segunda-feira, 14 de janeiro de 2008

Do primeiro beijo


Tantas voltas,

tantos risos,

tantas amostras

de que era preciso.

Té que ele veio

de longe, meio que arisco,

no rosto primeiro

correndo o risco

de, de repente, a boca alcançar.

E foi bem assim

que elas se encontraram

o corpo todo

sentindo pulsar.


Tantas voltas,

tantos risos,

tantas amostras

de que era preciso.

Té que ele veio...

ele, de muitos,

o primeiro...



14.01.2008 - 18h46min
(Imagem: obra de Victor Hugo Porto, artista plástico
de Caxias do Sul - Rio Grande do Sul - Brasil.)


Só uma frase...




Ainda que para alguns seja boa tarde, para mim sempre será bom dia, até que o dia acabe...






14.01.2008 - 13h15min

domingo, 13 de janeiro de 2008

Trago em mim...


Trago nas mãos o desejo do risco na folha em branco...
na tela em branco...
na testa em branco...
no suor...


Trago na boca o gosto do beijo dado...
da palavra doada...
do suspiro contido...


Trago no corpo a energia da descoberta contínua...
da correria do dia...
do teu sal...


Trago nos olhos a luz da alegria...
nas pernas, a força da folia...
no ventre, a gravidez da magia...







"...tenho em mim todos os sonhos do mundo"*








13.01.2008 - 23h55min

(*Excerto do poema Tabacaria, de Fernando Pessoa, In: PESSOA, Fernando.Mensagem.São Paulo: Martin Claret, 1998, p.139)

Constatação


Eu sou o espaço que permanece em branco

entre a medida exata

e o erro...






13.01.2008 - 23h37min

Riscos e traços

Dos traços que risco de mim

sou sempre centelha de fumaça

foto em preto e branco

sépia e suprema graça.

Dos traços que arrisco de mim

sou sempre fio de esperança

desenho gravado na lembrança

sonho e poesia esparsa.

Dos traços que esperas de mim

som sensível que te abraça

gravidez de verso e prosa

sou assim...





13.01.2008 - 21h46min

Espaço-tempo


Não há tempo.

O espaço não existe.

Só tua luz difusa.



Norte.




13.01.2008 - 21h31min
(Imagem: Vincent Van Gogh

Andança


Meus versos criaram asas
sobrevoaram mundos
pousaram nos telhados das casas;
outros, fizeram-se loucos
confundidos com leprosos
fizeram-se surdos.
Meus versos criaram raízes
nas roupas de 400 meretrizes
viraram atores de falas felizes
andaram em boléias de caminhões
e descartaram todos os senões.
Meus versos encalharam na praia
e dançaram flamenco na areia
eles, e toda uma hoste de escravos
da palavra, travestida de sereia.



13.01.2008 - 21h09min

Riscos e rabiscos


Risco teu nome na pedra

rabisco no vidro quebrado

teu signo, teu estado

chamusco tuas vestes

com línguas de fogo

calor das preces

que impede o malogro.

Risco teu nome na cela

que prende o intento

de ver-te.

Sombrero na estrada.

Obreiro e palavra.

Canção a bendizer-te.

Risco teu nome na tela

rabisco a luz que te guarda

rascunho o poema estrelado

retrato a conversa na mesa.

Risco teu nome na vela

rabisco a madrugada

interrompo o sono que não veio

e sonho com o que de ti já tenho.



13.01.2008 - 16h57min

(Para Roberto Amezquita - nesse ritmo, o "esperado" não tarda...)

400 vozes

Um verso, uma prosa, um pingo de vodca e a vida dentro e em volta com suas dores, seus amores, suas reviravoltas. São sucos, fumaças, equívocos delírios etílicos e beleza de graça sem fazer força nem pirraça que a garça voa pra quem quiser ver... A garça voa e traz no bico a canção de vencer. Escuta e voa também Voa e escuta as quatrocentas vozes dos que não têm papas na língua nem dão a cara aos tapas de quem só anda na linha... 13.01.2008 - 16h13min

Quem, eu?

Não sou humana
sou uma palavra
perdida no meio da frase...
13.01.2008 - antes que o dia amanhecesse

Quetzal

Surpresa!
O beijo que veio
correu pelas veias
pôs fogo na palha.
Suspiro!
O verso que escrevo
venceu a batalha
ditou teus cabelos
pintou de vermelho
meus lábios
teu beijo.
Saudade!
O pássaro canta
com mais de 100 vozes
afina o lamento
e voa pra casa.
Desfecho.
13.01.2008 - 15h28min
(Para Roberto Amezquita - eu sempre disse que
papo de poeta vira poesia...)

Sísifo

Pedra rola
rola pedra
morro abaixo
morro acima.
Pedra rola
empedra o tempo
tempo amola
pedra medo.
Pedra rola
rola pedra
morro abaixo
morro acima.
Pedra de corte
pedra sabão
pedra do norte
pedra no chão.
Pedra rola
rola pedra
morro abaixo
morro acima...
Ah, se Sísifo tivesse conhecido Drummond...
Essa pedra
esse rolo
esse morro
todos motes
de poesia
todos versos
de Drummond...
Ah, se Sísifo tivesse conhecido Drummond...
13.01.2008 - 15h19min

___________________


Não há pressa na perfeição

nem medo na investida que atesta

ser essa a caminhada satisfeita da razão

são delírios tontos

por cursos de águas ligeiras

que enveredam por montes

e viajam em letreiros

apontando o caminho

nunca percorrido dantes .

São versos que te fiz, que te faço, que te aponto

na folha que não rasga

na caneta que não gasta

no lençol que não sua.

São canções entoadas juntos

são teus graves, são meus agudos

são esses teus olhos castanhos

dementes de tamanha ternura

que não se esgota jamais.



13.01.2008 - 15h13min
(Imagem: Salvador Dali... perfeito... eterno...

tus ojos de la espalda

...mi interioridad esta inmutable mis oídos contigo mis ojos aunque sean en la espalda en tu movimiento unas lágrimas unos pájaros tras del sol el cono sur que me da vueltas en la cabeza y esa sonrisa siempre esa sonrisa
n Roberto Amezquita, em 13.01.2008 -às 03h42min

sábado, 12 de janeiro de 2008

Sempre gosteí mais das luciérnagas

A escuridão tem muitos mistérios el misterio de los ojos que le miran como principio y final de un túnel como el horizonte en que se recorre la mirada por dentro um mistério de eternidade um misterio de agua intranquila pero paz de lenta, clara innombrarble serenidad um misterio de tinta transparente insondável, porém ao alcance das mãos, dos olhos, da mente, do coração uma negra dança selvagem que convida à permanência queriendo o sinquererlo las manos se adentran el tacto enloquece en su búsqueda de saeta una negra salvaje rotunda vorágine de movimientos en la oscuridad a tientas las extensiones de la piel nos buscan los nervios nocturnos crecen flores en su íntimo palpitar una negra danza salvaje dessa dança nascem libélulas azuis vermelhas, verdes, lilases que se prendem ao manto da negra e dançam com ela, a dança selvagem depois se soltam, satisfeitas nas alturas, as vemos como estrelas aureas voces contornos quebradizos los encendidios ojos las entregadas alas un parpadéo de libélulas desbocadas una espuma prendida de la luna e uma canção distante o sussurrar de uma pomba errante um olhar de coruja insone o farfalhar de um vestido de um anjo qualquer que se perdeu dos sonhos de um menino um olhar centrífugo inconstante una grieta durante el sueño un sueño coartando la grieta el menino siempre ha sido luciérnaga la oscuridad su casa la infinitud un asomo de sus sueños e o anjo bendito a rondar-lhe os espaços eu sempre gostei mais das noites eu sempre gostei mais das luciérnagas... Aos 48 minutos do dia 12.01.2008, Simone Aver e Roberto Amezquita. Parceria bendita...

