? Se a arte é beleza, o que dizer da poesia? Se a poesia é sonho, o que dizer da música? O que é exatidão, beleza e sonho? Quem experimenta, investiga, estuda... enlouquece? Qual o limite entre razão e loucura? Onde a razão absoluta? Quais são os teus vínculos gerais? Contradições ajudam ou atrapalham? O que te leva a fazer essas escolhas, e não outras? Quem decretou que a resposta é mais importante que a pergunta? 22.01.2008 - 13h26min

(A)Normal

Às vezes eu penso que a sanidade mental me ronda com seus olhos muito abertos e sua grande boca redonda.
Às vezes eu tenho certeza que vejo
só o que meus olhos me mostram
e até eu mesma me convenço
de que isso é assombração ou remorso.
Às vezes eu acho e acredito
que algum anjo maluco e esquisito
resolveu me deixar mais alegre ou o quê
por isso declama ao meu ouvido
tragédias e tangos e um certo bem-querer.
A sanidade mental me ronda....
Urge fugir-lhe das afiadas garras....
Evitar a caixa preta de música bizarra....
Que a normalidade esconde...
na última
escarra....
22.01.2008 - 0h51min

Nem eu...

Por absoluta falta do que fazer invento formas novas para os meus versos tortos e empedernidos madrugadores As dores das flores, não as sei, nem seus dissabores mas sei de sabores diversos e de versos e de amores eu bem sei que não sou fraca nem bendita mas dito a direção da faca na fita que se estende na ponta do pente. Entende? Nem eu... 22.01.2008 - 0h42min

Conceitos

Rara é a areia do deserto. Escassos são os ossos do ofício. Edifícios são casas empilhadas.
E os teus olhos....
Ah, os teus olhos.....
Esses teus olhos....
22.01.2008 - 0h37min

P A L A V R A

P A L A V R A lá V O R A Z p a l a v r e a d o Sem sombra de dúvida sem dúvidas ou sombras sombras sem dúvidas dúvidas e sombras sem nada P A L A V R A... 22.01.2008 - 0h33min

Fuga!

As letras não se agrupam as palavras não saem as sílabas se recusam ao elo as vírgulas viram farelo. As frases não são parágrafos não estão evadiram-se todos fugiram !!!!!
Não se sabe pr'onde....
E agora, como é que eu faço esse poema que eu tanto quis escrever?
E agora, como é que eu traço essa linha que eu tanto quis estender?
E agora, como é que eu me desfaço desse grito que eu tanto quis
GRITAR?
(Ai, ai... nem rima existe mais...)
22.01.2008 - 0h28min
Psicóticas Esquizofrênicas Hipnóticas Contraditórias Egocêntricas Descobertas Contraídas Exploradas
Explodidas
Materializações de sentidos significados sufixos sortilégios sucessos suores salgados saltando sobre a saudade...
S A U D A D E
22.01.2008 - 0h11min

(In)Existência

Suspenso no ar, sobre a folha de papel, o lápis.
Suspenso na alma, sobre o peito descoberto,
o amor.
Suspenso na vida, sobre a calçada molhada de chuva,
o passo.
Suspenso no céu, sobre as nuvens o sol a lua estrelas e outros Planetas
o anjo.
E eu.
E tu.
Nós
juntos
suspensos
no
espaço
no
tempo
(in)existentes
...
22.01.2008 - 0h05min

segunda-feira, 21 de janeiro de 2008

Miscelânia

Anjos sem asas, sem flautas, cítaras ou sonetos ditam-me linhas hipnóticas alquímicas ilusões de ótica autênticas concepções de poesia inspiradas nas madrugadas de versos de saladas de letras espiralhadas. Fantasmas acabrunhados povoam-me os sonhos, os pensamentos. São canções destoadas que destronam cumprimentos e constróem afeições e carinhos inspirações em caixinhas de música: ciência e arte, andando pelos mesmos caminhos. Se a sina que me acende transcende o produto final Einstein, inquietantemente espectralista, é igual e o desfecho que aguarda a soma da poesia com a prova é o amor que festeja e recebe, sem pressa, a boa nova... 21.01.2008 - 15h51min

Amor:

O que tenho por ti El que por ti tengo... 20.01.2008 - 01h03min (Roberto Amezquita e Simone Aver)