E se a lã do sol
quebra a noite fria
raios de nylon descolam
as unhas e as energias
pra compartilhar de sonhos e euforias.
Essas mesmas
que inundaram as avenidas
os bares, os movimentos, as testemunhas
do que pra nós foi mais que estrela
Universo desenhado em domínios
os teus e os meus
finamente combinados.
07.12.2010 - 05h31min
terça-feira, 7 de dezembro de 2010
Diferença
As manhãs continuam geladas
polainas de lã
nas canelas frias
cortante som de pássaros
desafios.
No entanto, há qualquer coisa
que não conheço
que difere do de sempre
que eu sempre tive.
Suspeito
seja a tua lembrança.
07.12.2010 - 05h23min
polainas de lã
nas canelas frias
cortante som de pássaros
desafios.
No entanto, há qualquer coisa
que não conheço
que difere do de sempre
que eu sempre tive.
Suspeito
seja a tua lembrança.
07.12.2010 - 05h23min
Despedida
Todas as despedidas
deveriam ser assim
sem dor
nem lágrim'alguma
sem precipitação
ou palpitação outra
que não a d'uma
algodoada saudade.
As despedidas
acenos leves d'alegrias
vividas
por isso mesmo merecedoras
da mais tenra harmonia.
07.12.2010 - 05h02min
deveriam ser assim
sem dor
nem lágrim'alguma
sem precipitação
ou palpitação outra
que não a d'uma
algodoada saudade.
As despedidas
acenos leves d'alegrias
vividas
por isso mesmo merecedoras
da mais tenra harmonia.
07.12.2010 - 05h02min
Vestígios
Apagar outros vestígios?
Que vestígios
se desintegraste toda possibilidade
d'outras existências
que não a tua?
07.12.2010 - 4h45min
Que vestígios
se desintegraste toda possibilidade
d'outras existências
que não a tua?
07.12.2010 - 4h45min
Simples assim
Eu quero a matéria prima dos meus versos
essa mesma que eu toco
e que dissolvo sobre a folha
feito experiência química
na física do que me proponho:
ser tua, eternamente...
Nos primeiros 11 minutos do dia 07/12/2010
essa mesma que eu toco
e que dissolvo sobre a folha
feito experiência química
na física do que me proponho:
ser tua, eternamente...
Nos primeiros 11 minutos do dia 07/12/2010
Realidade
Não
sonho não foi
foi vida e valor palpável
maciez nas marcas
e aspereza nos fios.
Não
sonho não foi
foi sentimento exposto
pra ser impresso na mente
e ali permanecer.
Sonho vivido
vira palavra
poesia fervida no pulso
servida em porcelana importada
e-terna
em sua fragilidade
frágil
em sua infinitude.
Aos 5 segundos do dia 07/12/2010
Ó, meu pobre, meu grande amor distante,
nem sabes tu o bem que faz à gente
haver sonhado... e ter vivido o sonho!
(Mário Quintana)
sonho não foi
foi vida e valor palpável
maciez nas marcas
e aspereza nos fios.
Não
sonho não foi
foi sentimento exposto
pra ser impresso na mente
e ali permanecer.
Sonho vivido
vira palavra
poesia fervida no pulso
servida em porcelana importada
e-terna
em sua fragilidade
frágil
em sua infinitude.
Aos 5 segundos do dia 07/12/2010
Ó, meu pobre, meu grande amor distante,
nem sabes tu o bem que faz à gente
haver sonhado... e ter vivido o sonho!
(Mário Quintana)
segunda-feira, 6 de dezembro de 2010
Possível
Long Play dos sons dos risos
ridos nas madrugadas
em que os vizinhos desejaram
a morte de nós dois.
E se os plantões nos sonham
e os futuros aceleram a saudade,
a lembrança mantém vivo
o edredon macio e mudo
nas letras das canções
declaradas com A no começo
princípio de estado das coisas sem peso
prazerosamente ligadas
pela beleza do dia D.
06.12.2010 - 23h50min
ridos nas madrugadas
em que os vizinhos desejaram
a morte de nós dois.
E se os plantões nos sonham
e os futuros aceleram a saudade,
a lembrança mantém vivo
o edredon macio e mudo
nas letras das canções
declaradas com A no começo
princípio de estado das coisas sem peso
prazerosamente ligadas
pela beleza do dia D.
06.12.2010 - 23h50min
domingo, 5 de dezembro de 2010
Fetiche
Chegaste antes ao nosso destino compartilhado
e ao ponto final da tua partida.