sexta-feira, 11 de janeiro de 2008

d o i s



Obrero de la palabra


de fragmentos de conversas


de fragmentos de sombras


pedaços das vidas alheias


pedazos de muertes de otros
de interminables arenas un viento


partes de nós, nesses outros
gotas de orvalho perdidas entre as gentes


e colhidas com nossas canetas


viran lentas las ajenas palabras
abren en un retorno los ojos de la luz


el puente gira las manos se detienen a la contemplación
una mirada basta y el tornar de garzas es cielo naranjado
otra vez se recorren las palabras se deslizan los geranios


un gato trepa el tejado una mano hace lo propio en el teclado


e todos, na verdade, são um
ou os dois serão um
unidos pela força dos outros
que se somam a eles?


la otra mano, el otro labio es tan solo
una extensión de sí mismo


un fragmento de la propia voz va en el aliento
se confunden de pieles de retinas se mezclan con la tierra hilvanan sus
poros



e se tornam outro



dentro y fuera de la espiral el viento, el mar el otro que deja de ser otro
e se tornam outro...



Simone Aver e Roberto Amezquita

11.01.2008 - 23h16min

(Obrigada, poeta!)
(Ilustração de Remedios Varo - http://www.squidoo.com/remediosvaro)

O monstro

Ela tem a boca enorme. E pontiagudos dentes brancos.
Ela tem um rugir estrondoso e passos firmes, marcantes.
Ela tem um cheiro característico, provoca tremor, medo e frio.
Ela arrasta correntes e símbolos horripilantes. É capaz de derrubar qualquer um, inclusive você!
Ela, a insegurança.
Mas olha, até ela tem um ponto fraco. Seus olhos a denunciam. Se a enfrentares, mergulhando profundamente no oceano azul dos olhos dela, descobrirás que ela, a temida insegurança, não passa de uma criança esperta, que também tem medo... de ti...
Deixa pra trás essa corrente e corre ao encontro do teu sonho. Ele te espera, logo ali... Vai!
11.01.2008 - 18h07min
(Pra quem tem medo... Como eu...)

Promessa

Um dia ainda vou experimentar a sanidade mental.
Só pra ver se me agüento ou se encontro, nela, um pouco de descanso
dessa minha vontade constante de saber mais
desse meu entender que sou muito pequena
diante das coisas que ignoro.
Só pra ver se encontro um pouco de sossego.
Mas isso haverá de ser... um dia...
Agora não.
Por hora, ainda suporto esse desassossego.
Por hora, ainda suporto essa necessidade de aprender.
Por hora...
11.01.2008 - 16h30min

Rega


(Para Roberto Amezquita - obrigada, poeta,

por me ensinares o que ainda não sei...)




Regar

versos


regar verbos


regar sonhos


paraísos


provérbios.


Regar loucuras


loucas madrugadas maduras


inquietudes


insônias


inatos talentos


trabalhados com suor


afinco


e fermento.


Regar fantasias


discursos


canções


bilhetes.


Regar os lembretes


das horas investidas


no aprender consistente.


Regar a gente


o brinde


a noite


e a distância até.


O tempo


o espaço


o laço


o teatro


o braço


a dança


a presença


o pretexto


a diferença


a mudança.


Regar




a esperança...








11.01.2008 - 6h




(A imagem foi retirada de http://squidoo.com/remediosvaro -
Remedios Varo foi-me apresentada por Roberto Amezquita
e apaixonei-me por ela. Esse, o primeiro poema de muitos,
em que usarei as pinturas dessa excepcional artista)






Louca poesia

Trapos atrapalhados embebidos em álcool, tabaco e poesia.
Todos nós, pedaços de buscas
da beleza e do lirismo da fantasia.
Maltrapilhos, palhaços, marginais
que se aventuram nas madrugadas frias
a colorir e enfeitar os recitais
das nossas linhas curvas
das linhas retas dos gerais.
Loucos, nós?
Poetas.
11.01.208 - 12h52min

Para Alina e Simone

No conozco tus ojos Pero puedo mirar en ellos una danza de luces Un camino de sombras y fantasmas No conozco tus manos Pero puedo sentir como llevan el agua a la boca Sentir girar tus pupilas entre espejos y duendes transparentes No conozco tus ojos Pero puedo mirar en ellos la luna Un cuarto menguante que crece Entonces un pájaro se detiene, abre sus alas Y en sus ojos tus ojos y en su canto tu voz No conozco tus ojos Pero puedo mirarte en ellos con muito carinho Roberto Amezquita
janeiro de 2008
(Não poderia deixar de publicar esse poema,
escrito pelo poeta mexicano Roberto Amezquita,
para minha filha e para mim. Obrigada, Roberto,
por tão belas letras, e por me ensinares tanto em
tão pouco espaço de tempo. Ah, mas tempo
e espaço não existem, não é mesmo?...)

quinta-feira, 10 de janeiro de 2008

Memória, declaração e confissão


Lembro bem dos meus amores,
declaro que sou uma eterna apaixonada pela vida
e confesso:

meu tempo é hoje!
10.01.2008 - 23h54min

Pedido


A alegria, sem pedir permissão, resolveu morar em mim.


Fica aqui, a dar gostosas gargalhadas no meu dia.


Não desata, mas ata-se à minha boca e me arranca sorrisos

no decorrer das horas, como se dona minha fosse.


Ah, alegria, fica mesmo aqui,

que a magia de tão preciosa companhia

é bem-vinda. Fica aqui...



10.01.2008 - 23h17min




Lembrança

Eu? Poeira na estrada... 10.01.2008 - 23h13min

Insônia

O sono saiu de férias ou terá pedido demissão? 10.01.2008 - 21h23min

Embriaguez


Ando bêbada de poesia

cambaleante, entre versos e prosas

escorrego nas curvas das letras

caio entre vírgulas, títulos e rosas.

Leio e escrevo sofregadamente

morta de fome e vontade de beleza

enfeito essas linhas

com riso e sílaba amorosa.

O sucesso é o que eu digo

da estrofe que desato agora.

O desperdício do tempo gasto

com quimeras e esperas enganosas

me arrancaram do mundo perfeito

onde encontro meu poeta e seu peito

de "sonetos" e canções carinhosas.



Ando bêbada da poesia da vida.



Ah, vida, embriaga-me com teus versos!



Embriaga-me, vida, com teus diversos

acordes lendários, lentos goles vários

de pura beleza, de pura alegria...



Embriaga-me, vida! Com teu sopro e teu delíro

com teu cheiro, tua loucura, teu improviso...



Ando embriagada de vida!!!!!!!!!!!!!!





