terça-feira, 26 de fevereiro de 2008

QUINTANARES

"Com o tempo, você vai percebendo que para ser feliz com uma outra pessoa, você precisa, em primeiro lugar, não precisar dela. Percebe também que aquele alguém que você ama (ou acha que ama) e que não quer nada com você, definitivamente não é o alguém da sua vida. Você aprende a gostar de você, a cuidar de você e, principalmente, a gostar de quem também gosta de você. O segredo é não correr atrás das borboletas... é cuidar do jardim para que elas venham até você. No final das contas, você vai achar não quem você estava procurando, mas quem estava procurando por você!"
Mário Quintana - Eterno! 26.02.2008- 21h23min

Criança que ninei



A risada gostosa de bebê

inda mora na garganta

daquela que se fez mulher.

Os primeiros passos relutantes

hoje são firmes e sabem ir;

seguem os caminhos escolhidos

as trilhas, os atalhos, as estradas

que a vida se encarregou de abrir

e os sonhos trataram de pavimentar.



A primeira escola, o primeiro tombo,

a primeira preciosa palavra,

a canção de ninar

e o primeiro salto alto.

Eu vi.

E sei que

a risada do bebê

inda mora na garganta

daquela que sabe o que quer.








Aos 17 minutos do dia 26.02.2008

(Para Carol, minha afilhada e sobrinha amada, no dia do seu aniversário)

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008

Gingado

A missa das seis parou quando ela atravessou a nave. Todos os anjos, solenemente, disseram "Amém"... 25.02.208 - 23h55min *um conto minimalista

Tu

Criar fazer acontecer viver plantar um sonho alternativo colher o fruto doce deixar que escorra o sumo da vida garganta abaixo navegar nas tuas intenções tender a acreditar na verdade que se borda de obstáculos caídos um a um dizer estrelas aprender a voar... 25.02.2008 - 23h23min

Nós

Trilha aberta a fogo improviso do verso que dirá a medida inexistente do que de ti há em mim troca de energia ativa e altiva ultimatum da brasa que arde sem dor brilha a tua estrela em plena luz do dia irradia a esfera de longos tentáculos que me alcançam e ditam a longitude a latitude o ritmo do sangue que me corre impaciente nas veias estremecidas artérias que dão conta desse teu sangue em mim. 25.02.2008 - 23h18min

domingo, 24 de fevereiro de 2008

Intensidade

Tudo muito forte tudo muito inteiro tudo muito perto entranhado no peito feito fio de navalha quente vem rasgando os instantes os delírios, os imprevistos. Tudo muito novo muito presente muito constante. Energia. Vida. 24.02.2008 - 23h43min

sábado, 23 de fevereiro de 2008

Vírtua

Nascer. Nos primeiros passos, cambalear. Nos seguintes, ser salva por ti. Dançar sem música. Mergulhar nas possibilidades. Perder-me. Encontrar direção nas tuas pegadas. Navegarte a toda vela. Corpo. Mente. Coração. Pontos de vida na tela. Virtudes reais. 23.02.2008 - 15h45min (Simone Aver e Roberto Amezquita)

Declaração

Declaro aqui, agora, nesse instante, que minha alma anda em outro corpo. Que meu peito não me pertence. Que meus sonhos são construídos diariamente. Que gosto de tudo o que é natural e espontâneo. Que o rio que me atravessa, é o mesmo que molha os teus pés. Que a vida que escolhi não foi escolhida à toa eu quis a que tivesse espaço pras coisas boas eu quis a que me desse flores e dores e pelo menos um amor verdadeiro pra escrever uma história de sucesso. O sucesso que passa ao largo das bilheterias do que a mídia considera ideal. Declaro que sou feliz. 23.02.2008 - 15h