Eu vim depois
inda que antes tenha nascido.
Entre nós, as estradas estendidas.
Mãos dadas.
Inusitado enlaçar de nossas vidas.
As minhas preferências, e as tuas
em Porto Alegre a acolhida.
Nenhum outro
tão perfeito encaixe.
Nossas dobras
de quilômetros separadas
agora já não são mais duas
são juntas ou separadas
uma única e branca névoa
pelas tuas mãos macias validada.
Tu chegaste antes
manchado com meu sangue
de carne crua.
Recitar poemas ao pé do ouvido
cantarolar, no meio da rua
sem saber de que lado fica a lua
se em teu olhar de feitiço
se em meu poder de mulher nua.
Fetiche.
05.12.2010 - 14h12min
e ao ponto final da tua partida.
Eu vim depois
inda que antes tenha nascido.
Entre nós, as estradas estendidas.
Mãos dadas.
Inusitado enlaçar de nossas vidas.
As minhas preferências, e as tuas
em Porto Alegre a acolhida.
Nenhum outro
tão perfeito encaixe.
Nossas dobras
de quilômetros separadas
agora já não são mais duas
são juntas ou separadas
uma única e branca névoa
pelas tuas mãos macias validada.
Tu chegaste antes
manchado com meu sangue
de carne crua.
Recitar poemas ao pé do ouvido
cantarolar, no meio da rua
sem saber de que lado fica a lua
se em teu olhar de feitiço
se em meu poder de mulher nua.
Fetiche.
05.12.2010 - 14h12min
Histórico
Porto Alegre já não é a mesma. Agora, o cheiro dela tem um fundo que eu conheço, e que foge à maioria, exceto aos poucos que nos viram juntos e adivinharam que, da minha pele, era o teu suor que escorria.
Aviões, ônibus, táxis, transeuntes, panos de fundo de uma história que não se inicia, já que quase aniversaria, mas que se alimenta das tuas pupilas, nas minhas satisfeitas íris.
As ruas andaram em câmera lenta e até os minutos, inimigos de todos os amantes, compartilharam e condescenderam dessa nossa alegria.
Os vizinhos, ou odiaram, ou sorriram, complacentes. Viver de amor é sucesso garantido, de um lado ou outro do contraditório sistema de assuntos do dia.
Nada mais lindo que a tua barriga, molhada de chuveiro, depois das minhas marcas, tatuadas nos teus pelos.
Pelo jeito, Porto Alegre se encolhia, nas últimas madrugadas quentes, em que teu corpo me continha, e eu compunha versos incoerentes e balbucios permanentes, na tua orelha, atenta de mordidas.
Palco de madura energia, a cidade que me pratica respeitou a ansiedade do primeiro início, suco de sopro esperado, que nem eu, nem tu, evitamos viver.
Depois do conforto, o sossego, medido a palmos, insuficiente, por ser infinito.
E se foi apenas um breve fim de semana, não tão breve foi teu beijo, ainda plantado na minha garganta, na despedida.
"Voa e canta, enquanto resistirem as asas"*, concretizada transformação alquímica, do que já foi vidro, e que o Guaíba, os corredores de ônibus e as avenidas, testemunharam virar real diamante.
Porto Alegre já não é a mesma; na pele dela escorre agora a tua gota, e a minha.
Sem reservas.
Só venturas.
05.12.2010 - 13h15min
*O VOO - Menotti Del Picchia
*O VOO - Menotti Del Picchia
Bem
Tantas pontas nuas
nuances de espátulas
e plantas de pés descalços.
Tantas horas confirmadas
nas felpas dos fios
nas plumas dos lençois
manchados com meu sangue
curados com teu sal.
Feitiço feito a ferro e tempo
exigido nó presente
na capa do disco
qu'inda não ouvi
(por isso, invento).
Meu nome no teu grito
argumento único da tua chegada.
Sensação de prazer cumprido
na mancha no chão do quarto
testemunha da tua doce investida.
Teu sono tranquilo.
O fim não termina
quando anuncia o novo começo.
Na despedida
recuso a tristeza
saciada que me sinto
de alegrias.
Outros planos
diferentes dos já tidos.
Pontas de barbantes molhados
vasos de estrelas
posições estapafúrdias
contas que não fecham
- nem deveriam -.
A união faz a força da energia.
Urgência resolvida
agora é cuidar da lembrança
e
assim
à distância
permanecer alimentando
o mais bonito dos meus dias...