10.01.2008 - 21h12min

Partida


Sem medos andei por tuas trilhas

nos descaminhos, descobri partes de mim

desvendei meus próprios mistérios

e parti...


Teu caminho já não coube em mim

quanto mais me encontrei, menos me dei

te agigantaste, e eu...

fugi.


Teu lar é o mundo.

Minhas raízes,

eu não sei...

´

Pra não apagar esse teu rastro

compus silenciosa canção de acalanto.


É leve minh'alma

bordadas de versos minhas horas

coroada de letras minha bênção

a ti...


Não chorei.


E parti...



10.01.2008 - 14h11min

Confissão


Confesso que são os meus medos que me fazem andar.


Sem eles, eu não daria nem um passo sequer.



É pra fugir, que eu caminho... Só pra fugir...







10.01.2008 - 18h04min

Visão

Um ponto distante da vista. A vista fixa num ponto distante. Talvez tão distante que já nem exista... 10.01.2008 - 16h58min (Grazzie, Gianluca, te voglio bene, ragazzo)

quarta-feira, 9 de janeiro de 2008

Não sei poetar


Não sei poetar.

O que sei é despir-me dos meus medos.

Sei chorar.

Sei traduzir em sorrisos minhas dores

e em doces versos, meus amores

(repetindo, como tantos antes de mim,

e outros tantos que virão depois,

a mesma rima antiga: amor/dor).

Não sei poetar.

O que sei é lançar mão de uma palavra

desfiá-la, novelo de lã, e deixá-la livre

sobre a folha branca.

Não sei poetar.

Sei cumprir o papel sempre novo

de costurar frases, umas às outras,

e distribuí-las em versos.

Verbos cortados na diagonal

vírgulas nos inícios das linhas:

sem pontos, sem pontas, sem ponteiros

indicando a hora exata do corte final.

Não sei poetar.

O que sei é expôr corpo e alma

verso e reverso do que há em mim

nas linhas tortas

do que os outros

chamam de poesia.

Sei pintar de carmesim meus dias,

e a letra que escrevo agora.

Sei rir alto e balbuciar bobagens,

apreciar a natureza

e sentir o belo e o frágil.

Mas

não sou poeta.

Não sei.

Não sou.



Poetar?
Eu?


09.01.2007 - 21h03min

Reflexões


É-me aprazível estar contigo porque endossas o que eu digo ou porque me fazes/obrigas a crescer?

Talvez os opostos não se distraiam (apenas e tão-somente), mas também provoquem reflexões que antes um e outro não tinham.

E se os dispostos se atraem, não será apenas por pensarem da mesma forma, mas porque se dispõem a ouvir, a considerar o que o outro tem a dizer.

As diferenças, então, bem-vindas!

Que tudo sirva, sempre e sempre, para fazer do SER mais HUMANO.Não será isso, afinal, o que falta no mundo, pra que TODOS NÓS, finalmente, vivamos em PAZ?



09.01.2008 - 13h20min

Responda, se puder...

Razão e loucura. Barulho e silêncio absoluto. Movimento e inércia. Esses extremos serão extremos mesmo ou apenas outra faceta de uma mesma coisa? 08.01.2008 - 02h12min

terça-feira, 8 de janeiro de 2008

Verbalizar


...as palavras se emaranham entre meus dedos,

e faço tricô com elas...

Casacos, que me aquecem nas noites frias...









08.01.2008 - 23h31min

Poder


Tem gente que faz do traço poesia.

Tem gente que nem precisa poetar

basta olhar...


Só olhar...





08.01.2008 - 22h41min

Ei, poeta


Pinta de azul essa linha que traças

entre as linhas pretas do caderno de notas

que as traças, um dia, haverão de comer.

Pinta de rosa os caminhos que atravessas

pois que são teus passos nele

que haverão de revelar quem és.

Pinta de vermelho as paixões que abraças

entre os braços quentes de vida e prazer

que a passagem dos anos haverá de conservar

entre as tuas mais sagradas lembranças.

Pinta, com todas as cores que conheces

e as que ainda estás por conhecer

teus dias, tuas noites, tuas companhias.

Pinta a cara, a rua, a madrugada,

pinta a parada de sucessos antigos

que guardas nos discos,

nos velhos discos de vinil.

E sonha com o tom de um mundo azul anil.

Onde as vestes e as aparências

serão reflexos das cores e das canções

de dentro do teu ser, das profundezas...


Pinta hoje.

Cria.

Transborda.


Ei, poeta,

pinta

hoje!




08.01.2008 - 22h29min

Lembrança

Há momentos, há ilusões, que ficam pra sempre, tatuagens na alma da gente. Há momentos, há ilusões, permanentemente presentes nos nossos passos, nos nossos olhos. Olha os meus: estás neles... 08.01.2008 -21h11min

Do que eu amo


Arte.
Dicionário.
Canetas.
Sorrisos.
Risadas gostosas.
Gargalhadas sonoras.
Música. Sem preconceito.
Agendas (tenho muitas, todos os anos...
saio arrecadando..rs... não anoto compromissos nelas, só coisinhas:
excertos de livros, poemas, rabiscos, desenhos...
Tudo, menos compromissos.
Agendas, pra mim, foram feitas pra isso...).
Adesivos de bichinhos, pra colar nas agendas.
Andar de mãos dadas
(com minha filha, com minha família, com o homem que amo, com amigas/os).
Mãos dadas têm um significado muito forte na minha vida.
Bibliotecas - absolutamente todas.
Papelarias em geral.
Caderno com cheirinho de novo.

Abraço apertado (bem demorado - frouxo não vale).
Beijo na boca (bem demorado - selinho não vale).



(2007 - Imagem feita por Alina, para me retratar...rs... Perfeita!)

Resposta


Como recebi mais de um mail com a mesma pergunta, imaginei que outras pessoas teriam a mesma dúvida; então resolvi postar a resposta, para todos os que, por acaso, levantarem a questão.


Tudo o que está aqui foi feito por mim. Os poemas, os desenhos, as fotos. Absolutamente tudo.


Não está bom? Bem, ainda estou aprendendo...rs... Está bom? Fico contente que algumas pessoas tenham gostado. Minha produção abrange não apenas os versos. Estes são a veia principal por onde corre minha vontade de "dizer". Mas não são únicos. Estão de mãos dadas com a minha vontade de "riscar" e com a minha vontade de "eternizar o visto".


Além disso, tem a minha vontade de "aprender". Daí os links, de alguns dos lugares onde não deixo de ir, nem morta...rs...


E quero compartilhar com vocês isso tudo... Essa minha caminhada, em direção ao conhecimento. Essa construção de alguma coisa que eu ainda não sei exatamente o que é, mas que eu tenho certeza de que fará de mim alguém melhor. É só por isso que permaneço. Porque acredito.


Obrigada pelos comentários, pelos mails, pela companhia, pela torcida, pela divulgação, pelo retorno, sempre tão carinhoso.


Abraços a todos.


Obrigada pela visita.


Sirvam-se de alegria. As taças estão ao alcance dos olhos.


Fiquem bem.
08.01.2008 - 03h09min


Constâncias


Faço minhas as estrelas distantes

Distâncias minhas, estrelas errantes

Esferas de astros brilhantes

Soluços constantes...



Faço minhas as palavras dementes

Demências minhas, palavras cortantes

Esperas de versos galopantes

Soluços constantes...



