Onde fica a frente?
Como se 'chega lá'?
Tudo depende de perspectiva?
Se morro um pouco a cada dia
porque deixo pra me arrepender
quando não existe mais possibilidade
dos meus erros consertar?
Ser feliz é o contrário de ser triste?
A memória genética comporta outras vidas?
Outras vidas explicariam minha falta de memória?
O remédio é a fórmula ou o preço da etiqueta?
O perigo mora na procura?
Desistir pode ser escolher outro começo?
Uma grande jornada começa pelo primeiro passo
ou antes do primeiro pensamento?
E se todos fôssemos iguais?
Os gênios entendem o mundo?
Quantos versos são necessários
pra desabafar?
A resposta mora mesmo na pergunta?
.
.
.
16.01.2010 - 02h03min
sábado, 16 de janeiro de 2010
sexta-feira, 15 de janeiro de 2010
Exílio
Sou esse arrepio que correu pela tua espinha quando sentiste tu'alma tremer.
Sou teu contra
e o meu favor.
A tua perdição
a petição de miséria
assinada aprovação.
Sou o termo extinto
e a vida eterna.
O côncavo
e o infinito.
Eu sou o todo
e tu, em mim...
15.01.2010 - 05h24min
Sou teu contra
e o meu favor.
A tua perdição
a petição de miséria
assinada aprovação.
Sou o termo extinto
e a vida eterna.
O côncavo
e o infinito.
Eu sou o todo
e tu, em mim...
15.01.2010 - 05h24min
Concepção
Jogue-me uma semente
deixe uma migalha cair
cuspa-me um 'ai'
e disso farei minha poesia.
Não precisa rebuscar
palavras antigas lidas
n'algum remoto lugar.
Desnecessário criar outra esfera
ou fingir um recomeço.
Inútil pesquisar belezas
nos partos vividos por outrem.
Quero esses teus suores noturnos
a vida que brota de ti agora.
Quero tuas experiências particulares
e as construções que eu vi.
Quero teu sangue e tua alma
pra injetar nesses meus versos
e por eles dizer
que a poesia é fruto da vida
da voz que agora grita
da unha cravada na pele
da divisão perdida.
A poesia é fruto da tua seiva
combinada co'a minha.
Fala.
Reclama.
Pranteia.
São teus olhos
que eu desenho aqui.
15.01.2010 - 04h56min
deixe uma migalha cair
cuspa-me um 'ai'
e disso farei minha poesia.
Não precisa rebuscar
palavras antigas lidas
n'algum remoto lugar.
Desnecessário criar outra esfera
ou fingir um recomeço.
Inútil pesquisar belezas
nos partos vividos por outrem.
Quero esses teus suores noturnos
a vida que brota de ti agora.
Quero tuas experiências particulares
e as construções que eu vi.
Quero teu sangue e tua alma
pra injetar nesses meus versos
e por eles dizer
que a poesia é fruto da vida
da voz que agora grita
da unha cravada na pele
da divisão perdida.
A poesia é fruto da tua seiva
combinada co'a minha.
Fala.
Reclama.
Pranteia.
São teus olhos
que eu desenho aqui.
15.01.2010 - 04h56min
Crença
Eu acreditava antes de saber
hoje eu acredito porque
provei senti toquei fugi e voltei atrás
acredito pq é real
inda que não se possa deter.
Acredito na utopia
na empatia
e na alegria.
Acredito em ti
em mim
e no terceiro quarto vazio
que
acredito
transbordará de razões
pra eu permanecer.
Acredito em tudo o que for bom acreditar.
15.01.2010 - 4h41min
Publicado na Comunidade BOA NOVA, UMA UTOPIA,
no Orkut, uma de minhas respostas ao tópico 'Eu acredito pq'
hoje eu acredito porque
provei senti toquei fugi e voltei atrás
acredito pq é real
inda que não se possa deter.
Acredito na utopia
na empatia
e na alegria.