05.12.2010 - 12h45min
nuances de espátulas
e plantas de pés descalços.
Tantas horas confirmadas
nas felpas dos fios
nas plumas dos lençois
manchados com meu sangue
curados com teu sal.
Feitiço feito a ferro e tempo
exigido nó presente
na capa do disco
qu'inda não ouvi
(por isso, invento).
Meu nome no teu grito
argumento único da tua chegada.
Sensação de prazer cumprido
na mancha no chão do quarto
testemunha da tua doce investida.
Teu sono tranquilo.
O fim não termina
quando anuncia o novo começo.
Na despedida
recuso a tristeza
saciada que me sinto
de alegrias.
Outros planos
diferentes dos já tidos.
Pontas de barbantes molhados
vasos de estrelas
posições estapafúrdias
contas que não fecham
- nem deveriam -.
A união faz a força da energia.
Urgência resolvida
agora é cuidar da lembrança
e
assim
à distância
permanecer alimentando
o mais bonito dos meus dias...
05.12.2010 - 12h45min
Adonada
Ser tua.
Ter teu fôlego
beber teu sal
suar a exaustão tida.
Rir do medo
saciar a fome
lavar a ferida.
Nascer sem dor
a planta da vida.
Provocar soluços.
Oferecer guarida.
Ser tua.
Sem sentenças
sem reservas
sem malícias.
Multiplicar minutos
alternar lados
lubrificar a sina.
Ser tua.
Ajoelhar mantras sagrados
salivar teu nome santo
na minha língua molhada.
E, na tua,
ser eu,
despida...
05.12.2010 - 12h20min
Ter teu fôlego
beber teu sal
suar a exaustão tida.
Rir do medo
saciar a fome
lavar a ferida.
Nascer sem dor
a planta da vida.
Provocar soluços.
Oferecer guarida.
Ser tua.
Sem sentenças
sem reservas
sem malícias.
Multiplicar minutos
alternar lados
lubrificar a sina.
Ser tua.
Ajoelhar mantras sagrados
salivar teu nome santo
na minha língua molhada.
E, na tua,
ser eu,
despida...
05.12.2010 - 12h20min
Furor
Alcançar o ponto exato
é quase queda abísmica.
Adentrar segredos insondáveis
é produzir outros tantos
assuntos de guitarras
e sussurros, murmúrios e beijos.
Minhas sandálias calçam teus braços,
meus apertos, laços prenhes
de leite vivo e espasmos.
Sou qualquer coisa fora de mim
que te arranha
às entradas da casa
e supõe as pressas
nas afiadas garras da cama.
Deito teu ombro em minha cabeça
teus odores aguardam meus cheiros
perfumes de toda nossa espera sofrida.
Alimentar os alcances
é fúria de fome
do que de fora veste
posto já estarmos donos de dentro
dos lados e a postos
para mais uma cartada do destino.
Renovadas forças
de renomado poderio.
Amor de fúria.
Heavy Metal...
05.12.2010 - 12h
é quase queda abísmica.
Adentrar segredos insondáveis
é produzir outros tantos
assuntos de guitarras
e sussurros, murmúrios e beijos.
Minhas sandálias calçam teus braços,
meus apertos, laços prenhes
de leite vivo e espasmos.
Sou qualquer coisa fora de mim
que te arranha
às entradas da casa
e supõe as pressas
nas afiadas garras da cama.
Deito teu ombro em minha cabeça
teus odores aguardam meus cheiros
perfumes de toda nossa espera sofrida.
Alimentar os alcances
é fúria de fome
do que de fora veste
posto já estarmos donos de dentro
dos lados e a postos
para mais uma cartada do destino.
Renovadas forças
de renomado poderio.
Amor de fúria.
Heavy Metal...
05.12.2010 - 12h
sábado, 27 de novembro de 2010
Sexta-feira
Recupero meus humores
muito embora meus versos
estejam indefinidos
entre uma e outra ansiedade
que desfio, desde sexta,
quando meus risos ganharam razão.
Desde sexta, meu sexto sentido aguçado
anda alvoroçado
dançando metais de algodão
rareando os efeitos contrários
enfeitando os acordes, as guitarras,
os anéis, as correntes, os acordos,
as cordas que amarram as minhas vertentes
às tuas.
Não é só a tristeza que me impede a letra
essa satisfação que me atinge a'lma
me deixa muda, paralisa-me os dedos
enrijece-me o verbo.
