sábado, 21 de novembro de 2009
Outro ângulo
outras compreensões.
Daqui teus tons são
de outras dimensões.
Daqui teus sérios são
outras conclusões.
Daqui o lado é este
e não há como transpor.
Daqui um instante de retiro
ou uma vida de indecisões.
Daqui sem cortes nem evidências
só instinto e confiança
e um tantinho de outras tantas intenções.
22.11.09 - 22h13min
Sem esperança e sem culpa
Branco fôlego
Estranho esse nervosismo
que parece meio fora de lugar
talvez por estar.
Blusa branca
fuga do tema proposto.
Contigo as razões?
21.11.09 - 21h
Preferência
uma parte de fora de ti
seriam esses teus olhos tristes
a obviedade da minha opção...
21.11.09 - 20h18min
Porque os olhos do menino
inda brilham no olhar do homem
que eu sei...
Rastro
repito o mantra
das perguntas sem resposta
e descontraio a fibra exausta.
Não deixo iscas
reparo a mancha
das respostas sem pergunta
e desenlaço o assovio exposto.
Não deixo assombros
escondo a goma na grama amanhecida
enveredo pelo compartimento
que não existe
mas me insta a silenciar.
Não deixo rastro.
Estou.
21.11.09 - 01h11min
Ver
te acompanham desde sempre
debaixo das tuas pálpebras
nos teus porões
nas tuas superfícies.
Não disfarçam,
esses teus olhos tristes
nem mudam;
enternecem...
Aos 17 minutos do dia 21 de novembro de 2009
quinta-feira, 19 de novembro de 2009
Merecida pausa
*Foto tirada na 7ª Bienal do Mercosul - POA - 07.11..09
quarta-feira, 18 de novembro de 2009
Não quero partir
sopra-me à nuca
o vento norte
minuano fresco
de livre calor.
Se quero partir
à mente me vem
tuas pastas
teus estudos
os protestos teus.
E não quero partir...
18.11.09 - 23h19min
domingo, 15 de novembro de 2009
Poetar
desfazer os monstros em rimas
afrontar a imagem de costas
contar os dias com cantigas de ninar.
Fazer versos é modelar a lua
escalar montanhas de tremores
abdicar do próprio espaço
assumir os pés descalços
eclipsar a alegria
poetar...
15.11.09 - 14h07min
Bem querer
eu te diria
que é esta
e assim seria
a forma precisa
do quanto te quero.
Se houvesse...
15.11.09 - 14h02min
Caos
que não cheguei a escrever
na tábua rasa do meu quarto vazio
nas asas de aleijados querubins.
Resgato passos em falso
falseio indicações precisas
das quais desconfio, não sei por que.
Encontro desatinos e intervalos
mergulhados nas fendas escuras da dúvida
de tudo o que ficou suspenso
do que nunca foi esclarecido
nem o será.
Retiro minhas migalhas de estrelas
das frestas do telhado de vidro
quebrado pela nota aguda mais alta
saída da garganta do tempo
que eu cansei de destruir.
Nego a luz da ribalta
arremesso balões no meio do caos
cascalhos de assuntos quebrados
entornos de espelhos sem fios.
Descanso na rede
esqueço a hora e a melodia.
Desisto da tarde
por ser cedo
ou por não haver mais...
Recomeço.
15.11.09 - 13h57min
Milagre
juntei-me às turbas
investi meus diários
às folhas vazias
de estreitas linhas tortas.
Não fui única nem mágica.
Não fui coroa nem reza nem canção.
Nasci no riso da lua
no coachar de um sapo rebelde
na alegria do óleo sagrado.
Assumi a chuva de pétalas brancas
converti meus escritos em testamento
cerrei as pálpebras.
Cri.
Aos 7 segundos do dia 14.11.09
sábado, 14 de novembro de 2009
Pra valer
outras se cala
nem sempre se consente
nem sempre se entende
nem sempre é sempre ou nada.
Às vezes é tudo
outras é pele
nem sempre é sangue
nem sempre é sede
nem sempre é céu.
Às vezes é exato
outras é demência
nem sempre é tempo
nem sempre é raso
nem sempre é mundo.
Às vezes é dor
outras é pensamento
nem sempre é razão
nem sempre é rasgo
nem sempre é fundo.
Às vezes é temperatura
outras é escolha
nem sempre é corrida
nem sempre é luta
nem sempre é solução.
Às vezes é vida
outras é literatura
nem sempre é existência
nem sempre é velocidade
nem sempre é pista molhada
aventura
ou ilusão...
14.11.09 - 23h
Às vezes é pra sempre.
Essa vez é pra valer...
sexta-feira, 13 de novembro de 2009
Pequeno Príncipe
é uma pessoa
e não é qualquer
não é pequeno
nem é príncipe;
é mais...