Acredito em ti
em mim
e no terceiro quarto vazio
que
acredito
transbordará de razões
pra eu permanecer.
Acredito em tudo o que for bom acreditar.
15.01.2010 - 4h41min
Publicado na Comunidade BOA NOVA, UMA UTOPIA,
no Orkut, uma de minhas respostas ao tópico 'Eu acredito pq'
Infinita SAUDADE ou Recaída
Não sei que estranha agonia me deu
um ponto no espaço
e lá estava eu.
A saudade é um aperto fundo
que rasga os pontos
derruba os muros
e entrega as forças.
É quase um ente
com vontade própria
e dor infinita.
Os ais, gemidos e manquejos
próprios da fatal doença
acometem de repente
afiadas facas duras
cortantes instrumentos pagãos.
E tu
nem sonhas
nem lembras
nem cogitas
a existência negada
que no feminino peito arde.
Ferida.
15.01.2010 - 03h44min
um ponto no espaço
e lá estava eu.
A saudade é um aperto fundo
que rasga os pontos
derruba os muros
e entrega as forças.
É quase um ente
com vontade própria
e dor infinita.
Os ais, gemidos e manquejos
próprios da fatal doença
acometem de repente
afiadas facas duras
cortantes instrumentos pagãos.
E tu
nem sonhas
nem lembras
nem cogitas
a existência negada
que no feminino peito arde.
Ferida.
15.01.2010 - 03h44min
Esconderijo
Direi do poeta
que ele é um verso maldito
escandalosa rima doída
barulhenta estrofe dita.
Direi que foi paixão e loucura
ou reviravolta de um escrivão fantasma
que devorou a rua
e deliberou a frase sarcástica.
Do poeta direi calúnias
e incentivarei a prova
que incrimina as luvas
as mesmas que jamais foram usadas.
Do poeta cantarei deveras
despedirei as metades caras
dissiparei as brumas.
Direi do poeta a memória
e a calada ciência da vida
sem toldos nem gotas de orvalho
sem anjos ou mãos ressentidas.
Dele colherei as lágrimas
e saquearei o verso descrito
na última estrela mentida
no passo gigante do homem na lua.
Dele direi demências
e denunciarei a bainha
o lençol revolto
o voo dormido.
Nele disfarçarei meus medos
fobias e empecilhos.
Vestirei meus olhos.
Roubarei meus quilos.
Armarei as rotas.
Conhecerei meus vazios.
No poeta.
Do poeta em mim.
15.01.2010 - 02h37min
que ele é um verso maldito
escandalosa rima doída
barulhenta estrofe dita.
Direi que foi paixão e loucura
ou reviravolta de um escrivão fantasma
que devorou a rua
e deliberou a frase sarcástica.
Do poeta direi calúnias
e incentivarei a prova
que incrimina as luvas
as mesmas que jamais foram usadas.
Do poeta cantarei deveras
despedirei as metades caras
dissiparei as brumas.
Direi do poeta a memória
e a calada ciência da vida
sem toldos nem gotas de orvalho
sem anjos ou mãos ressentidas.
Dele colherei as lágrimas
e saquearei o verso descrito
na última estrela mentida
no passo gigante do homem na lua.
Dele direi demências
e denunciarei a bainha
o lençol revolto
o voo dormido.
Nele disfarçarei meus medos
fobias e empecilhos.
Vestirei meus olhos.
Roubarei meus quilos.
Armarei as rotas.
Conhecerei meus vazios.
No poeta.
Do poeta em mim.
15.01.2010 - 02h37min
Gostar e cuidar
A deixar de proteger os flancos
melhor entregar as armas
e dar-se por vencido.
Se o território te agrada
e se ele a ti prefere
trata de cercar suas entradas
regar-lhe as flores
podar os espinhos.
Se não o fizeres
outro fará.
15.01.2010 - 02h18min
quinta-feira, 14 de janeiro de 2010
Ciência
A abstração da coerência é filosofia.
O cúmulo dessa abstração
não poderia ser nada
além de
poesia...