Não escrevo.
De repente, minha poesia é um sorriso
e ele me basta.
Desde sexta...
27.11.2010 - 22h39min
muito embora meus versos
estejam indefinidos
entre uma e outra ansiedade
que desfio, desde sexta,
quando meus risos ganharam razão.
Desde sexta, meu sexto sentido aguçado
anda alvoroçado
dançando metais de algodão
rareando os efeitos contrários
enfeitando os acordes, as guitarras,
os anéis, as correntes, os acordos,
as cordas que amarram as minhas vertentes
às tuas.
Não é só a tristeza que me impede a letra
essa satisfação que me atinge a'lma
me deixa muda, paralisa-me os dedos
enrijece-me o verbo.
Não escrevo.
De repente, minha poesia é um sorriso
e ele me basta.
Desde sexta...
27.11.2010 - 22h39min
domingo, 21 de novembro de 2010
Avenidas
Avenidas são sombras de dúvidas
abertas diante das nossas fuças
funcionadas lembranças liberais
signos de esteiras
e estreitas entradas paradoxais.
Nem sempre suposições reais.
Nem sempre opções possíveis.
Talvez poesias mal terminadas
ou sequer pensadas
ou não?
intencionais.
21.11.2010 - 18h18min
abertas diante das nossas fuças
funcionadas lembranças liberais
signos de esteiras
e estreitas entradas paradoxais.
Nem sempre suposições reais.
Nem sempre opções possíveis.
Talvez poesias mal terminadas
ou sequer pensadas
ou não?
intencionais.
21.11.2010 - 18h18min
segunda-feira, 15 de novembro de 2010
Parabólica
destilo respostas prontas.
O que vês é meu corpo
instrumento de sopro
das vozes que me rondam
e que inventam a poesia que lês
assinada pelos nós dos meus dedos
mas não por mim
posto ser de fora de mim
que me nascem os versos feitos.
Feitio de esporádicos espasmos
minhas formas ensinam
insinuam teus membros
nas minhas curvas expostas.
Janelas de vidro fosco
sem freios temperados
futuros escalpos dos dias
que não foram de ninguém
para além dos limites estabelecidos.
Proposta tua.
15.11.2010 - 17h47min
quarta-feira, 10 de novembro de 2010
Admiração virá atração
DO VERSO SEM RIMAS OU ACENTOS
PINTADOS POR TUAS MÃOS DE RENDA
FIZ ORAÇÃO E ENCANTAMENTO
ATRAIO UM POEMA
ADMIRO UM RISO
PRENDO UM COLAPSO
LIBERTO UM DESEJO
SE COMENTO A GULA
E RISCO UM LIMITE FRONTEIRIÇO
É QUE TE QUERO HORIZONTE
DO VERSO SEM RIMAS
SEM ACENTOS
MAS COM TUAS MÃOS DE QUEIXO
NAS CURVAS DOS MEUS VERBOS
PENSAMENTOS.
10.11.2010 - 02h08min
PINTADOS POR TUAS MÃOS DE RENDA
FIZ ORAÇÃO E ENCANTAMENTO
ATRAIO UM POEMA
ADMIRO UM RISO
PRENDO UM COLAPSO
LIBERTO UM DESEJO
SE COMENTO A GULA
E RISCO UM LIMITE FRONTEIRIÇO
É QUE TE QUERO HORIZONTE
DO VERSO SEM RIMAS
SEM ACENTOS
MAS COM TUAS MÃOS DE QUEIXO
NAS CURVAS DOS MEUS VERBOS
PENSAMENTOS.
10.11.2010 - 02h08min
segunda-feira, 8 de novembro de 2010
Eternal
Não sigo teus passos de perto
providencio outros caminhos
literalmente avaros de ideias.
Ideais são as compressas
de gelo seco e de entrevistas
que visam conhecer-te os olhos.
Árduo monumento impróprio.
Ampla conquista de sais.
Sacra arte perdida
nas curvas dos tempos de agora.
Tu, escondido nos meus dedos
dedilhado nas pupilas dos meus olhares
inventado nas dobras da minha cintura
criado, a partir da canção que eu ouvi.
Tu, que eu desconheço os apelos
apesar dos pontos suspeitos
e das entradas diárias nos meus lamentos
lançamentos de dardos incendiados
de trufas e torturas magníficas.