Faço minhas as lágrimas dormentes

Dormências minhas, lágrimas amantes

Escoras de amores indolentes

Soluços constantes...





08.01.2008 -02h31min




segunda-feira, 7 de janeiro de 2008

Toda poesia diz SIM


Poesia é letra bailarina
nos sentidos da gente.
Poesia é orvalho, despedida, solidão.
Gargalhada noturna,
inverno e verão,
alimento bem feito,
beleza que dispensa definição
ou unanimidade
sequer perdão...
Poesia é consolo,
calor nas mãos frias,
abraço que não se teve,
loucura e razão.
Poesia é cansaço declarado
e descanso merecido.
Banho de lua ou sal grosso,
brilho, susto, previsão.
É provisão da alma
e profusão de símbolos.

Atende, então, e inspira,
quando toda poesia disser
baixinho, como quem sorri
ou suspira: SIM!


07.01.2008 - 15h18min
(Os pés de sapatilhas de minha filha; a foto feita por ela mesma; inclusive tratada por ela... Orgulho meu... Meu verso mais importante... A poesia que, sempre, sempre, me diz SIM!)

Do tempo


O tempo é o senhor da razão.
É ele quem guarda,
na misteriosa passagem sua,
todos os mistérios e respostas,
que talvez nunca se nos revelem,
que talvez nunca se nos apresentem.

O tempo é o senhor da evasão:
evadem de nós os nossos sonhos,
nossos brios, devaneios, soluções,
que pensávamos já alcançadas,
que pensávamos já resolvidas.

O tempo é o senhor da paixão
é ele quem assegura ou destrói,
quem nos enfeita de flores na primavera
de um interesse, que até pode não vingar,
mas que desejávamos forte e duradouro
que desejávamos sem começo, fim ou morte.

O tempo é o senhor da mansidão
faz-nos sábios, espertos, malditos talvez
querendo nós, ou não, mancos ou perfeitos.
Tanto faz!

O tempo somos nós!



07.01.2008 - 13h12min

Questões


Já te aconteceu acreditar que seria possível?
Contra todas as leis da natureza,
contra todos os costumes dos teus pares,
contra tudo o que tu mesmo acreditaste até então...
Já te aconteceu de, mesmo assim,
acreditar que seria possível?

Já te aconteceu de investir no impossível
por acreditares que poderia ser?

Já te aconteceu de permitires
uma alegria indizível
por acreditares
que poderia ser?


Comigo já aconteceu.

E valeu.

Ainda que tenha sido impossível...




07.01.2008 - 04h59min
(Valeu...)

Sal da terra



(Beto Guedes e Ronaldo Bastos)

Anda, quero te dizer nenhum segredo
Falo desse chão, da nossa casa,
vem que tá na hora de arrumar
Tempo, quero viver mais duzentos anos
Quero não ferir meu semelhante,
nem por isso quero me ferir
Vamos precisar de todo mundo
prá banir do mundo a opressão
Para construir a vida nova
vamos precisar de muito amor
A felicidade mora ao lado
e quem não é tolo pode ver
A paz na Terra, amor, o pé na terra
A paz na Terra, amor, o sal da...

Terra, és o mais bonito dos planetas
Tão te maltratando por dinheiro,
tu que és a nave nossa irmã
Canta, leva tua vida em harmonia
E nos alimenta com teus frutos,
tu que és do homem a maçã
Vamos precisar de todo mundo,
um mais um é sempre mais que dois
Prá melhor juntar as nossas forças
é só repartir melhor o pão
Recriar o paraíso agora para merecer
quem vem depois

Deixa nascer o amor
Deixa fluir o amor
Deixa crescer o amor
Deixa viver o amor


07.01.2008 - 02h11min
(encontrei essa letra aqui: http://www.orkut.com/CommMsgs.aspx?cmm=42836441&tid=2571411426371602233&na=2&nst=15
E fiquei emocionada, pq não ouço essa canção há muito tempo, e sempre gostei dela.
Desejei compartilhar com quem passa por aqui, essa jóia muito especial. )

Da lágrima

Haverá poesia numa lágrima? Haverá poesia na dor, saudade, paixão? Na imagem da gota salgada que carrega consigo o sabor da ilusão? O sal de sentir-se pulsante! Sim! A poética lágrima da felicidade... 07.01.2008 - 01h46min (Para Regiane e sua irmã. Re, ouviste o coração dela. E o teu? Não o ouviste, pq os dois pulsavam juntos. Abraços, querida. Fique sempre bem.)

Confissão

Alimento (de propósito) muitas ilusões. Sofro demais. E tranqüilidade é uma palavra que jamais encontrei, no dicionário da minha vida. 07.01.2008 - 01h32min

Inversão

Eu tentei te atingir eu tentei te alcançar tu, porém, rápido e rasteiro, me tocaste primeiro. E agora olha eu aqui derretida entregue disposta a me entregar. Aos 55 minutos do dia 07.01.2008

Gente

Tem gente que desiste. Tem gente que insiste. Tem gente que destaca. Tem gente que empaca. Tem gente que suporta. Tem gente que sufoca. Tem gente que esperneia. Tem gente que falseia. Tem gente que desfoca. Tem gente que disfarça. Tem gente que convoca. Tem gente que desata. Tem gente que escapa. Tem gente que ataca. Mas isso tudo é gente e como tal deve ser tratada. Inda que alguns mereçam um cascudo na moleira pra deixarem de bestices, tchê! Nos primeiros 42 minutos do dia 07.01.2008

domingo, 6 de janeiro de 2008

Intenção

Meus pontos têm nós. Meus passos têm direção. Minhas palavras, objetivo. Meus gestos, opinião. É o contrário? Ah, não é não! Abre os olhos e vê! Cuida, que tudo o que faço me leva para onde sempre pretendi chegar. Se te dou trela desatrelo as tramelas das portas e te deixo entrar - nunca à toa... - atenta, que só faço o que quero, inda que a ti pareça que só te quero agradar. Egoísmo? Nem de longe já que te deleito co'a delícia de saber-te bem-vindo ao meu lado direito. Fica. Fala das tuas coisas. Ri comigo. Ensina-me a ver mais. O que quero mesmo, absolutamente sempre, é aprender... Apreender... Contigo. 06.01.2008 - 23h42min

Ponderada, eu? Ai, ai...

Ano passado alguém me descreveu como uma pessoa "ponderada". Das três, uma: ou a pessoa não me conhecia de fato, ou não sabia o significado da palavra, ou estava sendo irônica... Vai saber... rs... 06.01.2008 - 20h54min

Quem? Não sei. Não vi. Não conheço.

A discrição enlouqueceu, ao sermos apresentadas. Tresloucada, deu três loucas gargalhadas, em alto e bom som, pra quem quisesse ouvir. Correu três voltas em volta da praça alta, aquela mesma que tem um silencioso monumento. Depois voou pra longe. Nunca mais a vi. Sequer mandou notícias, a danada. Eu? Fiquei aqui... 06.01.2008 - 20h51min (Por onde andará essa tal de discrição?)

