sábado, 21 de março de 2009
Um grito surdo
Salvação II - A Lista
Salvação
Sonho ou fantasia?
sexta-feira, 20 de março de 2009
Confusão
Viagem
quarta-feira, 18 de março de 2009
Delírios

Flocos de talco flutuam próximo ao meu copo sujo O sangue suga a ferida da vida E assim toco meu gado uivante pra não dizer que o outono derreteu os meus calos A assadeira calunia a todos os descrentes na vinda do segundo Reich o absurdo desmente o medo que me amputa o sono Me torna homem-mulher, com cólicas, TPM e profusão de pêlos e desejos conecto com o mundo de Sofia e lambo os beiços da escuridão Somente para conseguir daquela acetinada o último grão-de-café de Shambala dentro do bolso da calça rasgada, todas as histórias de Sherazade Nuredim nunca nevou no norte da Noruega mas ao Sul do Equador, os gritos de adeus confundem-me os ouvidos É tanto furacão, tanto transporte... As pessoas voam como pedriscos dentro de sapatos de gigantes Cuidado! Criar asas é arriscar-se à peste da insanidade! Procuro uma coisa que não tem nome nem cara, gosto ou cheiro. Apenas fulgor. E quem disse que o peito não bate mais forte, quando nasce uma alegria? 15.03.2009 - 01h30min
**Ilustração: Barco da Loucura, de Hieronymus Bosch, In:
http://porcaseparafusos.blogbrasil.com/archives/2005_04.html
Bem guardado
Adivinha
Descrição
terça-feira, 17 de março de 2009
Arte
segunda-feira, 16 de março de 2009
Angústia
Argamassa
sábado, 14 de março de 2009
Ignorância
Louca de pedra
Poesia
Bicho
sexta-feira, 13 de março de 2009
Gagueira
Toda poesia tem um fio de sangue escorrido
Toda poesia tem um fio de cabelo vermelho
Toda poesia tem um fio de vida pulsante
Toda poesia tem um fio de um filho errante
Toda poesia tem um fio
e outro fio
e outro fio
e outro fio
fiados
trancafiados
às pressas pelas presas dos tapetes persas
que não fazem parte da história
mas que ortograficamente são perfeitos.
Aqui, toda poesia é contada em letras
e se esvai pelas calçadas estreitas
que gargalham satisfeitas
de nada
de nada
de nada
de nada
de toda poesia safada
que esfrega na cara
a rima feita
EITA!
E o tempo escorre no ralo
do esgoto de rugas
que espreitam a pele exposta ao sol
o sol
o sol
o sol
o sol.
Gaguejo o filme da minha vida....
E não conheço o final...
Mistério
mistério
mistério
mistério
rio....
13.03.2009 - 22h13min