Não responde,
pergunta
e exige resposta imediata.
Não pergunta
e exige resposta imediata.
Não exige
tem imediata resposta.
A única possível:
SIM.
13.11.09 - 03h17min
Companhia
quando tua vez me alcança
sem licença ou pedido qualquer.
Se passeio por aqui ou a...qui
é por essa razão fora das convenções todas
(essas mesmas que te disse detestar)
e que te inclui, meio que à revelia.
13.11.09 - 03h03min
quinta-feira, 12 de novembro de 2009
Vício
cultivado alegremente.
Planta regada religiosamente
pra não perder os acentos
os tremas e as tremedeiras
provocadas pelos tons
pelos tonéis
pelos tamanhos
das letras e dos sentidos
experimenta(menta)dos
na ponta
dos dedos
dos olhos
das línguas...
12.11.09 - 21h22min
Sim (não?)
que qualquer explicação possível
resumem-se a um curto SIM
ou, talvez, outras e muitas vezes,
a um questionável definitivo NÃO.
Algumas sangram doces suores
outras mascaram dissabores
pisam cascalhos de gelatinas
cospem fagulhas de flores.
São pétalas guardadas de lágrimas ditas
ou restos de folhas rasgadas
fotografias esquecidas
em gavetas de móveis desenhados.
São roupas coloridas
e afetos necessários bem servidos
em bandejas de prata reluz-ente
pela espera prometida
crida
um dia alcançada
(talvez).
Algumas coisas são SIM
as outras, todas....
também....
12.11.09 - meio dia
SIM ( "...não?")
Voejar
talvez chegue mais tarde
mais devagar
mais cansada;
Voo a pé
faço bolhas
e machucados
nas plantas dos caminhos
Voo a pé
e não presto atenção
se ao meu lado seguem
cegos ou videntes astutos;
Voo a pé
sem asas ou bengalas
de hastes de bandeiras e margaridas brancas
sem diferença alguma entre umas e outras
Voo a pé
sou som
imagem e lembrança
no meio de uma tarde qualquer
ou numa madrugada afinada
de um reflexo iluminado
por um par de jovens sobrancelhas negras.
quarta-feira, 11 de novembro de 2009
Tu
ventos esticados sob o tapete aveludado
dias desiguais, sem sombras ou dúvidas
inesperados afagos de rastros no meio de uma tarde qualquer.
Hoje.
Algodões embrulhados na areia do tempo.
Não conto as horas nem as partilhas
muito menos antecipo sonhos amassados.
Cozinho as porções de alegrias no calor do corpo
que te doo sem reservas,
invólucro da alma que a ti pertence há tempos.
Se forem opiniões conjuntas
ou compartilhados méis
que sejam...
11.11.09 - 23h09min
segunda-feira, 9 de novembro de 2009
Pintura
nos ventos das corças
amarradas à chuva de nuvens suspeitas.
Circulam querubins e quebrantos
nas claras campinas de velas
nas peles das virgens calmas:
chamas de melodias extintas. Sutís.
Banham livres os raios de escaldante calor
remexendo as marés e os amores
de faunos e freiras, mortificados de pudor.
Embriagados de familiares escolhas
cortam universos barbeados de encantos
e flores azuis, festivas guirlandas avessas.
Cá comigo, entorno o caldo da vida
entrego as algemas e os anéis que nunca usei
abro as comportas de vibrações escuras
observo papéis picados aos montes
e absorvo a linha sem sentido
que devora os índices enjaulados
e beija a canção presa na garganta.
Cá comigo, entorto a manhã
devolvo as explicações que não tenho
invento uma nova forma de beijo
e castigo a linha do sentido.
Delicada sensação de vidro fosco
na embaçada fúria suspensa...
09.11.09 - 21h24min
domingo, 8 de novembro de 2009
Havido
A PORTA NÃO BATE
O PULSO DO AR NÃO TRANÇA
A CRIANÇA NÃO ESPERNEIA
E O TRATO NÃO TRANCA.
DIANTE DO MURO
O PARTO É À PARTE
E OS PROTESTOS ESPREITAM
AS ESTREITAS LETRAS PARES...
TODAS AS PARTICULARIDADES
JÁ TENDO HAVIDO...
Aos 23 segundos do dia 08.11.09
Arte
A arte nos absolve
dos nossos próprios desejos
das vezes que não contamos
quantos sopros tem um começo
ou quantos começos tem um SIM.
A arte nos desobriga
dos desertos e das paciências
das tantas vorazes promessas feitas
e das outras tantas quase cumpridas
por não dependerem quase da gente.
A arte é grão de areia colado
em pingo de chuva impertinente;
um verso, um feto, uma dúvida,
um nome, um vento, um fato, um líquido,
uma porta, uma saída, um caso,
uma escolha, um encontro, uma linha,
uma obra, um veneno, uma folha em branco.