14.01.2010 - 18h32min
Anuário
Este ano
todos os passos
marcados de estrelas
todas as flechas
pintadas de neon
todas as têmporas
protegidas
todos os enganos
confinados.
Este ano
tudo outra vez...
14.01.2010 - 17h01min
todos os passos
marcados de estrelas
todas as flechas
pintadas de neon
todas as têmporas
protegidas
todos os enganos
confinados.
Este ano
tudo outra vez...
14.01.2010 - 17h01min
Iluminado
Um sopro de luz
da tua luz
jovem e pulsante
por entre as frestas
da porta lacrada.
Nenhuma dor impede a vida.
14.01.2010 - 15h11min
Quadro
São azuis as evidentes concorrências
e as rimas se sucedem nas canções
que não ouço
por absoluta comoção.
O trânsito impede a ponta da linha
e a agulha arremata o nó
no quartzo do relógio de pêndulo
que dói em mim.
Do outro lado, ninguém.
O eco mudo
o espelho aos cacos
a fechadura atarraxada no brinco.
O status quo questionado
nas ruas escuras e desertas
de um distante sentir.
As legendas não dominam as cenas
e os domingos são outros dias
mais iguais que os seguintes.
As mensagens se acumulam na caixa de Pandora
onde persiste a esperança
ou de onde emergem demônios e dragões
famintos de cinza avermelhada.
Nem choro nem ranger de dentes
só um suspiro quase inaudível
e um lenço branco
esquecido na soleira da janela.
Fecho o arquivo.
Outras pastas aguardam significados...
14.01.2010 - 15h
e as rimas se sucedem nas canções
que não ouço
por absoluta comoção.
O trânsito impede a ponta da linha
e a agulha arremata o nó
no quartzo do relógio de pêndulo
que dói em mim.
Do outro lado, ninguém.
O eco mudo
o espelho aos cacos
a fechadura atarraxada no brinco.
O status quo questionado
nas ruas escuras e desertas
de um distante sentir.
As legendas não dominam as cenas
e os domingos são outros dias
mais iguais que os seguintes.
As mensagens se acumulam na caixa de Pandora
onde persiste a esperança
ou de onde emergem demônios e dragões
famintos de cinza avermelhada.
Nem choro nem ranger de dentes
só um suspiro quase inaudível
e um lenço branco
esquecido na soleira da janela.
Fecho o arquivo.
Outras pastas aguardam significados...
14.01.2010 - 15h
Surpresa
Dizia o poeta que depois da luz segue-se a noite escura
então, digo eu, o oposto também é a verdade crua.
Foi o que eu vi, foi o que ouvi e o que pude perceber nessa jornada de hoje.
E quando tudo parecia igual
sem nenhuma significativa alteração
sem perspectiva
nem de mudança a alusão,
depois de sacramentada minha jura,
tu chegaste.
Vieste silencioso e leve
no abraço da madrugada.
Sem cuidado ou pudor
descortinaste tua história
perfumada de verdade.
Teria sido um susto
talvez fatal queda
não fosse tua quase infantil inocência.
E agora?
D'onde a força pra resistir?
Mas pra que resistir
se nada me prende
e nada me impede
de arriscar-me à descoberta
de tudo o que contigo tens aí?
Silencioso e leve chegaste
no suave abraço da madrugada.
Ao partir, sonolento e doce,
deixaste, de presente,
um beijo de sol desse teu campo bom.
E eu não poderia resistir...
14.01.2010 - 6h50min
Boa noite... ou seria Bom dia?
Amanhecer
As noites esvaziam
as mesmas rotinas
escoam as desculpas
e uma insensível desfaçatez.
As madrugadas arrepiam
as castanhas formas arredondadas
das retinas cansadas
no límpido olhar de última vez.
O dia rompe o absurdo
com sol ou sem ele
a vida segue o curso
té que se rompa a veia...
14.01.2010 - 02h43min
as mesmas rotinas
escoam as desculpas
e uma insensível desfaçatez.