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Transcrever um olhar é desenhar a loucura desdenhar a razão que ronda as casas dos homens de passos tortos mortos de tédio abandono e medo. Descrever um amar é amordaçar o fato que, no ato, exige a voz. É desperdiçar palavra melhor empregada nas interjeições monossilábicas dos atores dois: nós. 06.01.2008 - 18h26min

Premonição (Um conto minimalista)

Antes que o dia acabasse, não soubera acender uma única vela que iluminasse o olhar um pouco mais adiante. Uma vela apenas, e o próximo passo não seria de escuridão completa. Mas não conseguira. Covardia ou confusão? Convalescença do medo, companheiro constante. Na correria do dia, a calmaria de dentro não sofreria arranhões. Mas o precipício estava ali e a correnteza logo abaixo. Precipitou-se... e foi levada, acorrentada à coerência do acordo firmado bem antes. Ele, com as flores nas mãos, ficou na saudade. 06.01.2008 - 17h20min

sábado, 5 de janeiro de 2008

O encontro - Só mais um conto

Sobre a mesinha de cabeceira, a agenda amarelada pelo tempo. Muito tempo se passara, desde a última conversa. Riram muito, os dois, então. Uma noite inteira. Ela lembrava de cada vírgula, cada fuga dele, cada tentativa que ela fizera para se aproximar mais. Lembrava da vontade de ficar mais, da vontade de dizer mais, da vontade de... E também lembrava da voz, do poema, da chuva. Chovera forte aquela noite. Relâmpagos riscavam a tela negra. Escreviam o nome dele. Com luz. A chuva é uma espécie de choro. Lágrimas que vertem do céu e molham as raízes da vida. "Roubei teu tempo", dissera ele. Ah, que coisa boba pra se dizer, depois de tantas risadas e de tão agradável companhia. Ele sempre dizia essa besteira. Ducaralho, pensara ela (ah, não costumava usar palavras tão toscas, mas essa era uma brincadeira deles, a partir de uma história que envolvia um poeta admirado por ambos). Roubara muito mais que o tempo dela. Roubara-lhe a respiração. E a promessa. A mesma promessa escrita naquela folha que o tempo amarelara. Era chegada a hora. Muita coisa tinha acontecido, com a passagem dos anos. Ela, nascida muito antes dele, sentira mais depressa o peso dos anos. Ele... ela não sabia. A última conversa fora há muito, muito tempo. Finalmente, a hora. Contara os minutos. Pensava jamais conseguir esperar tanto. Mas resistiu. E lá estava ela. Ele? ... ela não sabia. Mas ela cumpriria a promessa. Quando conseguisse sair da cama. Não podia mover as pernas. Os olhos pesavam. Mas virou a cabeça e conseguiu lançar um olhar meio embaçado por uma lágrima que teimava em escorrer, para a agenda. Depois disso... "A chuva é como eu. Às vezes está tranqüila, outras vezes é forte demais". Um vento suave acompanhou o suspiro derradeiro e levou a lembrança da sincronia que uniu os dois aquela noite. Também virou as páginas da agenda vazia, até chegar na única escrita: 2089. Lasagna com Tiago. Sem falta! A chuva caiu, como uma espécie de choro. Chegou muito forte, assim, de repente, e foi ficando tranqüila, tranqüila, até cessar por completo. E molhou as raízes da vida. 05.01.2008 - 05h47min

sexta-feira, 4 de janeiro de 2008

Fantasmas

Meus fantasmas brincam de esconder entre os véus do tempo que me circula e insiste em me mostrar, no espelho, que passou.... Meus fantasmas buscam as brechas entre os tijolos dos muros que construí e que insistem em me mostrar, no espelho, que não adiantou... Meus fantasmas viram piruetas, fazem caretas, arrancam as cortinas de tule do quarto todo branco, sem dores, e insistem em me mostrar, no espelho, que as dores vêm, elas vêm vêm... Meus fantasmas me acompanham são brancos, negros, azuis, vermelhos, são bonitos, são astutos, são vários, são livros, são, eles próprios, espelhos, que me espreitam e revelam, a cada olhadela minha, inda que de soslaio, que não sou a mesma, que já fui, que não voltei, que não sei, que não há lei, que sonhei... Acorda, Simone! Olha o sol! 04.01.2008 - 21h34min

Sobre quem sou

Alguém que tem sonhos. Muitos. De todas as cores, tamanhos, formatos, texturas. Alguém que sonha mais acordada que dormindo. Alguém que acredita que poetar seja sinônimo de sonhar, e que o contrário também seja verdadeiro. Alguém que ainda acredita no outro. Apesar e acima de... Alguém que faz os próprios fantasmas dançarem, de mãos dadas com os sonhos, esses últimos bem alimentados e fortes. Alguém que não tem medo de dizer EU TE AMO. Que não tem medo de dar o primeiro passo ainda que ele seja em direção à rua e exija que dê as costas para o que penso ser passado. Que não tem medo de deixar cair a primeira lágrima e de aceitar o ombro que lhe é oferecido. Alguém com erros e virtudes, que tenta acertar, que treme de emoção, que crê na amizade e que, sobretudo, reconhece que ainda há muito por fazer. Descrição melhor, só minha poesia é capaz de. 04.01.2008 - 20h26min

Dentro de mim

Lá fora, um canarinho canta. Cantigas que desconheço. Cânticos de louvor, suponho. Canções... Lá fora, um bem-te-vi avisa ter me visto. Mas como, se eu mesma não o vejo, entre as árvores? Lá fora, o vento dança na paisagem e me prova que movimento é vida. Lá fora há verde, rosa, vermelho, lilás e branco, nas flores plantadas no meu jardim. Lá fora, muito distante, um sino toca. Lá fora há poesia, alegria errante, procurando um canto, pra fazer morada. Cá dentro, um ninho vazio espera por ela. Enquanto ouço o canarinho, o bem-te-vi, o vento, o sino... Enquanto espero que a poesia encontre comigo... 04.01.2008 - 17h55min

Bálsamos

Bíblia. Família. Poesia. Amizade. Companhia. Amor. 04.01.2008 - 17h47min

quarta-feira, 2 de janeiro de 2008

Maduro

Vede! O fruto da vide ainda está verde. Verde! É sempre verde o fruto da vida. 02.01.2008- 06h10min

Eu

Notívaga. Insone. Insana? (como queira!). Sou azul, sou vermelha, voz, imagem, pele, solidão. Sou fogo. Realidade. Ilusão. Atingível. Inalcançável. Desejo. Laço. Beijo. Extremidade. A ponta da agulha. Sinceridade. Desequilíbrio. Paixão. Meu caminho é fora da estrada. E sou saudade. Também ternura. Poesia. Toda coração. 02.01.2008 - 14h37min

Exagero?

Porque a vida exagera? O exagero terá vida? A vida, anjo de asas compridas, amplia sobremaneira as possibilidades do bom, do belo, do preciso. Olhos incautos não percebem. Dos excessos se descuidam; exaustos, ficam cegos, de tanto ver... E se o destino prega a peça de exagerar na alegria guardada para teus dias, de quem será essa razão? Nenhum exagero será permitido à vida? À minha? À tua? Às nossas, juntas? Ou à de qualquer um? Mas, afinal, o que é a vida? O que é exagero? Quem terá a chave desse dia? Quantas respostas por viver? Talvez (apenas talvez) a chave, o dia, a vida, sejam, eles mesmos, o grande mistério a ser, poética e e-xa-ge-ra-da-men-te assumido por nós... 02.01.2008 - 02h40min (O primeiro poema de 2008 dedicado a ti, Pequeno Príncipe, - sob encomenda...rs...)

terça-feira, 1 de janeiro de 2008

Quanto vale um sonho?