Uma folha,
um branco,
um dia...
A arte é um dia...
No primeiro segundo do dia 08.11.09
sábado, 7 de novembro de 2009
ParTIcularidades
por onde plantas as plantas dos teus pés
nas tuas corridas.
Apresento construções interiores
aos meus outros 'eus'
e eles não reconhecem nada
além dos teus traços,
os rastros que te seguem
e arrastam meus versos
por conta própria
e livre e alegre vontade.
Não sou dona de mim:
emprestei minhas verdades
aos teus 'is'
que permeiam os grãos de arroz
no meio do teu prato branco.
Ninguém mais com teu sotaque
ou teu jeito de calcular um pé após o outro
como se desse único passo
dependesse todo o teu futuro.
Ninguém mais com tuas histórias
ou teu riso de menos da metade de tudo
ou tua lista de livros preferidos,
tuas escolhas vegetais,
teus filmes, canções e formas.
Ninguém mais com teu suspeitado gosto,
teus gestos contidos,
teus mistérios, tuas exigências.
Ninguém mais com tua exclusividade
ou tua presença continuada.
Ninguém mais com tuas cobranças,
interferências, provocações.
Ninguém com tua fartura
ou com teus propósitos,
tuas intenções,
teus fins de semana,
teus telhados, teus esportes,
teus tratados, conhecimentos, compromissos,
teses, des-crenças, dúvidas,
inícios ou coragens.
Ninguém mais a TI repetir.
Ninguém mais...
em mim...
21.10.09 - 17h07min
Acontecências
terça-feira, 20 de outubro de 2009
Promessa
quarta-feira, 14 de outubro de 2009
Cá entre nós
sexta-feira, 9 de outubro de 2009
Se quiseres me ganhar
quarta-feira, 7 de outubro de 2009
Bipolaridade?Eu sei a quantas ando...
terça-feira, 6 de outubro de 2009
De louco e poeta
Ventania
Circo e fome
sexta-feira, 2 de outubro de 2009
Ele é quem eu queria ser
quinta-feira, 1 de outubro de 2009
EnTItular
quarta-feira, 30 de setembro de 2009
Cegueira
segunda-feira, 28 de setembro de 2009
Emocionar-se
Poetar
Imagem
Insolente insônia
Desconcerto
Tempero
Entre a palavra e o silêncio
Volta
sexta-feira, 25 de setembro de 2009
Na cara
Cicatriz
Reivindico o vento....
Sei não...
sexta-feira, 11 de setembro de 2009
quinta-feira, 10 de setembro de 2009
Batom
quarta-feira, 9 de setembro de 2009
Nova publicação
segunda-feira, 31 de agosto de 2009
Movimento
Titubear
sexta-feira, 28 de agosto de 2009
Arrependimento
Arrastado rastro
Sem ponto final
Metaforicamente
quarta-feira, 26 de agosto de 2009
Um palhaço sonha
terça-feira, 25 de agosto de 2009
Luz
Histórica miscelânea
Desperdício E morte lenta cancerígena dependência corrupção tresloucada assalto aos cofres públicos que moram nos bolsos dos desesperados os mesmos que trabalham de sol a sol pra não ter o que comer no fim da tarde. Miscelânea de históricas frases fases de outrora misturadas ao aqui e agora. O riacho poderia ser qualquer um o grito poderia ser até uma gargalhada; se fosse, seríamos mais felizes quiçá mais afortunados, já que mentimos uma felicidade carnavalesca sobre os cascos da nossa própria miséria? EM DEPENDÊNCIA HÁ MORTE! IN DEPENDE A PENDÊNCIA DA MORTE! DEPENDE DA NOSSA SORTE! DEPENDE DA SORTE DE TERCEIROS! DEPENDE DE QUALQUER COISA MENOS DA MORTE! IN É A MORTE? OU SERÁ A DEPENDÊNCIA? DEPENDE DE QUE? DA MORTE? OU SERÁ QUE PENDEMOS À MORTE OU MORREMOS DEPENDURADOS NOS YINS E YANGS DE UMA HISTÓRIA DESCONHECIDA ESCRITA DESDE A NASCENÇA DO NADA? Quem se habilita ao grito? E à morte? Quem? Melhor: QUEM SE HABILITA À INDEPENDÊNCIA? (já que da morte não há como fugir...) 25.08.2009 - 22h
Antes que o Sete de Setembro
me pegue de surpresa...
Caras d'Arte
Aí, Brunno... vi no teu blog... COPIEI...rs...
25.08.2009 - 16h50min
Obrigada, Brunno. Pela consideração, pelo respeito e pela simpatia (considere todos os ítens recíprocos). Saudações poéticas.
Blog do Brunno Soares: http://cronicasdeafeto.blogspot.com/


