O que haverá por trás de um sorriso?
Se não for poesia
quantas pedras poderão ser?
25.12.09 - oh48min
sexta-feira, 25 de dezembro de 2009
Razão
Alina.
O presente que vem salvando meus Natais
nos últimos oito anos
e pelos próximos duzentos.
25.12.09 - 0h37min
quarta-feira, 23 de dezembro de 2009
Açúcar
Canto o galo da manhã partida.
Confesso minhas culpas.
Nunca fui tão doce...
(nem jamais serei).
Aos 5 segundos do dia 23.12.09
Confesso minhas culpas.
Nunca fui tão doce...
(nem jamais serei).
Aos 5 segundos do dia 23.12.09
Arte
Pinto minha sombra
pra ver se revelo a alma
disfarçada nas cores
das maçãs do meu rosto.
Desvio a atenção da consciência
invado os princípios e os reinos
de seres impensados
e pontos inconclusos
de engodos tantos.
Recomendo descanso das águas
mergulhadas até o pescoço
da minh'alma resta apenas
escuro e borrado esboço.
No primeiro segundo do dia 23.12.09
pra ver se revelo a alma
disfarçada nas cores
das maçãs do meu rosto.
Desvio a atenção da consciência
invado os princípios e os reinos
de seres impensados
e pontos inconclusos
de engodos tantos.
Recomendo descanso das águas
mergulhadas até o pescoço
da minh'alma resta apenas
escuro e borrado esboço.
No primeiro segundo do dia 23.12.09
terça-feira, 22 de dezembro de 2009
Outras páginas
Solto frases ao vento
escondo meus sentimentos
invento uma outra canção.
Ateio o fogo das horas
jogo fora minhas limitações
acendo as velas dos santos
assumo minhas condições.
Não vesti a fantasia
nem pesei a contradição.
Ouvi as crendices
contrapus as luminárias
e as chances várias
que talvez eu tenha tido
mas que não vivi.
Meu tempo é manco
meu tampo é surdo
meu mundo é gago
meu sal é lodo
meu rudimento é a aversão...
22.12.09 - 22h13min
escondo meus sentimentos
invento uma outra canção.
Ateio o fogo das horas
jogo fora minhas limitações
acendo as velas dos santos
assumo minhas condições.
Não vesti a fantasia
nem pesei a contradição.
Ouvi as crendices
contrapus as luminárias
e as chances várias
que talvez eu tenha tido
mas que não vivi.
Meu tempo é manco
meu tampo é surdo
meu mundo é gago
meu sal é lodo
meu rudimento é a aversão...
22.12.09 - 22h13min
Conotação
No conta-gotas
palavras medidas
desmerecida espera
desmentida opção.
São favas contadas
a estranheza tida
a contagem regressiva
a livre escolha da razão.
22.12.09 - 21h32min
palavras medidas
desmerecida espera
desmentida opção.
São favas contadas
a estranheza tida
a contagem regressiva
a livre escolha da razão.
22.12.09 - 21h32min
Brunete
Até onde a liberdade?
Se me atrelo a um trabalho
sou escrava ou sobrevivo?
Se sou escrava e me rebelo
quem garantirá meu pão
(e os PCs, e os CDs e os DVDs
e os vestidos, as sandálias, a TV)?
Se sobrevivo e me rebelo
quem garantirá o prazer das férias
os fins de semana, o merecido descanso?
Nem um
nem outro
talvez os dois
talvez nem tanto.
Até onde a licença?
22.12.09 - 18h55min
Se me atrelo a um trabalho
sou escrava ou sobrevivo?
Se sou escrava e me rebelo
quem garantirá meu pão
(e os PCs, e os CDs e os DVDs
e os vestidos, as sandálias, a TV)?
Se sobrevivo e me rebelo
quem garantirá o prazer das férias
os fins de semana, o merecido descanso?
Nem um
nem outro
talvez os dois
talvez nem tanto.
Até onde a licença?
22.12.09 - 18h55min
Surpresa!
E eu
que tanto prezo a mudança
considero mais que deliciosa
a descoberta fantástica da segurança.
22.12.09 - 18h
que tanto prezo a mudança
considero mais que deliciosa
a descoberta fantástica da segurança.
22.12.09 - 18h
Envelhecer
O tempo é amigo das linhas de trem
que cortam os cantos dos olhos
o espaço entre as sobrancelhas
e os cantos da boca.
Só não cortam as línguas de trapo
que insistem em dizer que
depois de passado um tempo
não se pode mais fugir.
Quase sempre é possível evitar
quase sempre é possível impedir
quase sempre é possível poupar-se.
Resta saber
é isso que se quer
ou é isso que é mais fácil cumprir?
Prefiro encarar.
Espinha ereta
força no olhar.
Que as linhas de trem me perspassem
que atravessem minha tez
que contem nos riscos minhas luas todas
e todas as minhas primaveras.
Quem sabe, lá adiante, elas se cruzem
e formem, no derradeiro dia,
o molde perfeito de uma pálida margarida.
22.12.09 - 01h47min
que cortam os cantos dos olhos
o espaço entre as sobrancelhas
e os cantos da boca.
Só não cortam as línguas de trapo
que insistem em dizer que
depois de passado um tempo
não se pode mais fugir.