Talvez teu sonho valha uma vida. Talvez tua vida valha um sonho. Talvez a via por onde teu sonho ganha vida, valha um níquel. Talvez uma vida de sonhos valha mais que uma vida sem vias, ou cujas vias levem a vertentes de nadas e de ilusões tacanhas. Talvez tua valia esteja no sonho de fazer valer a vida seja lá por que via for. Talvez tua vida esteja no meio da via em que um sonho descansa esperando a carona da paixão. Talvez a paixão pela vida exploda no teu sonho bem no meio dessa mesma via. Teu sonho terá o valor que deres a ele. Que valha a vida! 01.01.2008 - 23h53min (Meu sonho tem o valor ideal...)

Dos milagres

Acredite. Eles existem. A vida é um milagre. O riso do teu filho, milagre. O sono, o suor, uma cereja, milagres. Pôr do sol, no Guaíba ou onde for, milagre. Um milagre, a descoberta do amor. Uma flor, um carinho, um olhar diferente ou igual, não importa pra onde, não importa pra quem; uma canção, um poema, um coração desenhado na folha esquecida sobre a lareira -acesa-, que não queimou: milagre! A voz de longe que se ouviu. O pulso que não parou. Milagres. Milagres aos milhares. Milhares de pequenos milagres. Pequenos? Extraordinários milagres. Milagres aos extraordinários milhares de olhares que sabem ver milagres... Abra os olhos. Veja milagres. E agradeça. 01.01.2008 - 23h37min (Obrigada, meu Deus, pela minha mãe)

Companhia

Café sem açúcar. Amargor poético. Queda que fragiliza. Cristal. Recuperação possível? Cachoeira. 01.01.2008-02h11min (Adrebal,obrigada pela companhia alegre, nessa noite difícil pra mim)

segunda-feira, 31 de dezembro de 2007

Festa? Só no coração.

Este ano, aqui em casa, não faremos ceia festiva. Não haverá fogos na virada. Nem abraços. Nem canção alguma. Não faz sentido rejubilar-se, se minha mãe não está presente. Mesmo assim, vamos agradecer. O milagre foi feito. Ela sobreviveu, mais uma vez. Com seqüelas ou não, tanto faz. Ela ainda está. Independente dos fogos, dos abraços, da ceia, do espumante, das canções, a vida se renova. Outra vez temos a chance de dizer o que não foi dito. Outra vez temos a chance de fazer o que não foi feito. Outra chance. Se for a última, que seja. Se não for, tomara que não seja. Mas é uma chance. E merece ser agradecida. Não deixa de dizer, em 2008, em nenhum momento, o quanto tu amas alguém. O quanto alguém é importante pra ti. Não tenha medo de arrependimentos. A gente se arrepende de NÃO ter dito, não de dizer. Não deixa de fazer tudo o que puderes pelas pessoas que amas. Por aqueles que te são caros. Por aqueles que estão próximos. Fica com eles. Tem paciência. Oferece amor e companhia. Quando eles se forem, saberás que deste o melhor. E teu coração sentirá alívio, na dor da despedida. Feliz 2008 pra todos nós. Os próximos, os distantes, os que estão por vir. Deus nos abençoe. Que haja festa em nossos corações. 31.12.2007 - 16h01min

Feliz 2008!!!!!!!!!!!!!!

Luz e saúde pra todos nós. O resto vem junto ou a gente constrói. Na boa ou na marra. A alegria é uma escolha possível. Com ou sem dor. Que venha 2008. Estamos prontos pra viver. 31.12.2007 - 15h14min

sexta-feira, 28 de dezembro de 2007

Ele

Firme. Incisivo. Direto. Seguro. Forte. Presente. Paciente. Sério. Suficiente. Ele. 28.12.2007 - 15h16min (...o Pequeno Príncipe...)

Vôo

Louca alada abro as asas diviso as funduras esqueço o perigo. A palavra me nutre. Arranca-me os olhos. Cega, vôo. O vento na face. A imensidão na pele. Liberdade. Sonho. Possibilidade. E agora, Drummond? 28.12.2007 - 15h03min

A quem interessar possa:

RESOLVI. VOU REALIZAR UM SONHO! 28.12.2007 - 05h28min

Soltura

Frases soltas. Significantes preciosos. Chance de compreensão. A minha. Tuas frases soltas em mim. História que o mundo dispensa. Mas que a gente já começou. Escrevemos nossa história. 28.12.2007 - 05h27min (Escrevemos juntos, Pequeno Príncipe)

Perguntas são mais?

Serão os sonhos que fazem girar o mundo ou o mundo é que gira os sonhos? Foram tuas mãos que giraram meus sonhos, ou meus sonhos é que te trouxeram a mim e giraram as madrugadas, os ventos, os tempos; coragem na descoberta do desconhecido que espera por mim, por cada um de nós? O giro dos meus sonhos entre teus dedos movendo o meu mundo particular como se teus fôssemos, eu e meus grãos de areia. As dunas, as brumas, os castelos, as fadas, as redomas, os embrulhos, as esperas, alegrias, disfarces, cansaços, medos e afins, todos entre os teus dedos, entregues. Perguntas são respostas ao contrário? Respostas são perguntas não feitas? Sonhos viram realidade? É possível tentar? Sozinha não consigo. Preciso das tuas mãos. 28.12.2007 - 05h23min (Se me deres a mão, Pequeno Príncipe, terei mais coragem...)

quinta-feira, 27 de dezembro de 2007

Preconceito?

Um dia, uma professora que amo muito e que admiro de montão disse: "A ignorância é a mãe do preconceito". Nunca mais esqueci essa frase. Faço-a minha, diariamente. Quantas vezes, por absoluta ignorância, deixamos de viver, movidos por um preconceito qualquer, arraigado em nós, chaga oculta que nos apodrece, por dentro e por fora? E nos faz menos dignos. De tudo. Eu tenho os meus. E luto contra eles diariamente. Provocam em mim, os meus, uma espécie de enjôo. Fazem mal à minha alma. À parte de dentro de mim. Por isso o cuidado pra que eles não criem raízes tão profundas a ponto de não me permitirem mais viver. Nem deixar que os outros, à minha volta, vivam. Para evitar os meus, esclareço-me. Consigo matar alguns. Um dia, haverei de me livrar de todos, inclusive do preconceito contra quem sofre desse mal: o preconceito mesmo. Sinto muito, esse é forte demais, ainda não consegui vencê-lo. Um dia eu chego lá. 27.12.2007 - 23h12min

VIVA!