Não consigo teus traços dispersos
mortos na guerra que eu faço
pra te manter assim mesmo
dentro dos limites que te imponho
pra proteger minha pele
do vício que me serias
caso tivesses a faculdade
de me alcançar.
08.11.2010 - 02h05min
http://www.youtube.com/watch?v=d8RYUZT57XA&feature=artistob&playnext=1&videos=WSaOV-exwhI
providencio outros caminhos
literalmente avaros de ideias.
Ideais são as compressas
de gelo seco e de entrevistas
que visam conhecer-te os olhos.
Árduo monumento impróprio.
Ampla conquista de sais.
Sacra arte perdida
nas curvas dos tempos de agora.
Tu, escondido nos meus dedos
dedilhado nas pupilas dos meus olhares
inventado nas dobras da minha cintura
criado, a partir da canção que eu ouvi.
Tu, que eu desconheço os apelos
apesar dos pontos suspeitos
e das entradas diárias nos meus lamentos
lançamentos de dardos incendiados
de trufas e torturas magníficas.
Não consigo teus traços dispersos
mortos na guerra que eu faço
pra te manter assim mesmo
dentro dos limites que te imponho
pra proteger minha pele
do vício que me serias
caso tivesses a faculdade
de me alcançar.
08.11.2010 - 02h05min
http://www.youtube.com/watch?v=d8RYUZT57XA&feature=artistob&playnext=1&videos=WSaOV-exwhI
Ex-vi
Se hoje faço poesia
é que a folha me define
nas letras dispersas que aliviam-me os medos
e incendeiam meu futuro mistério.
Se hoje rasuro linhas
entre uma e outra costela fraca
sanciono alicerces de plástico
em botões de rosas rasgados.
Lúcidas conferências imaginárias.
Confiro tons de lilás às promessas
e recolho restos de rupturas passadas
pra não ficar completamente nua de memórias gastas.
Se hoje despejo versos
nas alamedas aleatórias sem prumo
é que me impedem as convenções
de convencer d'outras formas
além das estrofes tortas e sem rimas
que eu tento desiludir de antigos ranços.
(Não se engane comigo.
Não sou assim tão lenta
nem tão linear vai o que sinto.
Esperneio.
Impeço a distância.
Inoportuna é a sã mente.
A loucura me ronda).
Se hoje destilo poesia
é que meu veneno tem pimenta
e meu doce te aninha
nos fluidos do corpo que desejas.
Cuidado comigo.
Eu mordo.
E permaneço.
08.11.2010 - 01h38min
é que a folha me define
nas letras dispersas que aliviam-me os medos
e incendeiam meu futuro mistério.
Se hoje rasuro linhas
entre uma e outra costela fraca
sanciono alicerces de plástico
em botões de rosas rasgados.
Lúcidas conferências imaginárias.
Confiro tons de lilás às promessas
e recolho restos de rupturas passadas
pra não ficar completamente nua de memórias gastas.
Se hoje despejo versos
nas alamedas aleatórias sem prumo
é que me impedem as convenções
de convencer d'outras formas
além das estrofes tortas e sem rimas
que eu tento desiludir de antigos ranços.
(Não se engane comigo.
Não sou assim tão lenta
nem tão linear vai o que sinto.
Esperneio.
Impeço a distância.
Inoportuna é a sã mente.
A loucura me ronda).
Se hoje destilo poesia
é que meu veneno tem pimenta
e meu doce te aninha
nos fluidos do corpo que desejas.
Cuidado comigo.
Eu mordo.
E permaneço.
08.11.2010 - 01h38min
terça-feira, 2 de novembro de 2010
Trabalho
Escrevo uma linha
um verso partido
no meio da folha vazia
desenho um ponto qualquer
traduzo a expressão
ranjo um par de dentes
revelo inconsequentes
distorções de imagens
desconto os erros
e descanso do fato.
Não sei onde estarão as próximas letras
se na ponta da língua de um desconhecido
se no cruzamento de irritantes cobranças
ou se nos lençóis amassados de depois.
Não importa.
Aos 58 minutos do dia 02.11.10
um verso partido
no meio da folha vazia
desenho um ponto qualquer
traduzo a expressão
ranjo um par de dentes
revelo inconsequentes
distorções de imagens
desconto os erros
e descanso do fato.
Não sei onde estarão as próximas letras
se na ponta da língua de um desconhecido
se no cruzamento de irritantes cobranças
ou se nos lençóis amassados de depois.
Não importa.
Aos 58 minutos do dia 02.11.10
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