As madrugadas arrepiam
as castanhas formas arredondadas
das retinas cansadas
no límpido olhar de última vez.
O dia rompe o absurdo
com sol ou sem ele
a vida segue o curso
té que se rompa a veia...
14.01.2010 - 02h43min
Armadilha
Algumas perguntas
deixo de fazer
por educação.
Algumas respostas
finjo que não sei
por absoluta covardia.
O que acaba comigo
é não ter aprendido ainda
que cair sempre na mesma armadilha
é o preço das tais respostas
que eu minto não conhecer.
14.01.2010 - 01h20min
deixo de fazer
por educação.
Algumas respostas
finjo que não sei
por absoluta covardia.
O que acaba comigo
é não ter aprendido ainda
que cair sempre na mesma armadilha
é o preço das tais respostas
que eu minto não conhecer.
14.01.2010 - 01h20min
quarta-feira, 13 de janeiro de 2010
Consciência
Um dia se é triste
no outro já se esqueceu
não é questão de leviandade
ou de perseguição
destino
sina
fado
e outros sinônimos
quantos se queira alternar
ou diluir nos fatos.
É questão de vida
e dos saltos que a vida dá.
Se são alegres ou são tristes
o valor não reside neles
mas no que nos resta
apesar e além do que existe.
13.01.2010 - 21h02min
Enquanto constato que um prato de Miojo bem temperado
tem seu valor no meu quinhão de alegria desse dia.
Amanhã outro haverá... E assim é a vida. Um dia de cada vez.
Pra todos nós...
no outro já se esqueceu
não é questão de leviandade
ou de perseguição
destino
sina
fado
e outros sinônimos
quantos se queira alternar
ou diluir nos fatos.
É questão de vida
e dos saltos que a vida dá.
Se são alegres ou são tristes
o valor não reside neles
mas no que nos resta
apesar e além do que existe.
13.01.2010 - 21h02min
Enquanto constato que um prato de Miojo bem temperado
tem seu valor no meu quinhão de alegria desse dia.
Amanhã outro haverá... E assim é a vida. Um dia de cada vez.
Pra todos nós...
Orfandade
Um dia se descobre
que o outro não era
assim tão inteligente
assim tão importante
assim tão interessante
quanto se imaginava ser.
Nesse dia fica-se meio órfão
não do outro
mas do que se pensava
ele significar.
O luto é duro e triste
mas passa
como tudo nessa vida
como tudo em qualquer vida
como tudo deveria ser....
13.01.2010 - 21h
que o outro não era
assim tão inteligente
assim tão importante
assim tão interessante
quanto se imaginava ser.
Nesse dia fica-se meio órfão
não do outro
mas do que se pensava
ele significar.
O luto é duro e triste
mas passa
como tudo nessa vida
como tudo em qualquer vida
como tudo deveria ser....
13.01.2010 - 21h
Interligados
O Haiti balança
desmorona alguma coisa aqui
talvez só coincidência
talvez a possibilidade
de afinal não haver diferença
entre os quilômetros de distância
e homens igualmente arruinados
na mesma essência.
13.01.2010 - 20h
desmorona alguma coisa aqui
talvez só coincidência
talvez a possibilidade
de afinal não haver diferença
entre os quilômetros de distância
e homens igualmente arruinados
na mesma essência.
13.01.2010 - 20h
Preferência
Mudei de ideia
compreendi o todo
limitei minha postura
ponderei minha razão.
Comprei um espaço livre
aumentei os selos
selecionei as portas
melhorei as rotas
assumi minha posição.
Evidenciei a escolha
optei pela solidão...
13.01.2010 - 18h47min
Canção
http://www.youtube.com/watch?v=gQ_G5k6FBPw&feature=related
Como diria o Brunno, hoje eu sou essa canção...rs...
13.01.2010 - 18h
Como diria o Brunno, hoje eu sou essa canção...rs...
13.01.2010 - 18h
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