Entre, sente, sirva-se de alegria e arte. A vida é o grande espetáculo. Aplauda! 27.12.2007 - 19h21min

Resolução de Ano Novo

Não vou prometer nada, este ano, nem fazer listinha que será esquecida logo no dia dois. Recuso-me a pegar minhas imperfeições todas, meus erros e desacertos (inúmeros, aliás), colocá-los numa caixa e dizer que eles não sairão mais dali - a dita caixa sempre tem um buraquinho por onde eles fogem; e olha que meu nome nem é Pandora! -. Olharei para o espelho e direi: QUE SEJA! Porque, afinal, sempre é o que tem de ser. O balanço do ano que passou, já fiz. Fui feliz. Mais do que o previsto. Amei. Fui amada. Ri muito, coisa que gosto de fazer, todos sabem. Aprendi mais coisas do que ensinei. Chorei. As lágrimas secaram. Tudo passou. Tudo, agora, passa mais rápido. Ah, sim,minha percepção da passagem do tempo mudou. Não disse que foi pra melhor. Disse que mudou. Minha pele mudou também. Meu cabelo. Minhas unhas e até meus gostos mudaram. E minha alma. E minha paciência. E minha vontade de viver. Hoje mais forte que nunca. Logo, nada de resoluções este ano. Que venha o que tiver de vir. Estarei pronta. FELIZ 2008 pra todos nós!!!!!!!!!!!!!! 27.12.2007 - 14h13min

Longevidade

Quero viver 125 anos. E ser feliz em todos eles. 27.12.2007 - 12h11min

quarta-feira, 26 de dezembro de 2007

Constatação

Descansa a cabeça no ombro de quem te é importante. As horas gravam a alegria de saber-te amada. É o que basta. 26.12.2007-20h48min

Um bem-fazer

Desvestir as roupagens que te escondem em mim. Desfilar sobre suspiros repetidos sem culpa. Desbravar horizontes desconhecidos. Desentender o entendido. E começar tudo de novo. Amaciar camisas de times opostos. Rir das distâncias descabidas. Ensurdecer os amigos. Assustar os cães. Perder a noção. Bem-fazer. 26.12.2007 - 03h34min (... é bom estar-bem contigo...)

terça-feira, 25 de dezembro de 2007

Inspiração

Expiras rima perfeita tem o ar dos teus pulmões. Inspiras sorvedouro de minh'alma condição primeira de riso e vida. Riso É Vida. Perco o foco foge-me a imagem que não vejo. Um terreno e um pé de laranja nele, suficientes de manter a branda luz o fogo da vela lenta que arde diante do espelho que reflete teu desejo. Inspiras a poesia que faço na madrugada de depois da festa. Encomendo a melodia da voz. A vez me chama e não obedeço. Transgrido a regra de ouro de ser quieta e cordata postura esperada da condição esta. Salto o portão. Não me prendem os muros. Regresso descalça e exausta sandálias nas mãos nas mãos teu abraço. Tudo é música. Tudo é poesia. Inspiração. Expiração. Tuas. 25.12.2007 - 05h57min (Inspira-me, Pequeno Príncipe, inspira-me...)

Risco?

Não valide. Não vele. Não revele o que há depois do vale, onde as videiras florescem. Não fale que a extensão da voz quebra a magia. Não sufoque o desejo da uva. Colha. A colheita não fere. 25.12.2007 - 18h

segunda-feira, 24 de dezembro de 2007

Indefinição

O próximo passo é um traço sem sombra. Mistério. 24.12.2007 - 13h51min

Importâncias

Fique bem. Seja feliz. Faça o bem. Cante. Enlouqueça. Não abra mão de quem és. Não sofra à toa. Temos motivos de sobra pra sofrer, não invente outros. Ria gostoso. Respeite os outros. Mantenha as pessoas que te amam, perto de ti. Desabafe. Grite, de vez em quando. Chore, sempre que tiver vontade. Aceite a tristeza. Invente uma coisa nova por dia. Aprenda. Corrija-se. Não corrija os outros, oriente. Procure seus pares.Dois é sempre melhor que um. Goste de ti mesmo. Tenha orgulho de quem és. Emocione-se. Faça só o que acreditares que deve ser feito. Acredite. Leia. Busque. Beije muito. Abrace sem medo. Entregue-se. Dói, às vezes, mas vale a pena. Dance. Arrisque-se. AME! VIVAA!!!!!!!!!!!!!!! Meu desejo para 2008, como foi para os anos anteriores. Tenho sido cada vez mais fiel a esses princípios. Que seja o que tiver de ser. Daqui a pouco, amanhã, ano que vem, nos anos vindouros. Que venham os dias que aguardam ser vividos por mim. Estou pronta pra eles. 24.12.2007 - 02h33min

domingo, 23 de dezembro de 2007

Votos

Que a boa sorte tome conta de todos os cantos da sua, da minha, das nossas vidas. Que haja sempre alimento para a criança que há em você... 23.12.2007 - 22h04min

Condição

Amor só se for pra toda vida os descartáveis já sei já conheço, experimentei. Têm gosto de feriado são vermelhos, são doirados (e desbotam na primeira lavagem: borrados). Amor só se for pra vida inteira com jeito de alegria faceira com cheiro de canela e mel. Cordas com nó de marinheiro e sensação de navegar no céu. Amor só se for pra entrega inteira só se for o teu e o meu entrelaçados na estrela de um primeiro e sempiterno amanhecer... 23.12.2007 - 22h

Hoje

Amanhecer é o primeiro passo do dia. Caminhar é não-morrer. 23.12.2007 - 11h13min

Silêncio:

agudo grito que fere. Quando prolongado, ensurdece. Quando insistido, pode matar. 23.12.2007 - 04h04min

Insana (idade)

Escrevo versos compulsivos num sem-sentido insone crescente sou aspirante a hospício e visto fantasia de enfermeira pra pular o muro e sorver a liberdade num copo de gelado suco de laranja. Na escuridão da madrugada escaldante apimento a letra firme com pitadas de suor, gratidão e lascívia. Tuas flores enfeitaram meu jardim. Tuas fantasias provocaram convulsão. O dia não veio. Revolução... 23.12.2007 - 04h

Noite

É a noite que dorme, não a gente. A gente capota, cai duro, desmaia. A noite descansa da gente. E a gente sonha que a noite é princesa diária, suave melodia. Mal se sabe, sequer se sente que a insanidade ronda o presente e que a maldade da noite é justamente essa: a de mentir pra gente. 23.12.2007 - 03h49min (...tudo pronto pra dormir, mas ele não vem. O sono...não vem...)

Enquanto a noite dorme...

Entrego-me sem falso pudor ao ofício da escritura. Escrevinho, rabisco, conserto, apago, desperdiço, produzo ranhuras, lapido, rasgo, aborreço. Sou função de escrita dupla. Não tenho mais nada além da folha pacientemente desvirginada. Abro mão do direito de não surtir efeito sobre os teus pêlos. Arrepio tua pele. Alcanço tu'alma sedenta da força vital do verbo cru. Não sou poeta. Costuro ânsias e alegrias na folha, antes vazia, agora plena de sentidos. Tu os tens. Tu os fazes. Tu te aproprias dos significados, como se a ti fossem dirigidos todos. Não sou poeta. Escrevinho emoções entrelaçadas de versos, costuradas com agulha de tricô que herdei da avó materna. As letras, confesso, roubei das conversas alheias dos amigos que me contam as histórias de tempos idos as memórias de baús antigos. Roubei do baú de tesouros da minha infância primeira. Roubei da gata borralheira que era princesa e não sabia. Roubei de ti, pequeno príncipe, e desse teu olhar que eu não sei se é de luar ou de bola de gude. Roubei de mim, pra colar aqui e deixar assim.... 23.12.2007- 03h14min (Quem disse que insônia é ruim???????????????????)