Pertença

Não sou mais minha não me pertenço mais não me tenho mais em mim troquei de casa moro em ti desde sempre desde quando esperava por ti e não te sabia... No te sabía y sin embargo sabía que vendrías no sé de saber no sé de nada hablo, muevo el microcosmos de tu presencia siempre te supe danzando mi recuerdo infundado siempre sentí que lo que sentía eran tus pasos tu silencio la atmosfera del placer de tu nombre solo un nuevo suspiro de anhelarte me indicó que aún sin saberte te sabía mia poeta amada tu ondular el camino tu improvizar la nada ando tu sombra desde que la luz nos dejo otro tiempo desde que la luna perdió el hilo de la marea y no más marionetas giraron entre el alba otra ves surge de ti, en ti, contigo, un asomo cruzado de ésporas luminosos somos desde siempre somos... Sei que me ouves nas horas do dia nas horas da noite, nas madrugadas, e vens ao meu encontro pra fazer parte do meu sangue pra respirar por mim pra percorrer os centímetros da minha pele que é tua da minha alma que dança pra ti dos meus instantes todos que te entrego sem medo dos meus sonhos que incluem os teus do que fui e do que sou do que viremos a ser... pele da minh'alma olhar que me atravessa mãos que alisam todas as curvas e exploram todas as possibilidades... Tua Tuyo 23.02.2008 - 02h29min (Roberto Amezquita e Simone Aver)

Catarse

São tuas as mãos que carinhosamente descortinam as presenças de teus outros nos centímetros da minha pele. Música. Tens música nas mãos. A mais perfeita já composta. Melodia sentida pelos poros dançada nos olhos, num crescendo... ...me laté más rápido el corazón más perto de ti mi respiración ha cambiado el alma esta entre ti es contigo... Catártico encontro d'almas... 23.02.2008 - 01h12min (Simone Aver e Roberto Amezquita)

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008

Contexto???

Latejantes vocábulos soltos interjeições descontextualizadas histórias entrecortadas e lacrimejantes olhos de dentro dos D O I S... Es una larga sensación de volar de caer de un precipicio... Poema único escrito a quatro mãos. As minhas e as tuas entrelaçadas, no encontro febril.... SOMOS SOMOS 23.02.2008 - 02h (Simone Aver e Roberto Amezquita)

Tua

Tua língua passeia pelas minhas palavras porque a ti pertencem meus gestos meus gostos, meus sais, meus suspiros todos. Teus são meus nervos de aço o que eu acho, o que eu penso, suspeito, acredito e repasso. Meus versos, meus reversos, paranóias, neuroses e ilusões. Meus acertos, medos, confusões. Confortos, saudades, intenções. Minhas mãos, estendidas pra ti. 23.02.2008 -14h27min

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008

Tantra

Arrepio sopro leve no ouvido sabor de sal na língua pele espaço preenchido suspensão de delírios propensão ao soluço terremoto tremor de pernas torpor de idéias confusões mentais nos movimentos dos membros embrionário desejo olhos postos nos olhos do outro observação mútua vertigem sedução. 20.02.2008- 23h59min

Espera II

O sonho demorou tanto que o sono foi embora. E trancou a porta, ao sair.... 20.02.2008 - 18h12min

De vinhos e escolhas

Devidamente escolhida, a taça quebrada. O vinho partido na mesa o riso partilhado no chão. O pão e o queijo e a uva a parte que te cabe na colheita madura o sentimento de mais valia... A longa viagem estende os braços alonga o espaço e a espera dura. O riso servido com pão. A rosa partida na mesa. O vinho rosé na taça. A tênue linha tensa... 20.02.2008 - 01h34min

terça-feira, 19 de fevereiro de 2008

tempo

... o tempo? Areia escorrida entre os d e d o . . . . . . . s . . . . . . . . 19.02.2008 - 21h58min

Confissão

Já te sentiste tão só a ponto de poder tocar a solidão como se fora um ente, passível de abraço? Foi assim que me senti todo o dia de ontem e esse início de dia de hoje...
P r o f u n d a m e n t e
Só
19.02.2008 - 02h10min

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008

Imunidade

Um dia, a noite te pega. E tu descobres que não estavas imune... ao medo da escuridão... 08.02.2008 - 02h07min

Espera

O sono demorou tanto, que os sonhos chegaram antes dele... 18.02.2008 - 02h02min

O Segredo

De repente, simples como quem encontra uma agulha no palheiro, descobriu o segredo. E um segredo descoberto vira notícia certa.... 18.02.2008 - 02h