Quase sempre é possível evitar
quase sempre é possível impedir
quase sempre é possível poupar-se.
Resta saber
é isso que se quer
ou é isso que é mais fácil cumprir?
Prefiro encarar.
Espinha ereta
força no olhar.
Que as linhas de trem me perspassem
que atravessem minha tez
que contem nos riscos minhas luas todas
e todas as minhas primaveras.
Quem sabe, lá adiante, elas se cruzem
e formem, no derradeiro dia,
o molde perfeito de uma pálida margarida.
22.12.09 - 01h47min
Nuvem
Perguntas são respostas
ou provocações
são nós nas telhas de mim
ou o caos total
instalado nas minhas lenhas.
Luz
na escuridão da tarde
nos limites da lucidez
nas imperfeições do sal
sobre a alma nua.
Na primeira meia hora do dia 22.12.09
*Obrigada, Adrebal...rs
ou provocações
são nós nas telhas de mim
ou o caos total
instalado nas minhas lenhas.
Luz
na escuridão da tarde
nos limites da lucidez
nas imperfeições do sal
sobre a alma nua.
Na primeira meia hora do dia 22.12.09
*Obrigada, Adrebal...rs
segunda-feira, 21 de dezembro de 2009
Aposiopese
Se calas
não consinto
não faço vistas grossas
ao silêncio prolongado.
Interrompo-me também
e se reprimo meus dizeres
corro o risco de esquecer
meu discurso costumeiro.
Do mesmo modo
minha vida pára por instantes
e eu examino atentamente outros rumos.
Considero o cuidado mútuo.
Não havendo um
porque o outro haveria?
Aos 3 segundos de 21.12.09
sábado, 19 de dezembro de 2009
Um novo final de ano...
Que todos os dias tenham gosto de picolé de laranja
ou de qualquer outra coisa que te apetecer...
Feliz Natal,
da minha família
para a tua...
19.12.09 - 19h10min
*Obrigada pela companhia ao longo desse ano
espero que estejamos aqui por muitos outros.
sexta-feira, 18 de dezembro de 2009
Aqui
Acendo os faróis que iluminam o nada
noturnas criações de espetáculos
amarrados a microfones baratos...
Des-Ando pela escuridão derramada
dos pêndulos dos relógios antigos.
Ameaço espalhar silêncios e soluços
pelas madrugadas assinadas por alheios braços.
Solto as amarras e as chaves desvalorizo.
Os anéis arranham os dedos
balançam as madeixas ao vento.
Descanso a cabeça no perfume dos travesseiros.
Sentir é espantar-se.
Sou quem me perdoa
de não te ser...
18.12.09 - 22h47min
Meu bem querer
Não quero nada além
do que minha ambição me dita
de tudo o que já tenho
de tudo o que espero ver.
Quero apenas e tão somente
um gole dessa tua vinda
um milímetro do teu prazer nas corridas
e a tua companhia permanente.
Quero o suor dos teus gastos
e o rosto das tuas maçãs.
A força dos teus desejos
e o verde das folhas de hortelã
ao redor das laranjas
e das intenções irmãs.
Eu quero teu desconforto
quando minha visão te fita.
De tudo o que eu quero
o que eu mais quero
é a caixa que leva o teu nome
e que por aí perambula
pelos lados do Guaíba
com tudo o que há em TI...
18.12.09 - 21h58min
do que minha ambição me dita
de tudo o que já tenho
de tudo o que espero ver.
Quero apenas e tão somente
um gole dessa tua vinda
um milímetro do teu prazer nas corridas
e a tua companhia permanente.
Quero o suor dos teus gastos
e o rosto das tuas maçãs.
A força dos teus desejos
e o verde das folhas de hortelã
ao redor das laranjas
e das intenções irmãs.
Eu quero teu desconforto
quando minha visão te fita.
De tudo o que eu quero
o que eu mais quero
é a caixa que leva o teu nome
e que por aí perambula
pelos lados do Guaíba
com tudo o que há em TI...
18.12.09 - 21h58min
Solução
Dançam meus neurônios
na festa de despedida da lucidez
são pesos e peças descalços
no meio das avenidas vaporosas
são sons e dormências
nos fornos das casas sem guardas
sem proteção.
Bailam minhas ilusões
sobre o sangue das feridas expostas
sobre os anéis de um Saturno apagado
pintado na barra do meu vestido azul.
Rodopiam minhas permutas
entes assustados borrados de pó compacto translúcido
nas palmas de trêmulas mãos acidentadas
que não valsam nem falseiam a verdade crua.
Não perco nada do que me pertence
não penduro as chuteiras que nunca tive
nem sinto cócegas com o gás do champagne que não bebi
não bebo
não fumo
não verbalizo o que não sinto
não sopro as dores que me derrubam
nem compartilho as dúvidas que me perturbam o sono
em dia de sol ofuscante
e clara intenção de durar.
Sou treva e vento forte
geleira no norte
fogueira de escravidão.
Sou pretensão e paciência
solta nos prados que desconheço
absorta nos pensamentos
que não suam palavras
nem desmentem canções.
18.12.09 - 21h25min
quinta-feira, 17 de dezembro de 2009
quarta-feira, 16 de dezembro de 2009
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