Enredo

Escrevo. Sou torrente de nervos. Sou aço, sou algodão. Sou pena firme de tinta azul ou vermelha depende o time depende a ocasião. Lê o que desenho no verso sem rima que te proponho agora. Não assustes as andorinhas no quintal da casa ao lado que elas trazem bom presságio de um amor que vem virando a esquina e traz acordes vários no acordo assinado em branco que antevi e cantei durante o sono. O sino toca ao longe. Escrevo. 23.12.2007 - 02h42min

Improviso

E dei pra poetar nas horas mais imprevistas nas mais improváveis nas mais imprecisas. Dei pra fazer versos debaixo do chuveiro, no almoço, no banheiro, no ônibus, no meio do caminho onde não tinha uma pedra mas tinha um papel pra eu rabiscar um verso e brincar de ser Drummond. E dei pra poetar no meio de uma conversa vadia fazendo uma simples gargalhada virar a mais doce poesia. E toda essa tal poesia invadiu as horas as noites os tropeços. Toda poesia arredou as cadeiras do sossego e trouxe rimas e sonetos e amores vários. Toda poesia se fez pó fez-se bela tocou dó fez sinfonia na letra da sopa no prato fundo do meio do meu dia. Transformou-se em canção oração avião que voou e foi pousar lá nos teus laranjais... 23.12.2007 - 02h28min (... velo o sono de um pequeno príncipe, que dorme tranqüilo, debaixo dos laranjais...)

Justiça...

O sono dos justos enquanto juntos é sono profundo que segue a queda da exausta luta dos corpos no amor. O sono dos justos justamente juntos é sono de pena de finda energia dos membros no amor. Ajusto a cabeça no travesseiro do teu peito. Entrego o amor. 23.12.2007 - 01h42min

Superlativa

Sim, tudo em mim é muito. São intensas as minhas alegrias. Intensa minha dor. Intensos meus amores. Intensa minha vida inteira. Os meus dias. As minhas relações. Meus olhares. Desafetos. Dissabores abertos. Meus errados, meus certos, meus ais, meus tais apertos. Tudo em mim é mais: o que falta o que eu chamo de raiz o que há na paz. É nisso que aposto é disso que gosto é do que preciso. S U P E R L A T I V A ! 23.12.2007 - 01h35min

Laranjais

É tão doce permitir-se... Se a dor vier, que seja. Antes dela, no entanto, a alegria de saber-me exausta de sorrisos. Não atento para o tempo. Não me atenho na hora. Não me limito na letra. A linha que sigo está em mim. O ponto que busco, onde? Talvez além-montanha. Talvez além-convenção. Talvez além-talvez. O passo dado não mede d i s t â n c i a . O passo tido não pede c l e m ê n c i a . O passo dito não mente d e c ê n c i a . O passo-a-passo não cede e não se arrepende. O ocaso do passo, um pente-fino no medo... Andemos, então. Tu e eu, a passos largos. Laranjais... 23.12.2007 - 01h28min

Desenhos de mim

Era eu. E não me dei conta. Era eu. Estava ali, representada nas linhas nas curvas nas exuberâncias todas. Era eu. E não me percebi. Talvez ainda não tivesse olhos de ver além do visto. Talvez ainda não devesse ver. Mas era eu. Sempre fora. Eu. O traçado preciso. A postura. O porte. O risco. Eu. A atitude era a minha. A pose a que eu fazia. A posição a que estava em mim. Era eu. E não me percebera em mim. Ali, no desenho que me fiz. Eu. Aos 46 minutos do dia 23.12.2007

sábado, 22 de dezembro de 2007

Espelho

Eu conheci uma pessoa que eu já conhecia, quem sabe em outro mundo, em outra vida. Foi como conhecer o lado feliz da minha tristeza. Atravessei duas noites ignorei o sono e não acreditei de forma alguma no tempo. Esse foi o preço a pagar, falar pensando em escutar ficar na frente e fechar os olhos com medo do medo. A vida, às vezes, assusta a própria vida. Palavras manejadas atravessando pensamentos. Fazendo eu acreditar de verdade, sem lamento. Depois de conversar, fica apenas o pensamento: quanto vale a vida sem o reflexo de um espelho? Eu contra eu sem poder empatar em um jogo onde esconder é matar e matar é perder. Agora é tarde. O sentimento já existe. O espelho pode até fugir mas o reflexo que ele deixou não vai partir. É fato que a vida intimida a vida e assim é a vida.... *Esse foi escrito pelo Tiago, pra mim, o que me deixou muito, muito, muito emocionada. E orgulhosa, e meio boba...rs... (sim, eu sei que já sou meio boba normalmente...rs... mas considerem que fiquei MAIS...rs...o que significa que ninguém mais me suporta..rs... só ele mesmo pra me agüentar, depois do poema...rs..rs...). Tiago é uma pessoa ímpar. Um menino doce, engraçado, inteligentíssimo (me enrola com uma facilidade de dar dó...rs), sensível e de um bom gosto musical difícil de se encontrar. E ainda por cima é BONITO! Nem precisava, mas é... Costuma ele dizer que é poeta de um poema só... Mal sabe que ELE próprio é um poema. O fato é que não consigo deixar de ler "Espelho". Não consigo deixar de ouvir também... Ah, não vou explicar essa parte... Isso é um blog, não um confessionário, né?...rs...

"Amorticínio - a canção"

Ata-me, canção Rima que o peito teceu Estanca-espanca meu "eu" O dom de amar é sofrer Breve aurora que Resvala na escuridão Precipitando na dor Da solidão Quando eu me lançar Sobre o teu olhar E tudo mais se calar Quando a poesia Clamar por ti Não fuja jamais de mim (Refrão) O amor abriga e fere O tempo é cicatriz O amor nasce nos olhos De quem é feliz O amor abriga e fere O tempo é cicatriz O amor dorme nos olhos De quem é infeliz diurudu... (Galdino) Não vou colocar data aqui, porque essa canção vem me acompanhando desde que a ouvi a primeira vez. Chorei. E não foi só na primeira vez, não. Volta e meia, quando a ouço de novo, choro, porque ela mexe comigo, não sei explicar exatamente como. Mas ela é tão simples, tão simples que (Tiago diria que NADA é simples..rs..) me deixa meio tonta. E extasiada. E viciada. Quero ouvir mais e mais e mais e mais... E não canso, nunca... Como não canso de amar... Como não desisto de amar... Como tenho cá minhas cicatrizes... E como tenho felicidade nos meus olhos, porque amo. Obrigada, Galdino, por dizeres de forma tão bonita, dessas coisas que todos temos, e que não conseguimos traduzir em palavras... Obrigada.

Em construção

......... Não comece o que você não puder terminar. [ainda não terminei] [mas eu chego lá... é fato...] 22.12.2007 - 02h24min (...construção iniciada com Tiago... Quando vamos terminar? Não sei... Não sei... Mas chegaremos lá... Um dia...)

sexta-feira, 21 de dezembro de 2007

quinta-feira, 20 de dezembro de 2007

Rimas

...rima anônima é sina é sinal solidão no badalo do sino da catedral... 20.12.2007 - 20h24min

quarta-feira, 19 de dezembro de 2007